Record deve demitir cerca de 20% dos funcionários após o Natal e causa susto nos bastidores

19/11/2014 às 15:20 · Tempo de leitura: 3 minutos

"Legendários" mantém boa audiência (Foto: Divulgação/Record)

Record deve demitir 800 profissionais em janeiro (Foto: Divulgação/ TV Record)

Trabalhando com um cenário de redução nos investimentos publicitários – ou seja, vai entrar menos dinheiro de propaganda – em 2015, a Record fará cortes em seus gastos. Além de terceirizar a produção de diversos programas, a emissora irá demitir mais de 800 profissionais em Janeiro. É o que informa o jornalista Daniel Castro.

O corte representará cerca de 20% dos 4.300 empregados da emissora em São Paulo e no RecNov, a central de teledramaturgia no Rio de Janeiro. Diretores de programas como o “Hoje em Dia” e o “Programa da Tarde” já foram notificados informalmente dos cortes e repassaram a informação a suas equipes, gerando susto e muito temor nos bastidores. A Record evita comentar o assunto oficialmente. No entanto, executivos da emissora confirmam que vai haver uma “redução de 20% nos investimentos” no próximo ano.

A “enxugada” nos gastos não deve afetar a quantidade de programas produzidos e exibidos, ou seja, não haverá impacto para telespectadores e anunciantes. Isso será possível porque parte das vagas eliminadas serão substituídas por profissionais terceirizados. A rede de Edir Macedo vai transferir a outras empresas a produção de programas (a próxima edição de “A Fazenda”, por exemplo, deverá ser executada pela GGP, de Gugu Liberato). O departamento de arte e cenografia (arquitetos, marceneiros, serralheiros, contrarregras) e até a maquiagem serão terceirizados.

As demissões só devem ocorrer em janeiro por dois motivos: 1) fluxo de caixa (os gastos com funcionários já são altos em novembro e dezembro, por causa do 13° salário); 2) uma ala da emissora não quer demissões antes do Natal, para não estragar as festas de fim de ano dos colaboradores.

Nos interiores da Record ainda há a esperança de que as demissões desses funcionários (ou pelo menos parte delas) sejam revertidas pelo bispo Edir Macedo, dono da emissora. Nem toda a cúpula do canal é favorável a terceirização, e executivos contrários ao procedimento devem aproveitar a vinda de Macedo ao Brasil, nesta semana, para tentar sensibilizá-lo.

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