
Novo salário mínimo (Foto: Divulgação)
Enquanto milhões de trabalhadores brasileiros recebem o salário mínimo nacional de R$ 1.621 em 2026, uma parcela dos profissionais com carteira assinada já conta com uma remuneração maior garantida por lei. No Paraná, os pisos salariais estaduais ultrapassam a marca dos R$ 2 mil e colocam o estado no topo do ranking nacional.
Os novos valores beneficiam milhares de trabalhadores de diferentes áreas e foram definidos para garantir uma remuneração mais elevada do que o mínimo federal. Dependendo da profissão, a diferença pode chegar a quase R$ 800 por mês.
De acordo com as informações divulgadas pelo portal Barbieri Advogados, os valores foram definidos pela Resolução CETER 632/2026 e variam entre R$ 2.105,34 e R$ 2.407,90.
Assim, os trabalhadores enquadrados nas categorias contempladas pelo piso estadual não podem receber menos do que os valores estabelecidos para cada grupo profissional. Isso reforça a política de valorização salarial adotada pelo estado nos últimos anos e garante rendimentos bem acima do salário mínimo nacional.
Os pisos foram organizados em quatro faixas, conforme as atividades exercidas pelos trabalhadores.
Um dos destaques do piso regional do Paraná é a remuneração dos empregados domésticos. A categoria está inserida no Grupo II e tem salário mínimo estadual de R$ 2.181,63.
O valor é considerado o maior piso regional destinado aos trabalhadores domésticos em todo o Brasil, representando uma diferença significativa em relação ao salário mínimo nacional.
A política de valorização do piso regional foi estabelecida pela Lei Estadual 21.350/2023. A legislação criou regras para reajustes anuais e ajudou a consolidar o Paraná como referência em remuneração mínima regional.
Os novos valores têm validade retroativa a 1º de janeiro de 2026 e foram definidos após negociações entre representantes dos trabalhadores, empregadores e do governo estadual.
Com isso, milhares de profissionais paranaenses seguem contando com salários acima dos R$ 2 mil, valor que supera com folga o mínimo nacional de R$ 1.621 em vigor neste ano.
Esses pisos levam em conta a realidade econômica de cada estado e buscam ajustar melhor a remuneração ao custo de vida local.
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