Sem atrações, no escuro e rumo à falência: O canal de TV que agoniza e pode encerrar as atividades

Rumo à falência: canal de TV agoniza e pode encerrar em SP (Foto: Montagem/TV Foco)
Crise: Canal de TV em São Paulo opera no escuro e enfrenta risco iminente de falência
Uma canal de TV situado em São Paulo enfrenta um cenário financeiro dramático, acumulando dívidas milionárias de energia elétrica e operando sob sigilo de identidade. A empresa mantém suas transmissões ativas apenas com o auxílio de geradores alugados a custos elevados, enquanto luta para honrar compromissos básicos com seus colaboradores e fornecedores diante de uma possibilidade real de encerramento das atividades.
Conforme informações divulgadas pelo portal ‘Aqui Tem Fofoca’, o canal perdeu competitividade até mesmo para redes de menor porte, como a CNT e a Rede 21, sobrevivendo majoritariamente da venda de horários para instituições religiosas. A crise foi agravada principalmente durante o período da pandemia de Covid-19 entre 2020 e 2021.
Dívidas milionárias e infraestrutura precária
A situação financeira da empresa atingiu níveis críticos, resultando em uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 1,6 milhão referente apenas às contas de luz. Visto que o fornecimento regular foi comprometido, a direção da emissora recorreu a medidas extremas para manter o sinal no ar.
Consequentemente, a operação passou a depender de cinco geradores escondidos no estacionamento da sede. O custo diário para manter esses equipamentos funcionando gira em torno de R$ 25 mil, um valor que drena ainda mais os cofres da empresa, já debilitados pela falta de repasses dos aluguéis de horários pelas igrejas.
Colapso operacional e quadro de funcionários
Além dos problemas estruturais, o quadro funcional sofreu impactos diretos. Em meados de 2021, a rede contava com apenas 50 profissionais, e a direção considerou a demissão integral desse grupo remanescente. A rotina de trabalho tornou-se exaustiva e precária para quem permaneceu.
Durante o auge da crise sanitária, apenas 10% da equipe comparecia presencialmente para garantir a exibição da grade. Esses profissionais realizavam turnos de revezamento de seis horas, contudo, perderam benefícios básicos, como pausas para alimentação ou café, evidenciando o desmonte interno da organização.
É fundamental destacar que, apesar da gravidade dos fatos narrados, o portal responsável pela apuração manteve o nome da emissora rumo à falência em absoluto segredo.
Ademais, vale lembrar que o mercado televisivo, embora rentável, possui alta competitividade e várias empresas enfrentaram dificuldades similares nos últimos anos.
Quais os principais pontos do fracasso do canal de TV?
Para compreender melhor a dimensão do problema enfrentado por canais que chegam a esse ponto, veja um resumo dos principais fatores da emissora que indicam o colapso rumo à falência, conforme o caso relatado:
- Dependência excessiva de terceiros: a receita depende quase exclusivamente do aluguel de horários para igrejas.
- Inadimplência de serviços básicos: acúmulo de dívidas de serviços essenciais como energia elétrica.
- Perda de competitividade: audiência inferior a canais segmentados ou de menor alcance.
- Precarização do trabalho: redução drástica de equipe e corte de benefícios básicos.