Rituais macabros: Qual shopping de SP foi à falência e precisou ser demolido?
Conheça a história sombria de um shopping gigante de São Bernardo que virou ruína após falência e história macabra assusta até hoje.
Shopping ruiu em meio a abandono e falência (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)
Conheça a história sombria do Best Shopping, o gigante de São Bernardo que virou ruína. Entenda como falhas na gestão criaram o ‘Shopping Fantasma’
O cenário urbano de São Paulo guarda cicatrizes de projetos ambiciosos que, ao colapsarem, deram lugar a lendas urbanas e cenários dignos de filmes de terror após decair em falência.
Inclusive, no coração do ABC Paulista, o que deveria ser um templo do consumo e do lazer transformou-se, ao longo de mais de uma década, em uma ruína imponente que atraiu não apenas o abandono físico, mas também uma aura de mistério e medo.
Estamos falando do Best Shopping, que foi demolido após decretar falência.
Vale destacar que o local marcou gerações em São Bernardo do Campo, mas atravessou períodos sombrios que envolveram até relatos de rituais macabros.
Veja abaixo os assuntos abordados neste texto:
- O apogeu do Best Shopping;
- Como o modelo ceifou seu destino?
- Virou fantasma;
- Relatos sinistros;
- Como foi o fim do Best Shopping?
O apogeu
Conforme exposto pelo portal G1, após ser inaugurado em 1987 sob o nome de ABC Shopping Center, o empreendimento rapidamente se tornou o ponto de encontro mais badalado de São Bernardo do Campo.
Rebatizado nos anos 90 como Best Shopping, o local era sinônimo de status, abrigando lojas de destaque e áreas de lazer que competiam com os principais centros de compras da capital paulista.
Durante anos, sua estrutura moderna representou o auge do desenvolvimento econômico da região, atraindo milhares de visitantes diariamente e movimentando milhões no comércio local.
Destino ceifado…
Apesar do sucesso de público, o empreendimento carregava um “vício” administrativo fatal:
- O modelo condominial de unidades autônomas.
Diferente dos shoppings modernos, em que uma única administradora gere o espaço, ou seja, cada lojista era proprietário de sua fração.
Essa fragmentação tornou a gestão centralizada impossível.
Sem uma voz única para ditar regras, combater a inadimplência ou investir em manutenção, o complexo começou a se deteriorar.
O golpe final veio em janeiro de 2001, quando a falta de segurança e o descumprimento de normas do Corpo de Bombeiros forçaram o fechamento oficial das portas.
14 anos de história
O que se seguiu ao fechamento foi um dos períodos mais degradantes da história imobiliária de São Paulo.
Por 14 anos, o prédio permaneceu como uma carcaça vazia no centro da cidade. Sem vigilância adequada, a estrutura foi saqueada, vidros foram quebrados e o mato tomou conta dos corredores antes luxuosos.
O local tornou-se um grave problema de saúde pública, com focos de dengue e acúmulo de lixo, além de servir de abrigo para usuários de drogas e pessoas em situação de vulnerabilidade, ganhando o apelido de “Shopping Fantasma”.
Relatos sinistros:
A atmosfera de abandono piorou ainda mais quando foi alimentada por histórias aterrorizantes que circulavam entre os moradores vizinhos.
Relatos frequentes indicavam que o interior do shopping, mergulhado na escuridão, era utilizado para a prática de rituais macabros de magia negra.
Ex-frequentadores e pedestres afirmavam encontrar vestígios de atos macabros no estacionamento e em áreas isoladas do prédio.
Esses depoimentos, somados à aparência lúgubre da fachada pichada e em decomposição, criaram uma lenda urbana que afastou o investimento da área por mais de uma década, deixando uma cicatriz de insegurança no bairro.
Quando o Best Shopping acabou de vez?
A solução para o problema só veio em 2015, após uma batalha judicial hercúlea para unificar as 162 matrículas dos antigos proprietários.
A demolição custou cerca de R$ 2 milhões e exigiu o trabalho de 800 caminhões para remover os escombros de um passado glorioso.
Hoje, o terreno estratégico permanece como um espaço vazio, aguardando um novo destino.
Embora rumores apontem para a construção de condomínios residenciais, o local ainda carrega o peso de sua história, servindo como um lembrete físico de como a desorganização administrativa pode transformar um sonho econômico em um pesadelo urbano.
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