Dívida bilionária e recuperação judicial: 3 varejistas gigantescas estão respirando por aparelhos no Brasil
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Recuperação judicial e varejista fechada (Fotos: Reproduções / Canva / Joyce Meriguetti))
3 varejistas gigantescas lidam com recuperação judicial
Nos últimos anos e meses, três varejistas gigantescas entraram com pedido de recuperação judicial.
Desse modo, as empresas lutam para acabar com as dívidas e para não decretarem a falência.
Estamos falando da Americanas, Oi e Livraria Cultura. Atualmente, as empresas “respiram por aparelhos” devido a crise.
No ano de 2016, a Oi passou por uma crise e precisou entrar com um pedido de recuperação judicial no Rio de Janeiro.
De acordo com informações do G1, a varejista estava com R$ 65,4 bilhões em dívidas.
Na época, a empresa anunciou que não havia obtido acordo entre os credores para tentar reestruturar suas dívidas e optou pelo pedido na Justiça.
Em dezembro do ano passado, a varejista anunciou que havia saído do processo, que levou seis anos para ser concluído.
Porém, em março deste ano, a Oi entrou com um novo pedido de recuperação judicial, que foi aceito pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Desse modo, segundo o G1, a empresa deverá apresentar um novo plano de recuperação judicial, na qual irá suspender a execução de dívidas.
Além disso, o pedido também irá suspender a penhora dos bens ou mandados de busca e apreensão contra a companhia por parte de seus credores.
Fernando Cesar Ferreira Viana, juiz que assina a decisão, admite vê que a empresa tem viabilidade econômica, uma vez que conseguiu reduzir a dívida bruta em 30% desde o primeiro pedido.
A empresa também manteve uma receita líquida, que chegou a US$ 9,9 bilhões no último trimestre do ano passado e reduziu despesas.
Segundo a Globo, em setembro do ano passado, a varejista tinha dívida bruta total de cerca de R$ 35 bilhões e um caixa de R$ 3,6 bilhões.
No terceiro trimestre do ano passado, a Oi tinha um fluxo de caixa operacional negativo em R$ 312 milhões.
Oi (Foto: Reprodução / Marcos Pinto)
AMERICANAS
Em janeiro deste ano, a Americanas entrou com um pedido de recuperação judicial devido as dívidas de cerca de R$ 43 bilhões.
Porém, o plano ainda deverá passar pela aprovação dos credores para começar a valer, fato que a fez respirar por aparelhos até o momento.
Desse modo, em meio a crise, a varejista encerrou a atividade em diversas cidades e demitiram cerca de 5 mil funcionários, segundo o portal UOL.
Apenas no dia 27 de novembro, a Americanas conseguiu apoio de parte de seus credores para o plano de recuperação judicial.
A nova assembleia de credores acontecerá no dia 19 de dezembro e envolverá um plano de aporte de R$ 24 bilhões, segundo o G1.
Em nota, a empresa afirma que o grupo de “credores apoiadores” representa mais de 35% de sua dívida, que beira a casa dos R$ 50 bilhões.
“Este acordo é um marco importante de nosso processo de Recuperação Judicial e um significativo progresso da Americanas no caminho para a nossa meta de emergir como uma empresa mais forte, mais competitiva, preservando a importante atividade econômica que representa e os milhares de empregos diretos e indiretos gerados em todo o país”, disse Leonardo Coelho, CEO da varejista.
Lojas Americanas (Foto: Reprodução / Internet)
QUAL OUTRA VAREJISTA ENTROU COM PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL?
Além disso, no ano de 2018, a Livraria Cultura entrou com um pedido de recuperação judicial em São Paulo.
De acordo com informações do UOL, a varejista alegava crise econômico-financeira com uma dívida de R$ 285,4 milhões.
Em fevereiro deste ano, o juiz Ralpho Waldo De Barros Monteiro Filho decretou a falência da Livraria Cultura.
Isso porque, o juiz afirmou que a empresa “descumprimento do plano de recuperação judicial” ao justificar a falência.
No ano de 2021, a Livraria Cultura entrou em um novo plano de recuperação, mas segundo o juiz, não houve cumprimento.
Mas, pouco tempo depois, a varejista conseguiu uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para suspender sua falência.
Desse modo, a Justiça determinou que o plano de recuperação judicial seja retomado. Em meio a crise, a empresa fechou inúmeras lojas.
Livraria Cultura (Foto: Reprodução / Renata Bitar/g1)
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