Projeto de lei aprovado no Senado prevê até 20 dias de folga extra para trabalhadores. Veja quem pode ter direito ao benefício

Uma decisão recente do Senado pode mudar a rotina de muitos brasileiros. Foi aprovado um projeto de lei importante que até garante 20 dias de folga extra a uma lista de trabalhadores. Destacando que esses dias fora do trabalho são além das férias e também não causam nenhum impacto no salário dos CLTs.

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Trata-se do Projeto de Lei 5.811/2025, que visa aumentar o tempo de licença-paternidade, ou seja, o período em que o pai pode ficar afastado do trabalho após o nascimento ou adoção de um filho.

Atualmente, a maioria dos trabalhadores tem direito a apenas cinco dias de licença. Com a nova proposta, esse tempo poderá chegar a até 20 dias nos próximos anos. O texto agora segue para a sanção do presidente para que a nova regra possa começar a valer.

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Vale destacar que, de acordo com as informações divulgadas pelo portal do Senado, o projeto aprovado prevê que o aumento da licença não aconteça de uma vez só. A ideia é que o prazo cresça de forma gradual até chegar ao total de 20 dias. Se a lei for sancionada, o tempo de afastamento ficará assim:

  • Em 2027, a licença passará a ser de 10 dias.
  • Em 2028, o período sobe para 15 dias.
  • Em 2029, o trabalhador poderá ter direito a até 20 dias de licença.

Durante esse período, o pai continua recebendo o salário normalmente e mantém o emprego garantido, sem sofrer prejuízo por causa do afastamento.

Licença-paternidade

A licença-paternidade será concedida ao trabalhador quando ocorrer o nascimento de um filho. O pai poderá pedir a licença quando houver adoção de uma criança ou adolescente. Aliás, a regra também vale em casos de guarda judicial para fins de adoção.

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A ideia do projeto é permitir que o pai participe mais dos primeiros dias de vida da criança e ajude a família nesse período. Durante a licença, o trabalhador receberá o chamado salário-paternidade. Assim, ele continuará recebendo o valor normal do salário.

O projeto também prevê algumas situações em que o benefício pode acabar suspenso ou negado. Isso pode acontecer se houver provas ou indícios de violência doméstica ou abandono por parte do pai em relação à criança. A medida busca garantir que a licença seja usada para cuidar do filho e apoiar a família.

Durante a votação no Senado, parlamentares destacaram a importância da presença do pai nos primeiros dias da criança. A relatora do projeto, a senadora Ana Paula Lobato (PSB), afirmou que esse tempo é importante para fortalecer os laços da família e ajudar no cuidado com o bebê.

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A senadora Damares Alves (Republicanos) também comentou que o projeto faz justiça ao ampliar um direito que, por muitos anos, ficou limitado a apenas cinco dias. O texto agora aguarda a decisão final do presidente Lula (PT) para virar lei e começar a mudar a realidade de muitos trabalhadores no país.

Afinal, quais são os principais direitos dos CLTs?

Em suma, os CLTs possuem diversos direitos garantidos pela CLT. Entre os principais estão:

  • Registro em carteira com função e salário.
  • Jornada de 8 horas diárias e 44 semanais, com pagamento de horas extras.
  • Intervalo para refeição e descanso.
  • Descanso semanal remunerado, geralmente aos domingos.
  • Férias de 30 dias com acréscimo de 1/3 do salário.
  • 13º salário pago em duas parcelas.
  • Depósito de FGTS de 8% do salário.
  • Seguro-desemprego em caso de demissão sem justa causa.
  • Licenças maternidade, paternidade e médica.
  • Adicional noturno de 20% sobre a hora diurna.
  • Aviso prévio e verbas rescisórias em caso de demissão.

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