Rombo multimilionário com terror no Bradesco, Santander e +: Gigante do Brasil afunda e apela contra falência
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Grupo gigantesco vivencia cenário de terror com banco Bradesco, Santander e mais e apela contra falência (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/ Santader/Bradesco/Freepik)
Grupo empresarial gigante pede socorro em meio a dívidas multimilionárias com bancos como Bradesco Santander e mais
E um grupo gigantesco empresarial, localizado na região de Cuiabá, vivencia terror de dívidas com bancos como Bradesco, Santander, entre outros e acaba pedindo pela sua recuperação a fim de escapar da falência.
Estamos falando do Grupo Cunha, que se localiza na região de Água Boa, a exatos 750 Km de Cuiabá.
Segundo o Linkedin, o grupo tem negócios voltado para a produção e comercialização de grãos e bovinos.
Pedido de socorro
De acordo com a Folha MAX, o grupo ingressou com um pedido de recuperação judicial, cujo qual foi deferido no último dia 6 de maio pelo juízo da 4ª Vara Cível de Rondonópolis (216 Km da Capital).
O rombo multimilionário pelo qual deixou a empresa em maus lençóis se encontra na casa dos R$ 91,1 milhões.
Em meio aos autos do processo, o Grupo Cunha afirma que tem como objetivo renegociar suas dívidas para redução de “juros abusivos”, fator esse mais apontado como o causador da crise:
“Assegurou que pretende, através do processo de recuperação judicial, negociar o passivo junto aos credores, reduzir o pagamento de juros abusivos, voltar a crescer, manter os empregos existentes e gerar novas vagas de trabalho”
Grupo Cunha é voltado ao agronegócio (Foto Reprodução/Freepik)
Bradesco e Santander são uns dos credores do Grupo Cunha (Foto Reprodução/Montagem/FEEEB/SC)
Grupo Cunha entra com pedido de recuperação judicial para escapar da falência (Foto Reprodução/Freepik)
Com o processo em andamento, o Grupo Cunha tem cerca de 60 dias para apresentar seu plano de recuperação judicial – a forma como pretende pagar seus credores.
Vale destacar que durante 180 dias a organização fica “blindada” de ações de cobrança, beneficiando-se do chamado “stay period*”.
(Procedimento possível no processo de Recuperação Judicial regido pela lei 11.101/05.)
Credores:
Conforme mencionamos logo no inicio deste texto, os principais credores do Grupo Cunha são os bancos, entre eles nomes como Bradesco, Santander , Banco do Brasil e outros constam na lista divulgada pelo Folha Max.
Lembrando que, não foram encontradas notas oficiais e declarações do Grupo Cunha a respeito do assunto, exceto o que foi exposto nos autos do processo.
Porém, o espaço permanece aberto para que, caso seja o seu desejo, a mesma possa se manifestar.
Confira abaixo a lista de todos os credores e suas respectivas dívidas
Classe I, Trabalhista:
- ISAAC ROSA SIQUEIRA- valor R$ 662,28
- ISAAC ROSA SIQUEIRA- valor R$ 662,28
- MAURO MARTINS RIBEIRO- valor R$25.180,00
Classe II, Garantia Real:
- PANTANAL AGRICOLA S.A – valor R$ 2.289.080,00
- MARCOS ROBERTO ANDRADE SOUZA- valor R$ 216.000,00
- ERALDO FERREIRA DE MORAES – valor R$ 245.000,00
- MARCIO ROGERIO DANTE- valor R$ 236.500,00
- SICREDI ARAXINGU- valor R$ 6.601.253,88“
- CAIXA ECONOMICA FEDERAL – valor R$ 4.252.122,38
- BANCO BRADESCO S.A – valor R$ 2.758.469,51
- BANCO BRADESCO S.A – valor R$ 521.021,64
- BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A – valor R$ 1.785.517,09
- BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A – valor R$ 1.700.000,00
- BANCO CNH INDUSTRIAL CAPITAL S.A – valor R$ 2.251.319,43
- BANCO DO BRASIL S.A – valor R$ 14.627.171,39
- RANDON ADMINISTRADORA DE CONSORCIOS LTDA – valor R$ 803.797,03
- BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A – valor R$ 1.700.000,00
- BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A – valor R$ 1.400.000,00
- BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A – valor R$ 150.000,00
- PANTANAL AGRICOLA S.A- valor R$ 5.610.646,00
- PANTANAL AGRICOLA S.A- valor R$ 2.764.800,00
- BANCO CNH INDUSTRIAL CAPITAL S.A- valor R$ 3.420.468,97
- COOPERATIVA DE CREDITO – SICREDI ARAXINGU- valor R$ 4.727.521,75
- BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A- valor R$ 1.500.000,00
- BANCO BRADESCO S.A- valor R$ 1.062.857,14
- BANCO DO BRASIL S.A- valor R$ 20.548.458,70
- BANCO TOYOTA DO BRASIL S.A- valor R$ 205.000,00
- RATIVA DE CREDITO – SICREDI ARAXINGU- valor R$103.7011,42
TOTAL R$90.673.785,94
Classe III, Quirografários:
- AGRO AMAZONIA PRODUTOS AGROPECUARIOS S.A – R$ 387.016,00
- MARCIO ROGERIO DANTE – R$ 630.000,00
- RONAIR DIVINO DE RESENDE- R$ 385.000,00
- AGRICOLA ALVORADA S.A – R$ 63.650,00
- AGRO AMAZONIA PRODUTOS AGROPECUARIOS S.A- R$ 1.023.030,30
- AGROBOM PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA- R$ 121.000,00
- ALBAUGH AGRO BRASIL LTDA- 1.494.959,52
- ARAGUAIA S.A- R$ 94.360,00
- CALCARIO VALE DO ARAGUAIA LTDA- R$ 221.562,88
- CASA DO ADUBO S.A- R$ 797.088,00
- CLAUDIO AUTO PECAS DO VALE LTDA- R$ 5.691,00
- COMPANHIA NITRO QUIMICA BRASILEIRA- R$ 145.240,00
- RECH AGRICOLA S/A- R$ 85.755,54
- RETIFICA EXCELENCIA EM MOTORES LTDA- R$ 29.500,00
- TRACTOR PARTS DISTRIBUIDORA DE AUTO PECAS LTDA- R$ 14.754,00
- XINGU MAQUINAS AGRICOLAS LTDA- R$ 9.933,99
- PNEULANDIA COMERCIAL LTDA- R$ 26.574,93
- AGRITEX COMERCIAL AGRICOLA LTDA- R$ 1.944.544,68
- BRASAO COMERCIO DE CAMINHOES E CARRETAS LTDA- R$ 240.000,00
Classe IV, ME/EPP:
- AGROBOM PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA– R$149.810,00
- BIOFLOWS COMERCIO DE PRODUTOS AGROPECUARIOS LTDA– R$ 98.000,00
- M. A. AGRICOLA LTDA – R$ 41.638,12
- MATUCHO PECAS AGRICOLAS LTDA- R$ 18.502,80
- MUNDIAL ROLAMENTOS LTDA- R$ 186.000,00
- MULTI PECAS AGRICOLAS LTDA- R$ 2.917,85
- A. F. G. PAES LTDA – R$ 144.000,00
- PAULO DOS SANTOS – R$ 35.710,00
- UEDER ALVES GOMES- R$ 69.000,00
- M. A. AGRICOLA LTDA- R$ 20.000,00
- MULTIAR CENTRO AUTOMOTIVO LTDA- R$ 198.000,00
TOTAL R$ 4.941.723,79
O que é preciso fazer durante o plano de recuperação judicial?
O plano de recuperação judicial apresentado ao juiz e aos credores deve apresentar condições razoáveis, dentro das possibilidades reais da empresa para que a mesma tenha condições de se recuperar.
De acordo com o portal Jus Brasil, neste plano é feita toda a análise contábil da empresa, sua produção, seus estoques de mercadorias, matéria prima e insumos e o fluxo de caixa da empresa.
Com esses dados deve ser feita uma projeção de como a empresa pretende reorganizar suas contas e regularizar a situação com os fornecedores.
Os credores devem ter em mãos essa projeção, para saber quando as dívidas serão pagas, qual o prazo solicitado pela empresa e como os pagamentos serão feitos.
Assim, é preciso discriminar se o pagamento será feito em parcelas, se a empresa pretende vender bens para honrar seus compromissos, se haverá encerramento de atividades de filiais, etc.
Vale destacar que o plano deve ser cumprido à risca durante a recuperação judicial, permitindo que a empresa continue com suas operações normais.
A mesma ainda deve apresentar um balanço mensal ao juiz, com a prestação de contas, para que tanto ele quanto os credores saibam como está o andamento do cumprimento do plano de reocupação judicial.
Durante todo o processo o administrador judicial trabalha como intermediador entre a empresa, a justiça e os credores.
Não havendo o cumprimento do plano, a empresa tem sua falência decretada.
Se a empresa possui ações na Bolsa de Valores, todas as negociações são suspensas enquanto durar o processo de recuperação.
O encerramento da recuperação judicial é definido pelo juiz quando a empresa consegue cumprir todos os itens previstos em seu plano de recuperação.
Cumprido o plano o juiz finaliza o processo de recuperação, liberando os credores e deixando que a empresa tome novamente seu rumo normal.
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