R$62 milhões: Rede de supermercados vive terror de falência no Brasil após 43 anos

Rede de supermercados enfrenta dívida de R$ 62 milhões e risco de falência após 43 anos no Brasil. Entenda o que está acontecendo

12/02/2026 às 19:57 · Tempo de leitura: 5 minutos

Falência supermercado (Foto: Reprodução/Montagem TV Foco)

Rede de supermercados enfrenta dívida de R$ 62 milhões e risco de falência após 43 anos no Brasil. Entenda o que está acontecendo

Uma rede de supermercados muito conhecida em Minas Gerais está enfrentando um dos momentos mais difíceis da sua história. Com uma dívida de mais de R$ 62 milhões, o Supermercado Degrau Ltda., conhecido como Supermercado Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial em setembro de 2025.

Conforme o Diário do Comércio, o caso foi registrado na Justiça de Timóteo, em MG. A rede quer reorganizar as dívidas para continuar funcionando e evitar o pior. A notícia pegou muita gente de surpresa, principalmente na região do Vale do Aço, onde o supermercado atua há mais de 40 anos.

O supermercado foi fundado há 43 anos e sempre teve forte presença na comunidade. Gerou empregos, movimentou o comércio e cresceu como um negócio de família. Em 2019, a empresa decidiu expandir. Na época, os juros estavam baixos e parecia uma boa oportunidade para investir, mas o cenário mudou rápido.

Juros altos e mais concorrência

Com o passar do tempo, os juros subiram muito. Conforme a fonte, a taxa Selic saiu de 2% e chegou perto de 15% ao ano. Isso fez as parcelas das dívidas aumentarem bastante. A pandemia também trouxe gastos extras. Custos com transporte, produtos e adaptações sanitárias pesaram no caixa.

Ao mesmo tempo, grandes redes passaram a disputar clientes na região, como Assaí, Mart Minas, Supermercados BH, Mineirão Atacarejo e Coelho Diniz. A disputa por preço ficou mais pesada e a margem de lucro diminuiu.

Mesmo com os problemas, o faturamento da rede de supermercados aumentou nos últimos anos. A receita saiu de R$ 97 milhões e chegou a R$ 202 milhões. Só que as despesas cresceram junto. Juros altos, custos operacionais e dívidas com bancos acabaram consumindo boa parte do dinheiro que entrava.

Um ponto que complicou ainda mais foi o uso das vendas no cartão como garantia para empréstimos. Parte do valor pago pelos clientes já vai direto para os bancos, o que reduz o dinheiro disponível para manter o estoque e pagar fornecedores.

Recuperação judicial para evitar a falência

Apesar da dívida alta, a rede afirma que o supermercado continua funcionando e vendendo bem. O problema maior está no peso das dívidas acumuladas. A recuperação judicial serve justamente para isso. Permite que a empresa negocie prazos e valores com os credores, sem precisar fechar as portas de imediato.

Agora, a expectativa é reorganizar as contas, manter os empregos e tentar virar essa página. Depois de 43 anos de história, o desafio é grande. Mas a decisão de buscar ajuda na Justiça mostra que a rede ainda luta para continuar de pé, mesmo vivendo esse verdadeiro terror de falência.

Falência x Recuperação Judicial: Qual a diferença?

De acordo com o portal ‘Vem Pra Dome’, ambos os institutos visam a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento. No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa.

Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação e o negócio acaba fechando as portas. A recuperação judicial visa manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa pague as suas dívidas. Na outra, ocorre o encerramento, sendo considerado irrecuperável.

Por fim, veja também mais matérias sobre falência clicando aqui.

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