Restaurante famoso de Cuiabá fecha as portas após calote em funcionários e falência. Saiba o motivo e relembre
O cenário econômico pode apresentar desafios significativos para empresas, levando algumas a situações financeiras extremas que resultam em desfechos drásticos.
Nesse sentido, um caso noticiado em 12 de fevereiro de 2020 ilustra essa realidade no setor gastronômico de Mato Grosso.
A partir de informações divulgadas pelos portais “Repórter MT” e “Olhar Jurídico”, a equipe do TV Foco, especializada em Notícias, traz agora mais detalhes sobre o assunto.
O histórico do estabelecimento
O restaurante Japô, especializado em culinária japonesa, operava em Cuiabá, capital de Mato Grosso. Situado na Praça Popular, uma área movimentada da cidade, o estabelecimento era considerado nobre e tradicionalmente reconhecido.
Com capacidade para atender 80 pessoas simultaneamente, o Japô consolidou-se ao longo do tempo como uma referência na gastronomia oriental de alto padrão na região.

A tentativa de recuperação e a crise
A empresa enfrentou dificuldades financeiras, o que a levou a solicitar um pedido de recuperação judicial em julho de 2015. Durante esse período complexo, a administração tentou reverter o quadro adverso.
Na busca por superar a crise, o restaurante chegou a inaugurar uma filial como estratégia de expansão e recuperação. Contudo, a construção dessa nova unidade acabou por agravar o prejuízo financeiro do negócio, em vez de solucioná-lo.
As dívidas acumuladas
O Japô acumulou um passivo considerável ao longo dos anos, incluindo dívidas provenientes de empréstimos e financiamentos contraídos junto a bancos nacionais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Ademais, a empresa possuía débitos com seus fornecedores e, de forma crítica, acumulava pendências relativas a direitos trabalhistas de seus funcionários, caracterizando um calote.

O decreto de falência
Consta no processo judicial que o restaurante decidiu encerrar suas atividades e fechar as portas enquanto estava sob o regime de recuperação judicial homologado.
A Justiça viu como uma quebra do acordo previamente selado com o próprio tribunal e com cerca de 300 fornecedores envolvidos no plano. Assim, diante desses fatos, a 1ª Vara Cível da Capital decretou a falência do Japô.
Quais fatores contribuíram para o fechamento?
Conforme informações do processo de recuperação judicial, a defesa da empresa, ainda em 2015, argumentava que a qualidade do serviço e a clientela fiel garantiriam a viabilidade do empreendimento.
A crise foi atribuída, em parte, à não liberação de um financiamento esperado do Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO), mesmo após aprovação.
A empresa relatou ter buscado outros empréstimos no mercado financeiro e utilizado recursos da matriz para viabilizar uma nova unidade, após já ter firmado compromissos com fornecedores.
No entanto, o cenário econômico adverso e dificuldades financeiras preexistentes, agravadas por um golpe financeiro em 2012, impactaram negativamente as vendas e a capacidade de pagamento.

Diversos elementos, portanto, convergiram para a falência:
- A aposta em uma expansão que aumentou o endividamento.
- A frustração na obtenção de um financiamento (FCO).
- O impacto negativo do cenário econômico nacional nas vendas.
- A acumulação de dívidas bancárias, com fornecedores e, notadamente, trabalhistas.
- Dificuldades financeiras anteriores, incluindo um alegado golpe.
A gestão do restaurante não fez declarações públicas recentes sobre o ocorrido. Como o assunto gerou repercussão, o TV Foco mantém o espaço aberto para atualizações.
Considerações finais
Dessa forma, o desfecho do processo culminou no encerramento definitivo das atividades do Japô e na decretação de sua falência pela Justiça mato-grossense, uma situação que impactou diretamente funcionários, credores e o cenário gastronômico local.
