Dívida de R$85M: Rede de supermercado, tão popular quanto o Sonda, vive terror de falência em SP

Supermercado, nº1 feito o Sonda, afunda em SP (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/GMNI/Lennita/Canva)
Com dívida milionária, rede de supermercado enfrenta possível colapso financeiro em meio ao drama de uma marca tão querida quanto o Sonda em São Paulo
E uma das redes varejistas mais tradicionais da Região Metropolitana de Campinas (RMC), SP, e tão populares quanto o Sonda na região, vive o terror da falência e se encontra em momento crítico neste ano de 2025.
Trata-se da rede Supermercados Caetano, a qual acumula uma dívida de R$ 85 milhões e passa por dificuldades em conseguir manter suas operações, o que acabou resultando no fechamento de unidades e demissões em massa.
Sendo assim, a partir de informações do Cidade ON, a equipe especializada em economia do TV Foco traz abaixo o parâmetro completo desta crise.

O que aconteceu?
- Entre 2021 e 2022, os Supermercados Caetano apostaram em uma expansão agressiva:
- Durante a pandemia, o faturamento cresceu exponencialmente, levando a empresa a abrir novas unidades em Campinas e Itu.
- No entanto, com o fim das restrições sanitárias, os consumidores retomaram gastos em outros setores, como viagens e restaurantes.
- A queda no faturamento não acompanhou as altas despesas adquiridas no período de crescimento. O advogado da empresa, Ricardo Russo, admitiu que a expectativa de manter as vendas elevadas foi um erro de análise.
Fim de lojas:
Como tentativa de conter a crise, a rede fechou definitivamente sua unidade de Campinas, localizada na Avenida John Boyd Dunlop, no início de março de 2025.
Além disso, as lojas de Valinhos (Vila Santana), Vinhedo e Itu tiveram suas operações suspensas temporariamente desde 12 de março.
Atualmente, apenas a Loja 1, no Centro de Valinhos, permanece aberta.
O impacto da crise afetou também comerciantes locais, que relataram queda no movimento desde os primeiros sinais de problemas nos supermercados.

Renata Pereira dos Santos, dona de uma loja próxima a uma das unidades fechadas, afirmou:
“Desde que o mercado parou de funcionar, o fluxo de clientes despencou. Muitas pessoas aproveitavam a ida ao supermercado para visitar outras lojas. Agora, estamos enfrentando dificuldades para manter as portas abertas.”
S.O.S.
Para tentar reverter a crise e evitar a falência, os Supermercados Caetano entraram com um pedido de ação cautelar antecedente à recuperação judicial.
A dívida da empresa está distribuída da seguinte forma:
- R$ 25 milhões devidos a fornecedores;
- R$ 6,5 milhões a ex-sócios;
- R$ 7,5 milhões em tributos;
- Mais de R$ 31 milhões em dívidas bancárias.
De acordo com Ricardo Russo, advogado que representa a rede, esse montante pode aumentar devido às rescisões trabalhistas.
O pedido de liminar ainda não foi concedido pela Justiça, que solicitou documentos complementares antes de tomar uma decisão.
Para quitar suas dívidas e tentar manter a operação, a rede negocia com investidores. Entretanto, Russo afirmou que algumas propostas foram retiradas no último momento.
“Tivemos muitas situações que beiram a má-fé. Algumas empresas chegaram a elaborar contratos, mas desistiram na hora de assinar.”
Ainda assim, há uma negociação avançada que pode ser concluída nas próximas semanas.
Caso o acordo seja concretizado, um plano de recuperação judicial poderá ser estruturado, aumentando assim a chance de reabertura de algumas unidades.
Despejo
Se não bastasse todas as dificuldades financeiras, ao que parece, os Supermercados Caetano enfrentam uma ação de despejo na unidade da Vila Santana, em Valinhos.
Mesmo porque a empresa não paga aluguel desde dezembro de 2024, e a dívida já supera R$ 620 mil.
Ricardo Russo confirmou a existência da ação, mas afirmou que a empresa ainda não foi formalmente citada.
De acordo com ele, o proprietário do imóvel pode estar tentando garantir seus créditos antes da oficialização da recuperação judicial.

“Com a notícia de que a empresa poderia entrar em recuperação, o mercado começa a se movimentar para garantir algum pagamento antes do processo.”
No entanto, o advogado acredita que um acordo pode ser alcançado, dependendo da concretização das negociações em andamento.
O que deverá acontecer com os funcionários da Rede de Supermercados Caetano?
Quanto aos funcionários, a empresa utilizará o valor arrecadado com a venda do maquinário da unidade de Campinas para quitar a folha salarial dos funcionários dispensados.
Russo enfatizou que a rede tentou preservar o máximo possível de empregos:
“Valinhos sempre teve uma relação próxima com os Supermercados Caetano. Fizemos de tudo para manter os postos de trabalho, mas chegamos a um ponto insustentável.”
Quais são as expectativas de futuro para a rede Caetano?
Fundados em 6 de maio de 1978 por Silvestre e Maria Caetano, os Supermercados Caetano cresceram ao longo das décadas e se consolidaram como uma das redes mais populares da RMC.
Agora, a empresa enfrenta um de seus momentos mais críticos, com risco iminente de falência.
Mas, se as negociações com investidores não forem bem-sucedidas, o futuro da rede permanece incerto.
Agora, a população local, que acompanhou a ascensão da marca, aguarda os próximos desdobramentos e torce para que a empresa consiga superar a crise.
Conclusão:
Em suma, a rede de Supermercados Caetano, tradicional na Região Metropolitana de Campinas (RMC), enfrenta uma grave crise financeira com dívida de R$ 85 milhões, resultado de uma expansão mal planejada durante a pandemia.
A crise levou ao fechamento de unidades, demissões em massa e um pedido de recuperação judicial.
Por fim, a empresa negocia com investidores para evitar a falência e reabrir algumas lojas.
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