Marcelo Crivella é desafeto claro da Globo (Foto: Reprodução)

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Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, dono da Record, censurou O Globo e disse que jornal é “panfleto político”; empresa rebateu críticas

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), e sobrinho do bispo Edir Macedo, dono da Record, mantém uma relação belicosa com a Globo desde o início de seu mandato na capital fluminense e, agora, o líder do executivo municipal decidiu censurar e vetar as solicitações enviadas pela emissora à Prefeitura da cidade.

Em um comunicado nas redes sociais, Marcelo Crivella teve atitude similar ao presidente Jair Bolsonaro, que na semana anterior havia censurado a Folha de S.Paulo e ameaçado os anunciantes do jornal de maior relevância do país.

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“O sistema de comunicação da prefeitura me fez um pedido que eu compreendi. Eles estão indignados com O Globo, que não é jornal, não faz mais jornalismo. É um panfleto político, fazendo militância, tentando de todas as formas, através de ameaças e chantagens, de que a prefeitura ceda às suas ambições de publicidade.”, diz Crivella em uma publicação nas suas redes sociais. “Portanto, a partir de agora, a Prefeitura do Rio de Janeiro ignora todos os pedidos vindo deste panfleto político conhecido como O Globo. Todos os demais jornais do país terão nosso prestígio, a resposta, menos O Globo.”, completou o prefeito.

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Já Daniel Pereira, chefe de comunicação da Prefeitura do Rio de Janeiro, afirmou que “O Globo não é um jornal, é um panfleto político”. “É isso mesmo? Eu vou continuar parando a equipe toda para trabalhar para O Globo? Em matéria negativa que eles estão cavando para falar mal? Tem alguma coisa errada. Tem alguma coisa errada nisso aqui”, questiona Pereira no vídeo. “A partir de hoje, a gente não responde mais O Globo”, disse

Em nota, o grupo Globo disse “lamentar a decisão do prefeito Marcelo Crivella de ignorar os pedidos de informações feitos pelo jornal. Medida, diga-se, tomada na véspera de o jornal publicar reportagem revelando que o prefeito é alvo de investigação do Ministério Público do Rio. Ao não atender a essas demandas, o prefeito deixa de prestar esclarecimentos não ao jornal, mas à população do Rio de Janeiro, que o elegeu. A assessoria de imprensa da prefeitura, vale lembrar ,é paga pelos contribuintes cariocas”.

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