Na tarde de ontem (31), uma equipe da TV Cultura esteve em frente ao CT Joaquim Grava, centro de treinamento do Corinthians em São Paulo, e foi surpreendida com um tiroteio. Antes do repórter Marcos Clementino entrar ao vivo, um homem tentou assaltar um carro e trocou tiros com um policial à paisana.
Clementino então entrou no ar com o suposto bandido agonizando ao fundo. O repórter, ao lado do cinegrafista Fernando Dias de Jesus e do auxiliar Erinaldo Clemente, estavam prontos para o link quando ouviram os disparos. Mesmo assustado, Marcos Clementino entrou ao vivo e relatou o crime, gaguejando:
“Entrei ao vivo tremendo. Quando teve o primeiro tiro, falei para o cinegrafista: ‘Filma, filma!”. Quando o cara veio na nossa direção, eu gritei: ‘Corre, corre'”, afirmou o repórter ao jornalista Paulo Pacheco, do site Notícias da TV. Clementino lembra ter ouvido cinco disparos, porém não sabe quem atirou primeiro.
O ladrão correu na direção da equipe para se proteger do dono do carro, que é policial. A equipe correu para o CT, mas não pôde entrar. “Bati muito na porta do Corinthians, gritei que era da imprensa, o ladrão estava correndo na nossa direção, mas o segurança disse que não poderia abrir”, diz o repórter da Cultura.
Baleado, o suposto assaltante perdeu as forças e caiu a dez metros da entrada do CT do Corinthians. O repórter entrou ao vivo duas vezes com o homem ao lado, deitado no chão e agonizando. Entre um link e outro, chegou a conversar com o suposto bandido para obter mais informações.
“Na hora nem percebi como estava o enquadramento, depois vi que o cara estava do meu lado. Eu estava muito nervoso e o cinegrafista também. Conversei com ele, ele pediu ajuda. Eu o vi tomar três tiros. Fiquei surpreso pela minha frieza de pedir informação para o cara agonizando”, contou o jornalista.

