“Agora é hora de alegria, vamos sorrir e cantar”. Você já ouviu trilhões de vezes esta melodia. Outras tantas fazem parte da vida do brasileiro, e destas, diversas são cantadas por Sílvio. Dá para dizer, sem risco, ser ele a expressão da alegria do nosso povo, e da espontaneidade, também. E vendo “Astros” ontem, pensei direto nesta parte da música. Muitos leitores comentaram aqui no site sobre a mina que poderia ser este programa desde que bem utilizado. Não podia apelar para a barbárie, não poderia se repetir eternamente com cantores novatos, tinha a obrigação de substituir o tão apreciado QST. Ontem fez isso.
Foi a hora da alegria e também da tensão do espectador. Vimos momentos muito qualificados para atrair o respectivo público e também a dosagem adequada quanto a baixaria. Todos sabemos do potencial de cada jurado, muitos admiram o apresentador, diversas vezes o cenário chamou a atenção, mas desta vez souberam diversificar as apresentações. Ginastas, dançarinos, cantores, todos desfilaram animadamente em nossa telinha, uma hora passou muito rápido.
O que foi aquele transformista dizendo precisar de 10 reais para voltar para casa e, quando ganhou 50 da Val, saltou feliz pois daria para comer cachorro-quente, também. E a mulher musculosa quebrando gelo e telhas com os braços, mas quando falava ouvíamos um tom meigo, agradável, completamente oposto a brutalidade de sua apresentação. Dançarinos criativos se misturaram com as ginastas gêmeas, impondo respeito ao programa. Desta vez o SBT acertou a dose. Imagine, leitor, como deve ser complicado encontrar atrações tão diversificadas e atraentes todas as semanas. Mesmo diante de povo criativo, a maioria é formado por pseudo-artistas, gente como os apresentados nas primeiras semanas de “Ìdolos”, por exemplo. Encontrar algo tão curioso como o desta segunda, foi coisa de milagre. Parabéns para a equipe.
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