Uruguai aprova maior salário mínimo da América do Sul

Em 2026, o Uruguai confirmou o maior salário mínimo da América do Sul, consolidando uma política de valorização da renda dos trabalhadores. O piso salarial chegará a 25.383 pesos uruguaios, o equivalente a cerca de 620 dólares e aproximadamente R$ 3.339,75 na cotação atual.

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A decisão amplia ainda mais a distância entre o modelo salarial adotado pelo país vizinho e o Brasil. Enquanto o Uruguai eleva de forma significativa o poder de compra, o salário mínimo brasileiro foi fixado em R$ 1.621 para 2026.

Esse valor é bem inferior ao piso brasileiro, cenário que deixa o governo Lula atento às comparações regionais.

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Reajuste acima da inflação

O aumento do piso salarial uruguaio será de 7,54% ao longo de 2026, dividindo em duas etapas. A primeira entra em vigor em 1º de janeiro, com reajuste de 4,1%, elevando o piso para 24.572 pesos.

De acordo com o portal MIX, em julho do próximo ano, um novo aumento de 3,3% levará o final aos 25.383 pesos.

A presidente da Direção Nacional do Trabalho do Uruguai, Marcela Barrios, afirmou que a medida reforça o compromisso do governo em priorizar trabalhadores de menor renda e garantir ganhos reias.

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“O aumento será de 7,54% anual, dividido em duas oportunidades”, afirmou Marcela.

De acordo com Marcela, o reajuste ocorre em um cenário de inflação controlada, estimada em torno de 4%, o que amplia o impacto positivo no bolso dos trabalhadores.

“Com uma inflação em torno de 4%, projetamos um aumento de 7,54% para todo o ano. É um salto qualitativo em relação ao último reajuste”, enfatizou.

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Com o novo valor, o Uruguai passa a liderar o ranking do maior piso nacional da América do Sul quando convertido em dólares, tornando-se referência regional em políticas de valorização.

Além disso, o piso nacional serve de base para contratos formais e influencia negociações coletivas em diversos setores da economia.

Brasil mantém política de reajuste gradual

No Brasil, o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 reflete um aumento de R$ 103 em relação ao valor anterior de R$ 1.518.

O reajuste segue a política de valorização que considera o INPC acumulado e o crescimento do PIB de dois anos antes, mas está limitado ao teto de 2,5% de ganho real.

Por fim, além de impactar trabalhadores com carteira assinada, o salário mínimo brasileiro serve como referência direta para diversos benefícios e obrigações, como:

  • Abono salarial PIS/Pasep
  • Benefícios do INSS, como aposentadoria e auxílios
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC)
  • Seguro-desemprego
  • Contribuições mensais dos Microeemprededores (MEIs)