Shampoo usado por brasileiros é retirado das prateleiras pela Anvisa e causa alerta

Anvisa proíbe venda de shampoo popular por falta de registro. Produto foi retirado das prateleiras e consumidores são alertados sobre riscos

30/05/2025 às 20:34 · Tempo de leitura: 3 minutos

Shampoo popular foi proibido pela ANVISA após descoberta de risco (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão da comercialização de vários shampoos e cosméticos amplamente usados no Brasil.

O motivo? Falta de regularização dos produtos junto ao órgão. Sem o devido registro, a venda é considerada ilegal e representa risco direto à saúde do consumidor.

Entre os produtos retirados do mercado estão shampoos, condicionadores e sabonetes líquidos de marcas que estavam presentes em salões, mercados e até plataformas online.

Alguns deles, inclusive, embalados em grandes volumes, eram usados em estabelecimentos comerciais como clínicas, barbearias e academias.

A ausência de registro na Anvisa significa que o produto não passou pelas exigências mínimas de segurança e qualidade. Ou seja, não há qualquer garantia de que a fórmula usada seja adequada, segura para a pele ou os cabelos, ou que tenha sido testada conforme os padrões nacionais.

A agência reforça que qualquer cosmético, seja um shampoo de uso diário ou um hidratante corporal, tudo precisa obrigatoriamente passar por avaliação técnica e estar devidamente registrado ou notificado. Essa exigência vale tanto para grandes marcas quanto para pequenos fabricantes.

A decisão de proibir a comercialização desses produtos é preventiva, e o objetivo principal é evitar que itens sem comprovação de segurança continuem sendo usados de forma indiscriminada. Mesmo que o consumidor não perceba danos imediatos, o uso contínuo de um produto irregular pode causar reações alérgicas, irritações, queda de cabelo ou problemas dermatológicos mais sérios.

Quem comprou ou está usando algum dos produtos citados nas listas de proibição da Anvisa deve interromper o uso imediatamente. Também é recomendado procurar orientação médica caso surjam sintomas adversos.

Esse caso acende um alerta para um problema comum: muitas pessoas compram cosméticos com base no preço ou na embalagem, sem verificar a procedência ou se há registro do produto. É sempre importante observar o número de registro ou notificação na embalagem e desconfiar de itens vendidos em canais pouco confiáveis.

A Anvisa segue fiscalizando o mercado e atualiza com frequência as listas de produtos irregulares. É dever de todos os consumidores, lojistas e distribuidores e estar atentos e priorizar a segurança acima de tudo.

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