Roberto Carlos surpreende com 5 atitudes que ele não suporta e que conseguem irritá-lo profundamente

Pouca gente conhece o lado mais supersticioso e rígido de Roberto Carlos fora dos palcos. Conhecido há décadas como “Rei” da música brasileira, o cantor construiu uma carreira marcada por sucessos, especiais de televisão e apresentações grandiosas, mas também chamou atenção por hábitos pessoais que atravessaram gerações e viraram assunto constante nos bastidores da televisão e da música.

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Ao longo dos anos, funcionários, artistas, jornalistas e até fãs relataram episódios em que determinadas atitudes, palavras ou situações deixaram o cantor profundamente incomodado. Em alguns casos, as histórias ganharam repercussão nacional. Em outros, permaneceram restritas aos bastidores, mas reforçaram a imagem de um artista extremamente cuidadoso com símbolos, energia, rotina e organização durante os shows.

Roberto Carlos (Foto: TV GLOBO)
Roberto Carlos (Foto: TV GLOBO)

Essas manias e superstições acompanharam Roberto Carlos desde o auge da Jovem Guarda, movimento musical brasileiro criado nos anos 1960 que revolucionou a música jovem no país. Mesmo décadas depois, o cantor manteve vários hábitos considerados incomuns pelo público. Algumas situações parecem simples para a maioria das pessoas, como usar determinadas cores ou falar certas palavras, mas provocaram desconforto no artista em diferentes momentos da carreira.

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Em entrevistas e relatos publicados na imprensa, pessoas próximas explicaram que muitas dessas atitudes nasceram de crenças antigas, experiências pessoais e costumes familiares que Roberto Carlos carregou durante a vida inteira. O comportamento também ajuda a entender por que o cantor sempre demonstrou tanto controle sobre seus espetáculos, figurinos e ambiente de trabalho.

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Uma das situações que mais irritavam Roberto Carlos envolvia cores específicas. O cantor ficou conhecido por usar roupas brancas e azuis durante décadas, principalmente em shows e programas especiais de televisão. Enquanto essas cores transmitiam tranquilidade para ele, outras causavam forte rejeição. Preto, roxo e marrom entravam na lista das tonalidades que o artista evitava.

Em alguns bastidores de programas, funcionários chegaram a receber orientações para não usar essas cores perto do cantor. A história ganhou ainda mais repercussão após um relato da apresentadora Xuxa Meneghel sobre um episódio ocorrido em 1992.

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Na ocasião, Xuxa apareceu usando uma roupa preta com detalhes em roxo para participar de uma apresentação com Roberto Carlos. Segundo ela contou anos depois, o cantor não reagiu bem ao figurino. A apresentadora afirmou que, após o abraço, o artista teria ficado desconfortável por causa das cores usadas na roupa.

Depois disso, integrantes da produção pediram para que ela trocasse o figurino. Xuxa decidiu ir embora e não participou da apresentação. O caso virou um dos episódios mais conhecidos sobre as superstições do cantor e reforçou a fama de que Roberto Carlos levava essas crenças muito a sério.

Outra situação que incomodava profundamente o artista envolvia palavras consideradas negativas. Roberto Carlos evitava pronunciar termos ligados a azar, sofrimento ou tragédia. Essa superstição influenciou até o repertório de músicas escolhidas para shows.

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Algumas canções deixaram de aparecer nas apresentações justamente por conter palavras que o cantor considerava pesadas ou ruins. Entre os exemplos mais conhecidos está a música “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”, que acabou sendo deixada de lado por causa da palavra “inferno”. Já em outras músicas, Roberto chegou a modificar pequenos trechos das letras durante os shows para retirar expressões negativas.

Roberto Carlos Rei (Foto: TV Globo)
Roberto Carlos Rei (Foto: TV Globo)

Esse tipo de superstição não era raro entre artistas mais antigos da televisão brasileira. Muitos acreditavam que palavras ruins atraíam más energias. No caso de Roberto Carlos, essa preocupação se tornou tão forte que passou a interferir diretamente na construção dos espetáculos e até na seleção das músicas cantadas ao vivo. Pessoas próximas ao cantor afirmavam que ele preferia manter um ambiente leve, tranquilo e positivo antes das apresentações.

O número 13 também sempre esteve entre os maiores incômodos do cantor. Segundo relatos publicados em biografias e reportagens, Roberto Carlos evitava qualquer ligação com esse número. O artista não gostava de sentar em poltronas identificadas com o 13 durante viagens de avião e demonstrava desconforto quando a numeração aparecia em situações importantes do cotidiano.

Em compensação, o número 5 virou praticamente um símbolo pessoal do cantor, considerado por ele um número de sorte.

Essa aversão ao número 13 tem relação com uma superstição muito popular em diferentes partes do mundo. Muitas pessoas acreditam que o número traz azar, tanto que alguns hotéis internacionais chegaram a retirar o andar 13 dos elevadores para evitar desconforto entre hóspedes supersticiosos. Roberto Carlos carregou essa crença durante décadas e nunca escondeu o incômodo com a numeração.

Passar por baixo de escadas também entrava na lista de situações evitadas pelo cantor. Essa superstição atravessou gerações e apareceu em diferentes culturas antigas. No Egito Antigo, por exemplo, algumas pessoas acreditavam que o formato triangular criado pela escada representava algo sagrado. Por isso, atravessar aquele espaço seria uma forma de desrespeito espiritual. Roberto Carlos preferia não desafiar esse tipo de crença e evitava completamente passar por baixo de escadas.

Além das superstições, Roberto Carlos também demonstrou irritação quando perdia a concentração durante apresentações. Em 2022, o cantor se irritou com fãs durante um show no Rio de Janeiro após uma confusão perto do palco. Parte do público acreditou que o momento da tradicional distribuição de rosas já tinha começado e avançou para a frente do palco antes da hora.

O barulho atrapalhou a apresentação e tirou a concentração do artista. Em determinado momento, Roberto Carlos perdeu a paciência e mandou uma pessoa da plateia calar a boca. O episódio viralizou nas redes sociais e gerou enorme repercussão.

Anos depois, o próprio cantor comentou essas situações e admitiu que ficou menos tolerante com o passar do tempo. Durante entrevistas, Roberto Carlos explicou que determinadas conversas paralelas, gritos e distrações atrapalham diretamente sua concentração no palco. Em outro episódio ocorrido em Recife, ele também reclamou de seguranças que conversavam durante o show.

Mesmo cercado por superstições e hábitos considerados incomuns, Roberto Carlos continuou como um dos artistas mais importantes da música brasileira. O cantor atravessou gerações, vendeu milhões de discos e transformou seus costumes pessoais em parte da própria identidade pública.

Para muitos fãs, essas manias representam apenas características curiosas de um artista extremamente detalhista. Para outros, mostram como Roberto Carlos sempre buscou controlar cada detalhe do ambiente ao redor para se sentir confortável nos palcos.