Record desmente proibição de figurino com cores partidárias

31/03/2016 às 21:39 · Tempo de leitura: 2 minutos

Domingos Meireles foi demitido da Record (Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

A Record decidiu tomar uma medida inusitada nos últimos dias, proibindo que seus jornalistas e apresentadores usem roupas que possam ser entendida como um posicionamento político. Com isso, nada de usar vermelho ou combinações que tenham as cores da bandeira nacional, verde, amarelo e azul.

Um dos casos recentes envolve Domingos Meirelles, âncora do “Repórter Record Investigação”, que teve que trocar uma gravata vermelha por outra rosa.

A movimentação pela neutralidade da Record e a recomendação para não se usar as cores “políticas” do momento surgiram há duas semanas, no auge dos protestos contra Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Coincidem também com a decisão do PRB (Partido Republicano Brasileiro) de deixar a base aliada do governo. O PRB é o braço político da Igreja Universal, de Edir Macedo, dono da Record, emissora identificada como “governista”.

A ordem é buscar a neutralidade, não só no figurino, como também na maneira de agir. Ainda de acordo com Castro, a Record também proibiu manifestações favoráveis ou contrárias à presidente em suas instalações.

Entretanto, nesta quinta-feira (31/3), a assessoria de imprensa da emissora desmentiu à imprensa a informação de que os jornalistas da emissora teriam sido recomendados a evitar roupas com cores partidárias, e afirma que informação é falsa, uma vez que hoje mesmo apresentadores de alguns programas estavam trajando roupas vermelhas.

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