Renato Aragão sobre época dos Trapalhões: "Sempre malhou o pau em cima de mim"

Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias (Fotos: Divulgação Globo/ Instagram)
Renato Aragão relembra de críticas que recebeu e a importância do filme Os Trapalhões no Auto da Compadecida
Durante a série documental Só Sei Que Foi Assim, produzida pelo Omelete, Renato Aragão falou sobre um dos momentos mais marcantes da carreira dos Trapalhões.
O ator relembrou as críticas que recebeu durante a época dos Trapalhões e como o lançamento de Os Trapalhões no Auto da Compadecida mudou a trajetória dos atores.
Nesta matéria, você saberá:
- Renato Aragão relembra críticas que sofreu
- O motivo de Os Trapalhões no Auto da Compadecida ser considerado um marco
Renato Aragão diz que conviveu com críticas durante a carreira
No primeiro episódio da série documental, dedicado à obra O Auto da Compadecida, Renato Aragão comentou que a recepção da crítica nem sempre foi positiva em relação aos filmes protagonizados pelos Trapalhões.
Segundo o humorista, os comentários negativos eram frequentes.
“A crítica sempre malhou o pau em cima de mim, de qualquer filme que eu fizesse e que fizesse um filme idiota de não sei o que mais”, afirmou o ator.
Em seguida, o artista afirmou que nunca permitiu que essas avaliações influenciassem negativamente em sua vida.
“Deixa passar que eles vão acabar e eu vou continuar. Ficava sempre pensando na frente, então quando eu fui fazer esse filme era para fazer. Agora, o que os críticos queriam que eu fizessem aquilo”, contou.
Arista destaca parceria com Dedé Santana
Renato Aragão aproveitou o momento para enaltecer a parceria com Dedé Santana, considerada por ele um dos pilares do sucesso dos Trapalhões.
Segundo o ator, a sintonia entre os dois contribuiu para que o filme alcançasse o resultado esperado.
“Eu tentei o mais possível porque eu tinha o Dedé do meu lado ajudando. O Dedé sempre foi meu parceiro. Ele arrumava e eu desarrumava, a gente foi levando essa brincadeira e deu muito certo. Tudo isso que nós fizemos foi com muita alegria, muita dinâmica para levar o filme do Ariano com muito sucesso”, afirmou.
Lilian fala sobre a importância do filme
Durante o documentário, Lilian Aragão destacou que Os Trapalhões no Auto da Compadecida representou um dos momentos mais importantes da carreira do grupo.
Embora não estivesse presente, Lilian afirmou que acompanhou de perto os relatos dos artistas e de profissionais do cinema.
“Eu não estava no dia nem nada nessa época, mas eu acompanhei as pessoas que fizeram esse filme, inclusive o Renato, o Dedé, Mussum e tudo. E as pessoas do cinema em geral sempre falam isso, que o filme, esse filme foi um divisor de água na história dos Trapalhões, na história mesmo do cinema nacional”, afirmou.
O longa ajudou a mudar a percepção sobre o grupo, que até então era frequentemente associado apenas às comédias populares.
A produção mostrou que os humoristas também conseguiam adaptar obras importantes da literatura brasileira sem perder a identidade que conquistou milhões.
A importância de Os Trapalhões no Auto da Compadecida
Lançado em 1987 e dirigido por Roberto Farias, o longa adaptou a clássica peça escrita por Ariano Suassuna em 1955.
A produção uniu o humor característico do grupo aos elementos da literatura de cordel e da cultura nordestina.
O filme é considerado um marco na carreira dos Trapalhões por representar uma mudança artística do grupo.
Além do enorme sucesso de público, a obra passou a receber maior reconhecimento de parte da crítica, que até então costumava rejeitar as comédias protagonizadas pelos humoristas.
O sucesso da adaptação de 2000
Nos anos 2000, O Auto da Compadecida voltou aos holofotes com a adaptação dirigida por Guel Arraes.
O filme, estrelado por Matheus Nachtergaele e Selton Melo, tornou-se um dos maiores clássicos do cinema brasileiro e apresentou a história de João Grilho e Chicó para uma nova geração.
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