Pele em risco: Record confirma proibição da Anvisa contra pomada

Pele em risco: Record confirma proibição da ANVISA contra pomada popular em 2026

ANVISA proíbe e manda apreender pomada famosa em todo o Brasil; Entenda por que o produto foi classificado como irregular e os riscos reais.

09/01/2026 10h00

3 min de leitura

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ANVISA proíbe pomada e caso é noticiado pela Record (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/ANVISA/Logo/GMN)

ANVISA proíbe e manda apreender pomada famosa em todo o Brasil; Entenda por que o produto foi classificado como irregular e os riscos reais

O cuidado com a pele, ainda mais após uma tatuagem, costuma envolver atenção redobrada, especialmente quando o assunto é cicatrização. Pomadas pós-tatuagem ganharam espaço entre tatuadores e consumidores justamente pela promessa de acelerar a recuperação e evitar infecções.

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No entanto, nem todo produto disponível no mercado atende aos critérios mínimos de segurança exigidos no Brasil e foi justamente esse alerta que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) reforçou ao determinar a apreensão de uma pomada cicatrizante bastante divulgada nas redes sociais.

Todo cuidado é pouco!

De acordo com o portal R7, pertencente à Record, no dia 2 de janeiro de 2026, a ANVISA determinou a apreensão da pomada cicatrizante Inkdraw Aftercare, indicada para uso pós-tatuagem.

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A decisão ocorreu após o órgão constatar que o produto não possui registro nem notificação sanitária, exigências obrigatórias para cosméticos e produtos de uso tópico no país.

Conforme afirmado pela autarquia, a empresa responsável pelo produto não consta nos cadastros oficiais da agência, o que impede qualquer verificação sobre a composição, a procedência, as condições de fabricação e a segurança do item comercializado.

O que pode colocar a pele em risco, uma vez que, sem essas garantias, as chances de dar uma irritação grave e até mesmo dificultar o processo de cicatrização são bem grandes.

Mesmo porque os produtos aplicados em tatuagens entram em contato com a pele recém-perfurada, o que aumenta também o risco de:

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  • Infecções;
  • Inflamações;
  • Complicações dermatológicas.

Diante disso, o órgão determinou a proibição imediata do uso e comercialização da pomada em todo o território nacional.

Por isso, a Anvisa classificou o item como irregular e potencialmente perigoso, justificando a adoção das medidas mais restritivas previstas na legislação sanitária.

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Quem está por trás da Inkdraw Aftercare?

Até o momento da publicação da decisão, a Anvisa classificou o fabricante da Inkdraw Aftercare como “empresa desconhecida”, uma vez que não há registro formal junto ao órgão.

Além disso, não existem informações públicas consolidadas sobre:

  • Estrutura industrial;
  • Sede oficial;
  • Responsável técnico;
  • Histórico regulatório da marca no Brasil.

Apenas um site oficial em que ela descreve o seu produto, conforme podem ver por aqui*.

Houve manifestação da empresa?

Até a divulgação desta matéria e conforme apurado nos principais meios e veículos, não houve manifestação pública da empresa responsável pela Inkdraw Aftercare sobre a proibição determinada pela ANVISA.

O órgão também não informou sobre apresentação de defesa administrativa, pedidos de regularização ou ações corretivas por parte do fabricante.

Mas um fato curioso é que, apesar de não haver nenhuma manifestação, a marca indicou que o produto foi notificado pela ANVISA, na aba onde está o produto em questão, conforme podem ver na imagem abaixo:

Produto da Inkdraw Aftercare (Foto Reprodução/site oficial da empresa)
Produto da Inkdraw Aftercare (Foto Reprodução/site oficial da empresa)

Contudo, o espaço segue aberto para posicionamento, caso a empresa decida se pronunciar oficialmente.

O que os consumidores devem fazer se adquirirem produtos proibidos pela ANVISA?

A Anvisa reforça que consumidores, tatuadores e estúdios devem utilizar apenas produtos regularizados, com registro ou notificação válida, especialmente em procedimentos que envolvem rompimento da barreira da pele.

Logo, a recomendação é interromper imediatamente o uso dos produtos autuados pela autarquia e buscar orientação profissional caso surjam sintomas adversos.

Mas, para mais casos como esse, clique aqui*.

Autor(a):

Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.

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