Novo salário mínimo! Estado aprova reajuste de 6,49% e teto regional chega a R$ 2.106 em 2026; Veja as 4 faixas salariais e saiba quanto você deve receber com o retroativo

Conforme muitos sabem, enquanto o piso nacional serve como uma base para todo o país, alguns estados possuem autonomia para estabelecer patamares mais elevados, refletindo o custo de vida e a força de sua produção regional.

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Em um movimento que une consenso político e diálogo entre setores produtivos, uma nova proposta legislativa avançou de forma decisiva, trazendo atualizações que superam a média de reajustes comuns.

Inclusive, o estado de Santa Catarina está vibrando neste mês de março com o salário mínimo chegando a R$ 2,1k em determinadas categorias que impulsionam o Produto Interno Bruto (PIB) catarinense.

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Como funciona o novo piso de SC?

De acordo com o portal G1, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou por unanimidade o Projeto de Lei Complementar nº 2/2026, que estabelece um reajuste médio de 6,49% sobre o salário mínimo regional.

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Embora a porcentagem tenha ficado abaixo de 2025, o mínimo de Santa Catarina:

  • Conseguiu um valor considerável;
  • Ainda se divide em quatro faixas salariais distintas.

Essa organização permite que o Estado consiga remunerar seus trabalhadores de forma escalonada em diferentes setores da indústria, comércio e serviços, garantindo o recebimento de um valor condizente com a complexidade de sua área de atuação.

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Um ponto fundamental da nova legislação é o seu efeito retroativo a janeiro de 2026.

Isso significa que, assim que o governo estadual sancionar o projeto, as empresas devem quitar as diferenças salariais acumuladas desde o início do ano, assegurando o poder de compra do cidadão retroativamente.

As quatro faixas

O novo piso regional aplica-se exclusivamente aos trabalhadores que não possuem um piso salarial definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

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O escalonamento garante que profissionais de diferentes segmentos tenham seus rendimentos atualizados de forma justa.

Os novos valores e as categorias contempladas seguem esta estrutura:

  • Primeira Faixa (R$ 1.842,00): Atende profissionais da agricultura, pecuária, pesca, indústrias extrativistas, construção civil, empregados domésticos e motoboys;
  • Segunda Faixa (R$ 1.980): Abrange trabalhadores das indústrias do vestuário, calçados, fiação, tecelagem, artefatos de couro, papel, mobiliário e empresas de comunicações e telemarketing;
  • Terceira Faixa (R$ 2.022): Contempla funcionários das indústrias químicas, farmacêuticas, de alimentação, além do comércio em geral e agentes autônomos do setor comercial;
  • Quarta Faixa (R$ 2.106): Representa o teto do mínimo regional, pago a trabalhadores das indústrias metalúrgicas, gráficas, de vidro e cerâmica, seguros privados, edifícios e condomínios, motoristas de transporte em geral e profissionais de estabelecimentos de saúde e processamento de dados.

Como Santa Catarina chegou a esse valor?

Santa Catarina utiliza o modelo de piso regional desde 2009, amparado pela Lei Complementar 459.

O objetivo central dessa política é valorizar o trabalhador catarinense e manter o estado competitivo, atraindo mão de obra qualificada e estimulando o consumo interno.

Todos os anos, representantes dos empregadores e dos trabalhadores sentam-se à mesa para negociar o percentual de aumento, buscando um equilíbrio que mantenha a saúde financeira das empresas e a dignidade das famílias.

O projeto atual, de autoria do próprio Executivo estadual, demonstra um alinhamento raro entre os poderes, facilitando a aprovação rápida para que o benefício chegue logo ao trabalhador.

Quais são os impactos do salário mínimo regional?

Com o valor máximo atingindo os R$ 2.106, Santa Catarina reafirma sua posição como um dos estados com os melhores indicadores de renda do país.

Para o trabalhador, o aumento de 6,49% representa uma proteção contra a inflação e uma valorização real de sua atividade.

Para o estado, o aumento da massa salarial circula rapidamente no comércio local, gerando um ciclo virtuoso de crescimento.

É essencial que o trabalhador verifique em qual faixa sua profissão se enquadra para garantir que o empregador cumpra o novo piso.

MAS ATENÇÃO! Caso a empresa possua um acordo coletivo com valores superiores ao mínimo regional, prevalece sempre a regra que for mais benéfica ao empregado.

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