Supla diz que mulher negra veio da África, justifica racismo e é detonado no Encontro

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

26/04/2018 às 11:29 · Tempo de leitura: 3 minutos

Supla no Encontro com Fátima Bernardes (Foto: Reprodução)

Supla no Encontro com Fátima Bernardes (Foto: Reprodução)

O cantor Supla deu um show de racismo e preconceito no programa Encontro com Fátima Bernardes desta quarta-feira (25). Na ocasião, a pauta do dia era o racismo e intolerância religiosa, quando ele surpreendeu com várias declarações polêmicas.

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A primeira delas foi quando um casal inter-racial (ela branca e ele negro) relatou os ataques de racismo que já sofreu no Brasil. Eles disseram que, ao viajarem para Campos do Jordão, em São Paulo, acabaram sendo constrangidos com olhares de reprovação.

Supla então pareceu justificar o preconceito, dizendo que era culpa do lugar que eles foram. “Campos do Jordão é um lugar de playboyzada, e tem pessoas muito preconceituosas de São Paulo que vão para lá mesmo, é de alta classe”, disparou.

Fátima Bernardes então não conseguiu ficar calada e o interrompeu, dizendo que não é uma questão regional e que ultrapassa os limites dos Estados, as divisas, mas ele insistiu no seu ponto de vista e deu como exemplo os Estados Unidos.

“É um negócio que eu fico até sem jeito, fico revoltado com uma história dessa. Aí eu lembrei do Jay-Z falando com o David Letterman, que por um lado é bom, porque agora as pessoas estão mostrando e a gente pode ver que há a maldade dessas pessoas”, disse.

E completou: “Para com esse papo de branco, negro, japonês, nós todos somos seres humanos, nenhum ser humano é melhor ou pior que outro, somos todos iguais, respiramos o mesmo ar”. Mas quem pensa que ele parou por aí, se enganou.

A apresentadora Fátima Bernardes. (Foto: Reprodução)

Depois disso, ele interrompeu a convidada Maíra Azevedo, que é negra, e disse que ela veio da África. “Eu também sou imigrante, somos todos imigrantes, assim como você que veio da África”. Mas ela desmentiu imediatamente e respondeu:: “Eu não, sou daqui mesmo”.

Nas redes sociais, muita gente detonou o músico, dizendo que ele fez um desserviço para a população, ao invés de dar bom exemplo em um programa como o Encontro, que tenta combater o racismo e a intolerância religiosa.

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