Dorival Jr. dá sinal verde para o São Paulo preparar a despedida de reforço de R$ 12,3 milhões e define os próximos passos do elenco
O São Paulo enfrenta uma definição importante sobre o futuro do meia Cauly, emprestado pelo Bahia até dezembro de 2026. O contrato prevê a compra obrigatória de parte dos direitos econômicos do jogador por 2 milhões de euros, aproximadamente R$ 12,3 milhões, caso ele cumpra uma meta de participação em partidas.
O cenário ganhou novos contornos após o atleta ficar fora das últimas convocações do técnico Dorival Júnior. Cauly realizou um procedimento para tratar uma afecção nasal e utilizou um medicamento que contém substância proibida pelas regras antidoping.
Enquanto o clube busca orientações para permitir seu retorno com segurança, o prazo do empréstimo avança e o cumprimento da cláusula contratual fica mais difícil.
Contrato estabelece condição para compra definitiva
O São Paulo anunciou a contratação de Cauly em fevereiro de 2026, por empréstimo junto ao Bahia. O acordo estabeleceu vínculo até o fim da temporada e incluiu uma obrigação de compra condicionada ao desempenho do meio-campista.

Segundo informações divulgadas pelo ge e pelo UOL, o Tricolor precisará adquirir 50% dos direitos econômicos do atleta se ele disputar pelo menos 45 minutos em 20 partidas. Caso alcance essa marca, o clube terá de desembolsar os 2 milhões de euros previstos no contrato.
Além disso, a negociação estabeleceu outras condições financeiras relacionadas à participação do jogador. Entretanto, a compra obrigatória representa o principal ponto de atenção para o planejamento do elenco paulista.
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Medicamento impede retorno imediato aos gramados
Cauly ficou fora das listas de relacionados após realizar um tratamento para um problema nasal. Segundo o jornalista Nicola, o medicamento utilizado contém uma substância presente na lista de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidoping (Wada).
Diante da situação, o jogador comunicou o ocorrido ao São Paulo, que decidiu afastá-lo temporariamente das partidas. O clube também procurou a Comissão de Controle de Dopagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para esclarecer os procedimentos necessários.
Por esse motivo, Cauly não participou dos compromissos contra Santos, Cruzeiro e Vitória. Até 13 de outubro, o clube não havia divulgado uma data definitiva para o retorno do meio-campista.
A ausência interfere diretamente nas possibilidades de o atleta alcançar a meta prevista no contrato. Afinal, sem participar das partidas pelo tempo mínimo exigido, ele não consegue avançar na contagem necessária para ativar a obrigação de compra.
Dorival Júnior ainda não conta com o meia
Cauly chegou ao Morumbis para reforçar a criação de jogadas, mas encontrou dificuldades para manter uma sequência de atuações. Embora tenha recebido oportunidades durante a temporada, o meio-campista não conseguiu consolidar sua posição entre as principais opções da equipe.

Em setembro, informações publicadas pelo ge indicavam que ele acumulava 15 partidas com pelo menos 45 minutos em campo, aproximando-se da meta contratual. Entretanto, a sequência de jogos sem participação mudou o cenário e reduziu as oportunidades para atingir o objetivo.
Agora, a situação médica e antidoping acrescenta um obstáculo à definição do futuro do jogador. Mesmo que volte a ficar disponível, Cauly precisará disputar partidas suficientes para alcançar a marca estabelecida no acordo.
Futuro depende da cláusula e do planejamento do clube
O empréstimo termina em dezembro, quando São Paulo e Bahia precisarão lidar com os próximos passos da negociação. Se Cauly não cumprir a meta, a obrigação automática de compra não será acionada, embora os clubes possam discutir outras alternativas.
Até o momento, não há confirmação pública de uma decisão definitiva do São Paulo sobre uma eventual contratação fora das condições previstas. Portanto, a saída ao fim do empréstimo permanece uma possibilidade, não um desfecho oficializado.
A combinação entre a falta de oportunidades, a questão antidoping e a exigência contratual coloca o futuro do meia em aberto. Nas próximas semanas, a evolução da situação e a utilização do atleta poderão definir se o São Paulo terá de investir R$ 12,3 milhões ou devolver Cauly ao Bahia.
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Autor(a):
Wellington Silva
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