Risco de falência: Pizzaria fecha 90 unidades e agoniza em país após calote de 10M

Pizzaria entra em recuperação judicial com dívida de US$ 10 milhões. Entenda por que a gigante das pizzas fechou 90 lojas
O mercado gastronômico dos Estados Unidos testemunha, neste fim de ano, o colapso de um gigante entre as pizzarias mais tradicionais. Trata-se da Pieology, a qual revolucionou o setor com o conceito “monte a sua própria pizza”.
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Infelizmente, após anos no mercado, ela agoniza crise e protocolou oficialmente o seu pedido de recuperação judicial (Capítulo 11).
Com um calote que chega à casa dos 10 milhões de dólares (aproximadamente R$ 50 milhões), a marca luta desesperadamente para sobreviver após o fechamento em massa de 90 unidades, restando apenas 40 lojas de um império que já contou com 130 restaurantes.
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Sendo assim, com base em informações amplamente divulgadas pela mídia local, como o portal Silive.com, trazemos todo o ocorrido e o risco de falência que ela atravessa.
O “chipotle das pizzas”
A história da Pieology começou em 2011, na ensolarada Califórnia. A marca nasceu com uma promessa audaciosa: democratizar a pizza gourmet.
Inclusive, ao adotar o modelo fast-casual, a rede permitia que o cliente assumisse o controle total, escolhendo desde o tipo de massa (incluindo opções sem glúten e veganas) até a combinação infinita de molhos, queijos e proteínas.
O sucesso foi imediato. A agilidade dos fornos de alta temperatura, que entregavam uma pizza personalizada em poucos minutos, rendeu à marca o apelido de “chipotle da pizza”.
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Investidores de peso injetaram capital e prestígio no negócio, impulsionando uma expansão que parecia imparável por todo o território americano e até Porto Rico.
Inflação e mudanças de hábito
No entanto, o declínio da Pieology não ocorreu por acaso, mas por uma combinação severa de pressões macroeconômicas que asfixiaram o negócio.
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A partir de 2023, o cenário mudou drasticamente:
- A explosão dos custos: A inflação global elevou os preços de insumos básicos, como laticínios e proteínas, reduzindo as margens de lucro a níveis críticos e insustentáveis;
- A crise de mão de obra: O setor enfrentou dificuldades sem precedentes para contratar equipes, somando-se ao aumento obrigatório dos salários mínimos em diversos estados americanos, o que elevou a folha de pagamento;
- Mudança no consumo: O consumidor, com o orçamento mais apertado, abandonou o hábito do jantar casual e passou a priorizar opções de delivery mais econômicas ou refeições em casa.
Ou seja, todos esses fatores criaram uma tempestade perfeita. A controladora da rede, The Little Brown Box Pizza:
- Viu suas dívidas saltarem para o patamar de 10 milhões de dólares;
- Enquanto seus ativos totais minguaram para menos de 500 mil dólares;
- O que acabou caracterizando um estado de insolvência técnica.
Tudo para escapar da falência
A liderança da Pieology defende que o pedido de recuperação judicial representa a última cartada para evitar a falência definitiva.
Por meio do Capítulo 11, a empresa busca:
- Manter as 40 lojas remanescentes (concentradas principalmente na Califórnia, Texas e Flórida) continuem servindo seus clientes enquanto a justiça protege a empresa dos credores;
- Com o encerramento das 90 unidades pouco lucrativas, o qual serviu para estancar a sangria financeira, o foco agora é se esforçar apenas nos pontos em que a marca ainda possui fôlego financeiro;
- Por fim, a marca aposta agora em programas de fidelidade robustos e novas tecnologias de atendimento para reduzir custos operacionais e tentar reconquistar a rentabilidade perdida.
Vale dizer que a Pieology não está sozinha nesta batalha pela sobrevivência. Redes tradicionais como TGI Fridays, Red Lobster e Hooters também buscaram proteção judicial recentemente para evitar o fim total.
O modelo que depende de atendimento presencial e cozinha intensiva tornou-se extremamente vulnerável na economia pós-pandemia.
A Pieology ainda tem chances de sobreviver?
Apesar do fechamento abrupto de quase cem lojas e do calote milionário, a Pieology mantém o otimismo diante do abismo. A marca acredita que a personalização continua sendo um diferencial imbatível.
Além disso, ao renegociar com seus mais de 200 credores, a rede pretende emergir da crise como uma empresa mais enxuta e eficiente.
Entretanto, o desafio agora é provar que a “pizza sob medida” ainda tem espaço no mercado moderno, mesmo sob a sombra de uma dívida que ameaça apagar o brilho da sua trajetória.
Mas, para saber mais informações sobre outras falências e colapsos, clique aqui*.
Autor(a):
Lennita Lee
Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.