Cantor sertanejo, filho de grande nome da cena, quebrou o silêncio sobre e revelou qual é o único erro que o faria ser expulso de casa

O universo sertanejo é historicamente associado a valores conservadores e a uma figura bruta. No entanto, cada vez mais, ele se modifica por meio de uma revolução silenciosa e afetiva, a qual desafia estereótipos preconceituosos.

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Inclusive, no centro dessa transformação estão Solimões, ícone da dupla com Rionegro, e seu filho, o cantor Gabeu.

Mesmo porque, o que poderia ser uma história de conflito e distanciamento tornou-se um exemplo de acolhimento e cumplicidade.

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Com bom humor e uma dose cavalar de talento, Gabeu não apenas “saiu do armário”, mas abriu as portas para um novo gênero: o queernejo.

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Linguagem do amor

Solimões demonstra que o amor paterno transcende manuais de comportamento. Durante sua participação no programa Universo Sertanejo, ainda em 2023, o cantor revelou uma percepção aguda e precoce sobre a identidade do filho.

Para o veterano, a homossexualidade de Gabeu nunca foi um enigma; ele afirma ter compreendido a essência do filho quando este tinha apenas oito anos:

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“Ele é meu filho e eu não o trato diferente de ninguém” – Pontua Solimões.

O que comprova que o afeto e a convivência diária valem mais do que qualquer debate teórico sobre a comunidade LGBTQIA+.

Gabeu, por sua vez, reconhece que o pai talvez não domine tudo do movimento, mas sublinha que a base da relação é o carinho genuíno.

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Em entrevistas, o jovem artista destaca que a aceitação de Solimões é “fora da curva”.

Especialmente considerando o ambiente tradicionalista em que o pai foi moldado.

O que o faria ser expulso…

Inclusive, na mesma situação, Gabeu fez uso do humor para desmistificar a relação com o pai e garantir que o respeito à tradição sertaneja é o que realmente dita as regras.

Em uma publicação que viralizou no Twitter (atual X), o precursor do queernejo brincou:

“Ele não me trata diferente por ser gay, mas se eu errar um verso de alguma do Milionário e José Rico, eu sou expulso de casa.”

Um legado diferenciado

Gabeu não é apenas o “filho do Solimões”; ele é um arquiteto sonoro que funde:

  • As referências de Lady Gaga;
  • Com a tradição de Cascatinha e Inhana.

Seu trabalho é uma pesquisa profunda que revisita o rock dos anos 2000 e a viola caipira, provando que é possível ser autêntico sem desrespeitar a ancestralidade.

Ele canta a própria história, mergulhado em um processo de pesquisa que utiliza a guitarra e a viola como ferramentas de expressão de sua identidade multifacetada.

O que Gabeu faz em 2026?

De acordo com as últimas postagens do rapaz pelas redes oficiais, ele entrou em 2026 consolidando a sua posição como uma das vozes mais influentes da música brasileira contemporânea.

Após o sucesso do EP Rock Bravo (2025), o artista agora foca na expansão de sua turnê nacional, levando o queernejo para os palcos dos grandes rodeios e festivais do interior do Brasil.

Além dos palcos, Gabeu atua como curador e mentor de novos talentos LGBTQIA+ que buscam espaço no mercado sertanejo.

Ele utiliza sua visibilidade para pavimentar o caminho de outros artistas, garantindo que o gênero continue evoluindo sem perder a essência do campo.

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