Acordos e convenções coletivas podem garantir o pagamento do 14º salário

O tradicional 13º salário é garantido por lei a todos os trabalhadores com carteira assinada (CLT). No entanto, para a alegria de muitos brasileiros, há quem receba um bônus extra (14º salário), além de presentes e benefícios natalinos oferecidos pelas empresas.

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De fato, não existe uma lei que obrigue o pagamento do 14º salário aos trabalhadores. Mas, uma regra pode garantir o benefício a milhares.

O pagamento extra só é obrigatório em casos de acordos e convenções coletivas. Nesses casos, as empresas são legalmente obrigadas a pagar, já que os acordos têm força normativa.

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“Caso não haja essa previsão em acordo ou convenção coletiva, a concessão ocorre por mera liberalidade do empregador”, disse Djulia Portugal, especialista sócia no Dalazen, Pessoa & Bresciani ao portal G1.

Empresas apostam em bônus e presentes

Nos últimos anos, diversas empresas passaram a se destacar por recompensar seus colaboradores com o 14º salário, cestas de Natal, viagens e outros presentes.

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A tendência, que se espalhou pelas redes sociais, mostra trabalhadores exibindo vídeos desembrulhando presentes que vão desde malas até cestas recheadas.

“Receber a cesta de Natal é um momento de muita expectativa dentro da empresa, a gente se sente privilegiado e valorizado. Quando chega essa época, eu nem me preocupo com a ceia”, disse Fernando Colli, técnico multimodal especializado na VLI Logística.

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Viagens no FI Group

Porém, outras empresas vão além. O FI Group interrompe as operações entre outubro e novembro para levar seus funcionários em viagens de lazer.

Nos últimos anos, os funcionários já aproveitaram viagens para Trancoso, Angra dos Reis e um cruzeiro pelo litoral brasileiro até Cartagena, na Colômbia.

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De acordo com Vanessa Montagnoli, gerente de RH da companhia, o objetivo é fortalecer laços e valorizar o esforço coletivo dos funcionários.

“É uma cultura da companhia. O FI Group é uma empresa multinacional, e temos sócios que acreditam muito nessa proximidade com os colaboradores”, afirmou Vanessa ao G1.

Reconhecimento em dobro

Outro exemplo é cultura na empresa Cimed, uma das maiores farmacêuticas do país.

Todos os anos, os colaboradores depositam pedidos pessoais na árvore de desejo da empresa e muitos tês seus sonhos realizados, seja uma viagem, um presente especial ou a realização de um desejo familiar.

Estratégia de empresas

Além disso, o investimento em benefícios tem se tornado um diferencial competitivo entre as empresas, especialmente para atrair profissionais da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010).

Esses profissionais buscam por empresas mais humanas e flexíveis.

A consultora organizacional Caroline Marcon explica que, além das gratificações, as empresas têm apostado em horários flexíveis, planos de saúde, academias, espaços pet friendly e vales mais generosos.

De acordo com a profissional, o impacto dessas ações vai além das finanças e estimula o melhor do empregador.

“Se soubermos usar as gratificações para atender às necessidades emocionais das pessoas, de reconhecimento, valorização, carinho e cuidado, teremos pessoas mais engajadas e dispostas a ir além para gerar bons resultados para o negócio”, disse Caroline ao G1.