"Está em sofrimento", Renata Vasconcellos luta no JN, se tranca em banheiro e desabafo é feito: "Me atingiu"

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

13/06/2022 às 17:13 · Tempo de leitura: 3 minutos

Renata Vasconcellos durante uma entrevista ao Altas Horas- Foto: Reprodução/Globo

A âncora do Jornal Nacional revelou o seu ‘ritual’ para enfrentar os momentos desafiadores no trabalho

Conhecida em todo o Brasil por ser uma das principais jornalistas da Globo, Renata Vasconcellos raramente comenta sobre suas intimidades e adota um perfil bem reservado nas redes sociais. No entanto, em uma rara entrevista, a parceira de William Bonner no Jornal Nacional abriu o jogo sobre a luta diária que enfrenta devido as dificuldades de sua profissão.

Em entrevista ao podcast ‘Prazer, Renata, do Fantástico’, apresentado por Renata Ceribelli, Renata Vasconcellos revelou que é adepta de uma estratégia para relaxar a mente nos bastidores da Globo e então conseguir se concentrar totalmente antes do início do JN.

A âncora do telejornal mais assistido do país desabafou que costuma fazer várias pausas durante o expediente para praticar alguns rituais de meditação, até mesmo dentro do banheiro da emissora.

“A respiração é outra parte da minha estratégia, e é para entrar na meditação. Faço um mínimo alongamento. Claro que isso requer uma pausa. Então, em algum momento do meu dia, às vezes, até aqui no trabalho. Pego um momentinho, vou ao banheiro e pego cinco minutos para mim”, contou a jornalista, que ainda criticou o aumento na demanda de trabalho na Globo.

Segundo Renata, o excesso de trabalho não é uma saída inteligente e gera ainda mais sofrimento para os profissionais.

“A mensagem da aceleração, de ficar no multitarefa, é geral, mundial. Atinge todas as gerações, todas as idades. Nessa percepção, comecei a ver que essa vibe, velocidade, estava tomando um pouco o meu gosto geral de outras pessoas, das coisas, dos detalhes da vida”, desabafou Renata, que seguiu.

“Está tudo muito acelerado, tudo muito buscando cumprir tarefas. Quanto maior o número de tarefas, melhor. Aí, a gente começa a perceber que essa não é a saída inteligente. Que, às vezes, a gente fica em sofrimento”, confidenciou a editora-executiva do Jornal Nacional.

Na conversa com Ceribelli, Renata disse que o auge da pandemia foi um período delicado para ela e para os colegas de Jornal Nacional.

Isso me atingiu muito fortemente. Tive essa sensação muito forte de angústia, ansiedade. A gente acelerou, nós aqui no trabalho, durante essa fase importantíssimo do trabalho dos jornalistas. Foi muito impactante, muito forte na alma da gente o que aconteceu”, relatou.

Renata Vasconcellos e William Bonner no Jornal Nacional (Foto: Divulgação / TV Globo)

A veterana ainda relembrou quando William Bonner a questionou se ela estava cansada, no meio do Jornal Nacional. “Não esperava aquela pergunta [do Bonner]. A minha primeira reação foi dizer: ‘Tô, claro!’. Depois, quis mostrar para ele e dizer para as pessoas: ‘Estou, mas estamos serenos e vigilantes’, porque faz parte da nossa profissão e desse nosso esforço para estar sereno. Como é que você consegue estar sereno? Se dando essa pausa. Foi muito importante buscar uma estratégia, diante dessa percepção“, concluiu a jornalista.

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