Clássico de Dias Gomes e Aguinaldo Silva retorna nesta segunda-feira (5) na faixa Edição Especial; relembre os grandes artistas da trama que já nos deixaram
Para a alegria de milhares de noveleiros de plantão, a Globo traz de volta à grade horária um dos maiores fenômenos da teledramaturgia brasileira.
O clássico Roque Santeiro (1985) reestreia nesta segunda-feira, 5 de outubro de 2026, ocupando a faixa Edição Especial logo após o Jornal Hoje, em substituição a Além do Tempo.
Escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, a superprodução volta a resgatar os mistérios e a sátira política de Asa Branca, o vilarejo que transformou um falso mártir em divindade popular apenas para vê-lo ressurgir vivo 17 anos depois.

Mas, ao mesmo tempo que esse retorno gera grande apelo nostálgico, ele também reacende a saudade do público diante das perdas marcantes no elenco.
Quatro décadas após a exibição original, dez grandes nomes da formação principal já nos deixaram, deixando um legado eterno na história da televisão brasileira.
Com base em informações do portal CNN, trazemos abaixo mais sobre esses atores e suas despedidas.
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Os nomes inesquecíveis de Roque Santeiro que já partiram
- José Wilker (Roque Santeiro): Protagonista absoluto, deu vida ao enigmático artesão cujo suposto sacrifício sustentava o mito local. O ator faleceu em 2014, aos 66 anos, em decorrência de um infarto fulminante;

- Armando Bógus (Zé das Medalhas): O grande vilão comercial da história explorava a fé local vendendo amuletos do falso santo. Bógus morreu em 1993, aos 63 anos, durante tratamento contra a leucemia;

- Paulo Gracindo (Padre Hipólito): Intérprete do conservador líder religioso de Asa Branca que defendia a lenda de Roque. O veterano faleceu em setembro de 1995, aos 84 anos, devido a complicações de um câncer de próstata;

- Cláudio Cavalcanti (Padre Albano): O “padre vermelho” batia de frente com as oligarquias locais em prol dos direitos dos moradores carentes. Ele partiu em setembro de 2013, aos 73 anos, por complicações após uma cirurgia cardíaca;

- Eloísa Mafalda (Dona Pombinha Abelha): Deu vida à icônica e moralista carola da cidade, liderando o núcleo cômico. A atriz faleceu em maio de 2018, aos 93 anos, por insuficiência respiratória;

- Yoná Magalhães (Matilde): A dona da badalada boate Sexus desafiava o conservadorismo local enquanto mantinha forte aliança com Sinhozinho Malta. Faleceu em outubro de 2015, aos 80 anos, logo após uma cirurgia no coração;

Outros atores:
- Rui Rezende (Astromar Junqueira): O folclórico professor da cidade, na trama era apontado pelos moradores como o terrível lobisomem de Asa Branca. O artista nos deixou recentemente, em 12 de julho de 2026, aos 88 anos, enquanto tratava um câncer no Rio de Janeiro;

- Arnaud Rodrigues (Cego Jeremias): O violeiro e profeta que usava a música para expor as hipocrisias da população. Morreu tragicamente em fevereiro de 2010, aos 67 anos, vítima de um naufrágio no Tocantins;

- Regina Maria Dourado (Efigênia): Brilhou no papel da marcante irmã de Odete na região da Rua da Lama. A atriz faleceu em outubro de 2012, aos 59 anos, por conta de um câncer de mama;

- Lilian Lemmertz (Margarida): Interpretou a falecida esposa de Sinhozinho Malta, surgindo por meio de flashbacks essenciais da trama. Posteriormente, em junho de 1986, aos 48 anos, ela faleceu prematuramente e vítima de um infarto.

Qual é a história de Roque Santeiro?
A trama se passa na cidade fictícia de Asa Branca, que prospera economicamente graças ao turismo religioso em torno do mito de Roque Santeiro, um jovem artesão que supostamente morreu como mártir ao defender o local de um bando de criminosos.
No entanto, a base dessa fé e do lucro dos poderosos locais é abalada dezessete anos depois, quando Roque reaparece vivo na cidade, ameaçando desmascarar a farsa que sustenta a economia e a política da região.
O enredo também ficou marcado pelo triângulo amoroso entre o próprio Roque, o ganancioso fazendeiro Sinhozinho Malta e a extravagante Viúva Porcina, que, na verdade, nunca foi casada com o falso santo.
Além disso, escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, a história foi inspirada na peça teatral O Berço do Herói e chegou a ser totalmente censurada pela ditadura militar em 1975, sendo finalmente produzida e transmitida com estrondoso sucesso após a redemocratização do país.
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Autor(a):
Lennita Lee
Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.



