Governo atualiza valores e nova tabela do INSS para 2026 muda cálculo da contribuição das trabalhadoras domésticas
A tabela do INSS em 2026 já está em vigor e mudou o valor da contribuição dos trabalhadores domésticos em todo o país. O INSS, que é o Instituto Nacional do Seguro Social, recebe as contribuições que garantem aposentadoria, auxílio, doença, pensão por morte e outros benefícios. Por isso, qualquer alteração na tabela impacta diretamente o bolso de quem trabalha e também de quem contrata.
Neste ano, o reajuste segue o aumento do salário mínimo, que passa a ser R$ 1.621,00. Além disso, o governo aplica a correção com base no INPC, que é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor e mede a inflação para famílias de menor renda.

Com a atualização, o teto previdenciário chega a R$ 8.475,55. O teto é o valor máximo usado como base para calcular a contribuição e também o limite dos benefícios pagos pelo INSS. Mesmo que alguém receba acima disso, o cálculo não ultrapassa esse valor.
Portanto, a nova tabela interfere tanto nos descontos mensais quanto no valor futuro da aposentadoria. E como o trabalhador doméstico tem carteira assinada, ele segue as mesmas regras aplicadas aos demais empregados formais.
A tabela funciona de forma progressiva. Isso significa que o desconto não incide com uma única porcentagem sobre todo o salário. O sistema divide o salário em partes chamadas faixas. Cada faixa recebe uma alíquota diferente. A alíquota é o percentual usado para calcular o desconto. Assim, o modelo evita cobranças iguais para salários diferentes.
As novas faixas ficam organizadas da seguinte maneira
- Para quem ganha até R$ 1.621,00, a alíquota é 7,5%.
- Para quem recebe entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84, a alíquota é 9%.
- Se o salário estiver entre R$ 2.902,85 e R$ 4.354,27, a alíquota sobe para 12%.
- Finalmente, para remunerações entre R$ 4.354,28 e R$ 8.475,55, a alíquota é 14%.
Mas como isso funciona na prática. Se um trabalhador doméstico recebe exatamente R$ 1.621,00, o desconto de 7,5% resulta em R$ 121,57 por mês.
No entanto, se o salário for maior, o cálculo muda. Um salário de R$ 3.000,00, por exemplo, não sofre desconto único de 12%. Primeiro aplica 7,5% até R$ 1.621,00. Depois aplica 9% sobre a parte seguinte até R$ 2.902,84. Em seguida aplica 12% apenas sobre o valor que ultrapassa essa faixa. O sistema soma todos os resultados e chega ao valor final.
Como fica a situação para as domésticas?
Além do desconto do trabalhador, o empregador doméstico também paga contribuição. Ele recolhe 8% sobre o salário para o INSS. Também recolhe valores para o FGTS, que é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
O FGTS funciona como uma reserva financeira para o trabalhador em caso de demissão sem justa causa. Esses pagamentos são feitos por meio do eSocial.
O eSocial é o sistema digital do governo que reúne informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais. O empregador envia os dados do contrato e gera a guia de pagamento por ali. Portanto, quem não atualizar a tabela pode calcular valores errados. E isso pode gerar multa e juros.
Por fim, a mudança na tabela já produz efeitos nos contracheques de 2026. Enquanto o salário mínimo sobe, a contribuição acompanha o reajuste. Assim, trabalhadores domésticos precisam conferir os valores descontados. Da mesma forma, empregadores precisam ajustar o cálculo imediatamente. No fim das contas, a nova tabela redefine o quanto cada parte paga hoje e influência o benefício que o trabalhador vai receber no futuro.
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