Rodrigo Lombardi em cena do segundo episódio de Carcereiros (Foto: Reprodução/Globo)

Rodrigo Lombardi em cena do segundo episódio de Carcereiros
(Foto: Reprodução/Globo)

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Os números da série Carcereiros no Globo play não foram nada animadores. Pelo contrário: cerca de 75% do público que viu o primeiro capítulo abandonou a história antes do fim. No entanto, na TV Aberta é diferente.

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Após ficar quase um ano engavetada, a atração, atualmente no ar nas noites de terça, já foi renovada para um terceiro ano. O segundo está sendo gravado atualmente em uma fábrica desativada em São Paulo.

A renovação antecipada mostra um investimento da Globo no formato de séries, popular entre o público jovem. E não é para menos. Logo na estreia, a história protagonizada por Rodrigo Lombardi cravou 25,7 pontos de média e 42% de participação, registrando o melhor índice da primeira linha de shows às quintas nos últimos oito anos, segundo dados consolidados do Ibope da Grande São Paulo.

No Rio, o primeiro episódio de Carcereiros marcou 29 pontos de média e 46% de participação, a maior audiência da primeira linha de shows às quintas em cinco anos. Cada ponto equivale a 71.8 mil domicílios na Grande São Paulo e a 45.2 mil no Rio de Janeiro.

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ESCALADO ÁS PRESSAS, RODRIGO LOMBARDI FALA SOBRE CARCEREIROS

O ator Rodrigo Lombardi precisou passar por um dos maiores desafios de sua carreira quando Domingos Montagner faleceu em um trágico acidente no Rio São Francisco. Ele foi chamado para substituir o colega na série Carcereiros, que estreou na última quinta-feira (26) na Globo.

Sem muito tempo para se preparar, Rodrigo relembrou ao site Gshow como foi o processo de preparação: “Não tive tempo de fazer laboratório para a primeira temporada e fui aprendendo tudo na prática e nas gravações, sempre com muita troca de informações e experiências com direção, autores, roteiristas e equipe técnica. É um dos meus melhores trabalhos justamente por ter uma equipe em total sintonia, com muito entrosamento e de muita intensidade”, disse.

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Rodrigo ainda contou que buscou no cansaço físico motivação para o personagem: “A falta de energia é algo em comum entre os personagens e acabei fazendo a dieta do sono. Só dormi quatro horas por dia e acho que funcionou. Foi necessário para passar essa verdade. Foi um custo muito alto que eu escolhi”.

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Ao estrelar a série policial, aprendizados não faltaram para o astro da Globo, que já está gravando a segunda temporada do produto:

“Quando se faz um trabalho sobre o sistema penitenciário no Brasil, você aprende que o sistema nada mais é que uma experiência com seres humanos. Abaixo disso só experiência com ratos, no campo da pesquisa. É ver pessoas confinadas que, com o tempo, vão acabar entrando em conflito. O que aprendi com a série foi ter um olhar mais humano e ser mais paciente com o outro, de respeitar o limite do próximo. Passei a me indignar quando vejo que os limites são ultrapassados. Carcereiros me deu uma aula de cidadania”.