Reajuste do salário mínimo em 2026 será menor do que o de 2025
O salário mínimo passou por reajuste em 2025 e chegou a R$ 1.518, após decisão do Governo Federal ainda em 2024. No entanto, em 2026, o piso nacional terá um reajuste menor.
Primeiramente, em 2025, o valor representou um aumento de 7,5%, o equivalente a R$ 106 a mais em relação aos R$ 1.412 pagos até dezembro de 2024.
O reajuste marcou a primeira correção anual do salário mínimo sob a nova regra de reajustes, válida entre 2025 e 2030.
Pelo novo modelo, o ganho real, ou seja, o aumento acima da inflação, fica limitado a 2,5% ao ano, mesmo que o crescimento da economia seja maior.
Como é o cálculo do salário mínimo?
Desse modo, o cálculo do salário mínimo considera dois indicadores econômicos:
- A inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
- Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes
No caso do cálculo para o salário mínimo de 2025, os números:
- INPC acumulado: 4,84%
- PIB de dois anos antes: 3,2%
Se a regra antiga estivesse em vigor, a soma desses índices elevaria o piso nacional para cerca de R$ 1.528. Porém, com a limitação de 2,5% de ganho real, o reajuste final ficou em R$ 1.518, redução de aproximadamente R$ 10.
Piso nacional em 2026
Para 2026, o Governo Federal definiu o novo piso nacional em R$ 1.621, válido a partir de 1º de janeiro. O valor representa um aumento de R$ 103 em relação ao piso nacional de 2025.
O cálculo segue a mesma regra:
- INPC acumulado: 4,18%
- PIB de dois anos antes: 3,4%, mas novamente com o limite de 2,5%
Embora o piso nacional passe a valer em janeiro, o valor reajustado cai na conta do trabalhador apenas em fevereiro.
Qual é o impacto do novo piso nacional
Por fim, o aumento do salário mínimo não beneficia apenas quem recebe o piso. Diversos benefícios, serviços e valores legais usam o piso como referência e também são reajustados. Entre eles estão:
- abono salarial PIS/Pasep;
- benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
- benefício de Prestação Continuada (BPC);
- seguro desemprego;
- valores que permitem a inscrição no Cadastro Único;
- montantes pagos no trabalho intermitente;
- teto permitido para ajuizar ações;
- contribuições mensais dos Microempreendedores Individuais (MEIs).
Ou seja, qualquer alteração no piso nacional tem efeito direto sobre milhões de brasileiros e também sobre as contas públicas.
De acordo com informações do próprio governo federal, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo gera uma despesa adicional de cerca de R$ 420 milhões.
