R$ 65 M em dívidas e adeus após 54 anos: Rede rival n°1 da Magalu tem falência decretada em São Paulo

Uma empresa de São Paulo teve que fechar as portas após acumular dívidas. Sem pagar, a varejista rival da Magalu teve a falência decretada

19/04/2025 às 23:50 · Tempo de leitura: 5 minutos

Magalu e falência (Foto: Reprodução - TV Foco)

Uma empresa gigante de São Paulo teve que fechar as portas após acumular dívidas. Sem pagar, a varejista rival da Magalu teve a falência decretada

O setor de varejo é um dos que mais movimentam a economia do Brasil. Apesar de todo o sucesso, muitos empreendimentos acabam sucumbindo e fechando as portas. Dessa vez, por exemplo, falaremos da falência de um rival do Magalu.

Para quem não sabe, estamos falando sobre a triste situação de uma das maiores lojas de eletrodomésticos do Brasil, a G. Aronson. A empresa teve um triste fim perto dos anos 2000, indo à falência após o sequestro de seu proprietário.

Segundo a Wikipédia, a varejista foi fundada em 1944, na capital paulista. Mas, de início, a empresa era focada na venda de casacos de pele. Mas, com o passar do tempo, entretanto, a empresa redirecionou seu foco. Assim, eles passaram a comercializar eletrodomésticos.

A loja teve sua falência decretada em 1999 (Reprodução: Internet)

A G. Aronson começou a se expandir nos anos 1970 e chegou a ter 34 lojas, inclusive algumas em shopping centers de São Paulo, e mil funcionários, com faturamento de R$ 250 milhões por ano. Além disso, eles apostavam sempre em preços competitivos.

Pedidos de recuperação judicial

Mas, a rápida expansão trouxe uma série de desafios financeiros. Prova disso é que, em 1991, a G. Aronson precisou solicitar sua primeira concordata preventiva, buscando renegociar débitos. As dívidas somavam aproximadamente US$ 20 milhões.

A rival da Magalu conseguiu quitar a dívida, mas em 1998, a G. Aronson enfrentou novamente sérias dificuldades financeiras. A dívida acumulada atingia R$ 65 milhões. Assim, a varejista entrou com um novo pedido de concordata (recuperação judicial).

G. Aronson teve mais de mil funcionários (Reprodução: Internet)

O cenário tornou-se insustentável no início de 1999. Em janeiro daquele ano, a G. Aronson falhou em pagar a primeira parcela prevista no acordo da concordata, sinalizando a gravidade da situação. Poucos meses depois, a Justiça de São Paulo decretou a falência da empresa.

Considerações finais

Uma varejista rival da Magalu acabou fechando as portas após sucumbir à crise financeira. Para quem não sabe, estamos falando sobre o encerramento das atividades da G. Aronson. O empreendimento acumulou dívidas, não pagou e teve a falência decretada.

Qual a diferença entre falência e recuperação judicial?

Segundo informações do portal Vem Pra Dome, ambos os institutos têm como objetivo a satisfação de dívidas de uma empresa. Contudo, a principal diferença está na continuidade ou não do empreendimento.

No caso da recuperação judicial, se ganha tempo para recuperar a capacidade de gerar resultados na empresa. Por outro lado, na falência, não existe a reestruturação do negócio e ele acaba fechando as portas.

A ideia por trás da recuperação judicial é manter o negócio ativo, gerando empregos e possibilitando que a empresa consiga pagar as suas dívidas. Na falência, ocorre o encerramento do negócio, que é considerado irrecuperável.

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