Inédito: Suzane Von Richthofen revela agressões do pai, detalhes do assassinato e diz que Deus a perdoou

Após cumprir parte da sua pena pela morte dos próprios pais, Suzane Richthofen agora vive em regime aberto.

06/04/2026 às 10:10 · Tempo de leitura: 8 minutos

Suzane Richthofen matou os pais (Foto: Reprodução / Netflix / Instagram)

Após cumprir parte da sua pena pela morte dos próprios pais, Suzane Von Richthofen agora vive em regime aberto

Para muitos pode ser chocante, mas Suzane Richthofen busca manter uma vida reservada na cidade de Bragança Paulista, pouco mais de 20 mil habitantes, no interior de São Paulo.

Desse modo, ela vive ao lado do companheiro, no qual trabalha como clínico geral em um hospital de grande porte. O casal oficializou a união ainda em 2023.

Suzane deu à luz ainda em janeiro de 2024 ao seu primeiro filho, Felipe. Trata-se do mesmo nome do pai da criança de acordo com informações do jornal O Globo.

AFINAL, POR QUAL MOTIVO SUZANE RICHTHOFEN MATOU OS PAIS?

Para quem não lembra, um dos crimes que mais assustaram o Brasil foi o caso Richthofen. Suzane, Daniel e Cristian Cravinhos foram condenados pela morte de Marísia e Manfred Von Richthofen, pais da jovem, que na época tinha 18 anos.

O motivo do crime era receber a herança e ter liberdade para viver com Daniel, cujo relacionamento não era aceito pelos pais, que controlavam sua vida e recursos.

O crime aconteceu em outubro de 2002 e chocou a todos. Condenada há 39 anos de prisão em regime fechado, desde 2023 Suzane cumpre pena em liberdade.

REVISITA PASSADO EM DOCUMENTÁRIO?

Suzane voltou ao centro dos holofotes ao aceitar revisitar, em um documentário inédito da Netflix, o assassinato dos próprios pais.

O material, que tem o título provisório de “Suzane vai falar”, foi exibido apenas em uma pré-estreia restrita da plataforma de streaming e ainda não tem data oficial de lançamento.

No documentário, Suzane descreve a casa onde viveu como um ambiente frio de acordo com informações do jornal O Globo.

“Eu vivia estudando. Era só nota alta. Tirava 9 e 10 em todas as matérias. Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles. Minha vida era brincar com o meu irmão”, sustentou Suzane.

Em outro trecho, ela afirma que não tinha atenção nenhuma do pai. Já a mãe, ainda tentava mostrar alguma atenção.

Ao reconstruir a rotina da família, ela volta a destacar que “o relacionamento dos meus pais era muito ruim” e relata uma cena de violência que diz ter presenciado ainda na infância.

AFINAL, SUZANE EXPÕE AGRESSÕES DO PAI?

“Eu vi meu pai enforcando a minha mãe contra a parede. Foi horrível”, diz a ex-detenta em um dos trechos do seu depoimento.

A condenada também afirma que cresceu em um ambiente sem diálogo e que, ao lado do irmão Andreas, criou um refúgio emocional longe dos pais.

“Eu nunca conversei sobre sexo com a minha mãe. Nenhuma vez. Zero”, relembrou. “Eu e meu irmão fomos ficando invisíveis dentro de casa”, pontuou Suzane Richthofen.

Segundo ela, a “família não era família Doriana. Longe disso. Meus pais construíram um abismo entre nós” e “esse espaço vazio foi ocupado pelo Daniel”.

A partir daí, ela constrói a narrativa de que o namoro com Daniel Cravinhos passou a ocupar o centro de sua vida, enquanto os conflitos dentro de casa se agravavam. “Ela falava que ele ia me puxar para o fundo do poço”, afirmou, ao se referir à mãe.

DETALHES DO CRIME

Sendo assim, Suzane acaba falando sobre a convivência com Daniel, onde encontrou no namoro uma forma de tentar ser feliz.

“Escondida dos meus pais, conheci todo o litoral de São Paulo. A gente alugava carro e seguia viagem. O Daniel me mostrou o mundo que eu queria viver”, destacou.

Segundo ela, o conflito escalou até a agressão física. “Ele me deu um tapão na cara tão forte que meu rosto virou pro lado”, revelou ela, voltando a afirmar que o pai era violento.

Sobre o período em que os pais viajaram para a Europa, Suzane relembra. “Foi um mês de liberdade total. Um sonho que eu não queria que acabasse. Era o dia inteiro de sexo, drogas e rock ‘n’ roll”, afirmou.

Ao falar do crime, Suzane Richthofen assume responsabilidade, apesar de tentar dizer que só ‘ajudou’ na execução, mas não teve participação.

“Eu aceitei. Eu os levei pra dentro da minha casa… A culpa é minha. Claro que é minha”, declarou ela.

“Eu fiquei no sofá, com a mão no ouvido para não escutar nada… Se eu parasse pra pensar, aquilo não aconteceria… O que eu fiz não tem mais volta”, disparou ela, sobre a noite do assassinato.

Pais de Suzane (Foto: Reprodução / Instagram)

PERDOADA POR DEUS?

Por fim, Suzane deixa claro no documentário que sua vida mudou e aquela jovem ficou no passado, ela ainda descreve que tem a sensação que ela morreu junto com os pais.

Já outro trecho impactante revelado pela coluna True Crime, Suzane alega ter sido “perdoada por Deus” após o nascimento do filho.

“Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou”, declarou ela.

Suzane Richthofen em documentário (Foto: Reprodução / Netflix)

“Desse modo, veja matéria completa sobre Suzane Von Richthofen faz rara aparição com o filho e foto prova o que muitos não querem acreditar”.

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