Interessante como as novelas sempre alteram os seus rumos de acordo com os resultados de audiência e aceitação de seus personagens. É a vantagem da obra aberta. Ao autor é permanentemente oferecida essa condição de “medir o pulso” do seu trabalho e aplicar necessários corretivos no tempo e medida exatos.“Avenida Brasil” é um bom exemplo disso.

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A história do João Emanuel Carneiro, no seu começo, seria puxada pelo jogador Tufão (Murilo Benício), entre outros motivos, porque estamos às vésperas de uma Copa do Mundo no Brasil. O futebol está na ordem do dia. Craques e mais craques deveriam desfilar pelo seu “gramado” em participação especial. Só que isso ficou lá atrás, porque as personagens Carminha e Rita, Adriana Esteves e Débora Falabella, começaram a gostar do jogo e o ”panorama da partida” foi, aos poucos, se modificando.

“Avenida Brasil” virou quase uma novela das duas, embora exista a preocupação do seu responsável em também atender os demais núcleos. Algo que ele passou a fazer muito bem. Todos devem chegar ao fim deste trabalho altamente valorizados.

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Nota publicada pelo colunista Flávio Ricco, do UOL.

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