Além dos supermercados: Os outros comércios proibidos de abrirem aos domingos em estado

Lei - Supermercados a fecharem aos domingos (Reprodução: Montagem TV Foco)
Descubra quais outros comércios o estado impede de funcionar aos domingos além dos supermercados e como a medida afeta comerciantes e clientes
Desde março de 2026, o comércio no estado do Espírito Santo mudou de forma visível para trabalhadores e clientes. Uma convenção coletiva assinada por sindicatos e empregadores proibiu a abertura de supermercados aos domingos.
A medida busca garantir descanso semanal aos funcionários e tem validade até outubro de 2026, quando será revisada por todos os envolvidos. A regra já passou a valer e afetou diretamente a rotina do varejo no estado.
Na prática, não são apenas os supermercados que ficam fechados aos domingos. Atacarejos, mercearias maiores, lojas de material de construção e hortifrutis também ficaram impedidos de funcionar com empregados registrados nesses dias.

A proibição vale enquanto houver empregados com carteira de trabalho assinada, ou seja, trabalhadores formais. Assim, alguns comércios sem funcionários formais podem continuar funcionando.
Representantes dos sindicatos afirmaram que a mudança busca oferecer descanso digno para quem trabalha no varejo. Eles disseram que domingo é um dia tradicionalmente reservado para lazer e convivência familiar.
Nos argumentos apresentados, os sindicatos destacaram que permitir descanso remunerado aos domingos pode melhorar a saúde e o bem‑estar dos trabalhadores em uma rotina marcada por longas jornadas.
Como surgiu a lei que proibe os comércios de abrirem aos domingos?
Essa regra não veio de uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa do estado, mas de um acordo coletivo de trabalho. Acordo coletivo é um compromisso firmado entre empregadores e empregados por meio de seus representantes legais. Ele tem validade enquanto as partes concordam com seus termos. Esse tipo de acordo pode ajustar condições de trabalho de forma mais específica que uma lei comum.
Por outro lado, muitos consumidores tiveram que reorganizar seus hábitos de compra. Famílias que costumavam fazer compras no domingo passaram a antecipar essa atividade para sábado ou dias úteis. Além disso, aumentou a procura por serviços de entrega e compras online. Esses serviços podem funcionar mesmo quando lojas físicas com empregados não abrem no domingo.
No meio dessa mudança, alguns donos de pequenos comércios se manifestaram nas redes sociais. Um proprietário de mercearia afirmou que foi obrigado a mudar sua equipe de trabalho aos sábados. Ele disse que domingo era o dia mais movimentado, e agora precisa reorganizar horários. Essas falas refletem o impacto prático da norma no cotidiano local.
Importante ressaltar que essa medida vale apenas no Espírito Santo. Em outros estados brasileiros, supermercados e comércios similares continuam funcionando normalmente aos domingos. A experiência capixaba vem sendo observada em outras regiões do país como um modelo potencial de organização do comércio no futuro, mas ainda não se transformou em regra nacional.
Por fim, até o final de outubro de 2026, empregadores, sindicatos e consumidores deverão acompanhar os efeitos dessa mudança. Ao término desse período experimental, as partes podem decidir estender, alterar ou encerrar a proibição de funcionamento aos domingos. Essa avaliação pode influenciar debates futuros sobre jornadas de trabalho no varejo em outras partes do Brasil.