À beira da falência e volta triunfal: Rival da Natura e Avon ressurge das cinzas após crise
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Marca de cosméticos gigantesca, rival da Natura e Avon, após quase entrar em falência ganhou reviravolta (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/CNN/Logo.Net/Canva)
Marca gigante do setor de cosméticos passou por reviravolta após quase entrar em falência diante de crise
E uma grande empresa no ramo dos cosméticos, rival da Natura, ainda em junho do ano de 2022, acabou entrando com pedido de proteção à falência (recuperação judicial), ficando por um triz de deixar de existir de vez.
Inclusive, vale mencionar, que sua rivalidade com a Natura é bem forte, uma vez que a mesma faz concorrência direta com a Avon, marca que pertence ao Natura&Co desde 2020, o que custou a marca o valor equivalente a 2 bilhões de dólares*
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Estamos falando da gigante norte americana Revlon, fundada ainda no ano de 1932 e que é considerada uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, segundo o portal Exame.
Apesar de todo esse reconhecimento, como mencionamos, os últimos anos foram bem complicados para a empresa.
Ainda mais durante o período da pandemia da Covid-19, fator esse que deixava qualquer cenário ainda mais devastador*
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Reviravolta
Agora, segundo o portal Network Fashion, em abril de 2023, a Revlon teve uma grande reviravolta e acabou escapando da falência.
Isso porque o juiz de falências de Manhattan, David Jones, encarregado de supervisionar a falência da empresa sob o Capítulo 11, disse que a Revlon chegou a: “um acordo multifacetado e árduo”.
Ainda de acordo com o magistrado, esse acordo acabou resolvendo uma “série de riscos que ameaçavam a empresa”, incluindo um litígio “debilitante” entre seus credores.
Conforme o plano, os credores da Revlon deveriam assumir a propriedade da empresa em troca de um acordo de redução da dívida, anulando o valor do capital dos atuais acionistas.
A empresa reestruturada planejou arrecadar US$ 670 milhões após sair da falência com a venda de novas ações, em 2023.
A Revlon é considerada um ícone dos cosméticos (Foto Reprodução/Internet)
Revlon, rival da Avon nos Estados Unidos, conseguiu escapar da falência total após cenário devastador (Foto Reprodução/Internet)
A Revlon se encontra em processo de reestruturação (Foto Reprodução/Internet)
Reestruturação
A reorganização da Revlon foi apoiada por 88% dos 4.500 credores que votaram no plano, e os credores de apoio possuem 98% da dívida da empresa.
Essa reestruturação ainda permite que a Revlon “recomece” e forneça uma base sustentável para o crescimento futuro, segundo declarações dadas por ela mesma, no dia 31 de abril de 2023.
Ainda em meio ao processo de falência, a Revlon chegou a um acordo com duas facções rivais de credores que financiaram a compra da empresa de cosméticos e fragrâncias Elizabeth Arden pela Revlon no ano de 2016.
Os credores entraram em conflito sobre um empréstimo do ano de 2020 que dava a uma parte deles controle adicional sobre os ativos de propriedade intelectual da Revlon.
Sob o plano de falência da Revlon, os credores que participaram do empréstimo de 2020 receberam a maior parte do capital da empresa, avaliado entre US$ 2,7 5bilhões e US$ 3,25 bilhões.
Os credores que não participaram do empréstimo de 2020 puderam optar entre receber até US$ 56 milhões em dinheiro ou renunciar aos pagamentos em dinheiro e receber até 18% das ações da empresa após a falência.
Os credores minoritários, incluindo aposentados com pensões não pagas e consumidores que entraram com ações judiciais por danos pessoais contra a Revlon, receberam até US$ 44 milhões.
A MacAndrew & Forbes, de Ron Perelman, possuía 85% das ações da empresa no momento do pedido de falência.
As demais ações atraíram o interesse de investidores de varejo no ano passado, sendo negociadas acima de US$ 8 por ação no início da falência da empresa, antes de seu valor despencar.
Mas como está a real situação da Revlon AGORA?
Em maio de 2023, a marca finalmente saiu oficialmente da falência.
Com os planos a empresa havia conseguido eliminar mais de US$ 2,7 bilhões em dívidas de seu balanço por meio de um acordo com seus credores.
No entanto, a companhia possuía aproximadamente US$ 1,5 bilhão em dívidas pendentes, na época.
Após a saída do Capítulo 11, a empresa formou um novo conselho de administração.
Em meio a uma nota oficial, a CEO da marca, Debra Perelman afirmou: “Esse é um momento importante na história e na evolução da Revlon. Menos de um ano após o início do processo de reestruturação financeira.
Tenho orgulho de dizer que estamos emergindo hoje como uma empresa mais forte e bem posicionada para o crescimento de longo prazo”
A Revlon informou que escolheu executivos sêniores com profundo conhecimento das indústrias globais de consumo, varejo e beleza.
O time inclui a ex-presidente de produtos da Avon, Elizabeth Smith, que atuará como presidente-executiva e Martin Brok, que foi presidente global e CEO da Sephora.
Ao sair da falência, os credores da Revlon deteram coletivamente mais de 80% do patrimônio reorganizado da empresa.
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