Reajuste de 7,5% no salário mínimo de 2025 contrasta com aumento menor de 6,79% previsto para 2026 que entra em vigor em 6 dias
O salário mínimo voltou ao centro do debate econômico ao fechar 2025 com um reajuste acima da inflação oficial. Em janeiro, o piso nacional passou de R$ 1.412 para R$ 1.518. Esse avanço representou aumento de 7,5% e garantiu ganho real aos trabalhadores formais e beneficiários vinculados ao mínimo.
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Além disso, o reajuste refletiu a retomada da política de valorização, retomada após anos de correções apenas inflacionárias. Ao mesmo tempo, o novo valor passou a influenciar contratos, benefícios e negociações salariais em todo o país.
Enquanto isso, o governo já confirmou o próximo reajuste, que começa a valer em 2026. O novo salário mínimo chegará a R$ 1.621. Esse valor representa aumento nominal de 6,79% sobre o piso atual.
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No entanto, o percentual ficou abaixo do reajuste registrado em 2025. Ainda assim, o governo manteve a promessa de preservar algum ganho real, mesmo diante das restrições fiscais em vigor. Além disso, o decreto foi publicado dentro do prazo legal, o que trouxe previsibilidade ao mercado.
O cálculo do reajuste seguiu a política permanente de valorização do salário mínimo. Essa regra combina a inflação medida pelo INPC com o crescimento do PIB de anos anteriores. Contudo, o novo arcabouço fiscal limitou o espaço para aumentos maiores.
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Por isso, o crescimento real ficou mais contido em 2026. Ainda assim, a fórmula manteve coerência com as diretrizes aprovadas pelo Congresso Nacional.
Qual é o impacto do novo salário mínimo?
O novo piso impacta diretamente milhões de trabalhadores com carteira assinada. Além disso, aposentados e pensionistas do INSS também recebem valores ajustados. Programas sociais vinculados ao mínimo sentem o efeito imediatamente.
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Assim, o aumento influencia não apenas a renda individual, mas também o consumo das famílias. Ao mesmo tempo, o reajuste altera valores diários e horários calculados a partir do salário base.
Segundo estimativas, o novo salário mínimo pode injetar até R$ 81,7 bilhões na economia em 2026. Esse dinheiro tende a circular principalmente no comércio e nos serviços. Além disso, cidades menores costumam sentir impacto mais rápido. Por outro lado, empresas avaliam custos adicionais com folha de pagamento.
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Historicamente, o salário mínimo brasileiro passou por mudanças profundas desde sua criação. Ao longo das décadas, o valor perdeu e recuperou poder de compra diversas vezes. Contudo, a política de valorização iniciada nos anos 2000 marcou um ponto de virada. Desde então, o piso passou a exercer papel estratégico na economia. Ainda assim, especialistas destacam desafios regionais ligados ao custo de vida.
Por fim, o reajuste previsto para 2026 confirma a continuidade dessa estratégia, mesmo com limites claros. Portanto, o novo valor de R$ 1.621 sinaliza cautela, mas preserva avanços recentes. O tema seguirá em debate nos próximos anos.
Além disso, trabalhadores acompanham atentos os efeitos reais no bolso. Assim, o salário mínimo mantém relevância central na agenda econômica e social do país.
