administração judicial - TV Foco O TV Foco desde 2006 leva as melhores notícias da tv para milhares de brasileiros todos os dias. Tudo sobre tv e famosos, novelas, realities. Fri, 24 Oct 2025 06:37:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://statics.otvfoco.com.br/2020/01/cropped-favicon-32x32.png administração judicial - TV Foco 32 32 Intervenção do Banco Central, falência e morte do dono: O triste fim de banco tradicional no Brasil https://tvfoco.uai.com.br/intervencao-bc-falencia-e-o-triste-fim-banco-tradicional/ Fri, 24 Oct 2025 12:30:00 +0000 https://tvfoco.uai.com.br/?p=2501663 Banco tradicional que marcou a história financeira do Brasil, após intervenção do BC e rombo bilionário, acabou entrando em falência E, um dos grandes nomes do sistema financeiro brasileiro nas últimas décadas, acabou tornando-se símbolo de uma falência prolongada, disputas judiciais e impacto econômico após a realidade explodir. Fundado no final dos anos 80, o […]

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Banco tradicional que marcou a história financeira do Brasil, após intervenção do BC e rombo bilionário, acabou entrando em falência

E, um dos grandes nomes do sistema financeiro brasileiro nas últimas décadas, acabou tornando-se símbolo de uma falência prolongada, disputas judiciais e impacto econômico após a realidade explodir.

Fundado no final dos anos 80, o Banco Santos colapsou de vez em 2005 após intervenção do Banco Central, um rombo bilionário e correntistas em desespero.

Esse episódio revela como má gestão, fraudes contábeis e disputas judiciais podem transformar uma instituição sólida em caso histórico de insolvência, com efeitos prolongados sobre:

  • Credores;
  • Investidores;
  • E o próprio mercado financeiro.

Sendo assim, com base em informações do portal Wiki e Valor Econômico, trazemos abaixo como ele chegou a esse ponto e o legado deixado.

Da fundação à falência

O Banco Santos surgiu no final dos anos 80 e rapidamente se consolidou em operações de crédito e investimentos.

Mas o grande salto da instituição ocorreu no auge da estabilidade econômica pós-Plano Real, durante os anos 90.

  • Estratégia de nicho: O Santos se posicionou no nicho de private banking (gestão de grandes fortunas) e no atendimento a clientes corporativos (empresas), um segmento que exige confiança e exclusividade;
  • Crescimento Exponencial: A aposta de Edemar Cid Ferreira em um atendimento diferenciado e sofisticado deu resultados rápidos. O banco se tornou um dos de maior crescimento no país.

Inclusive, o crescimento do Banco Santos foi tão acelerado que impressionou o mercado:

  • 1994: O banco ocupava aproximadamente a 125ª posição no ranking dos maiores bancos privados brasileiros;
  • 2004: Em apenas dez anos, o Banco Santos saltou para a 7ª posição entre os maiores bancos privados do país, movimentando bilhões e rivalizando com instituições de tradição muito mais longa.

Uma queda bruscra

No entanto, em novembro do ano de 2005, o Banco Central decidiu pela intervenção e afastou Edemar Cid Ferreira e seus administradores e bloqueou bens da instituição.

Isso porque o BC identificou que o banco estava com dificuldade para honrar seus compromissos e fazer o recolhimento do compulsório (a parcela dos depósitos que deveria ser repassada ao BC).

Sem ter como se recuperar, a falência foi decretada oficialmente pela 2ª Vara de Falências de São Paulo em setembro de 2005.

Assim, a massa falida começou a organizar ativos, incluindo um leilão de obras de arte que só ocorreu em 2020.

O colapso deixou mais de 20 mil depositantes individuais com valores bloqueados e iniciou uma longa batalha judicial sobre dívidas de grandes grupos, como o Grupo Caoa.

O rombo

Auditorias iniciais apontaram um déficit de R$ 700 milhões, posteriormente ajustado para R$ 2,2 bilhões.

Edemar Cid Ferreira foi preso preventivamente, acusado de gestão fraudulenta.

Condenado em primeira instância, ele conseguiu anulação da sentença em 2015, mas o processo voltou ao STF após recurso do Ministério Público.

A massa falida tentou recuperar créditos de grandes devedores e administrar ativos, mas o processo arrastou-se por anos, acumulando dívidas e disputas com credores e empresas vinculadas ao grupo, como:

  • SantosPar;
  • Sanvest;
  • Invest Santos.

Morte do dono

Vale destacar que seu fundador e até então dono, Ademar Cid Ferreira, faleceu em 13 de janeiro de 2024, aos 80 anos, em São Paulo. Ele deixou esposa, três filhos e passou seus últimos anos tentando comprovar que o banco possuía mais créditos do que dívidas, mas sem sucesso.

A massa falida seguiu sob administração judicial de Vânio Aguiar, responsável por organizar ativos, recuperar créditos e finalizar o processo.

Mesmo após décadas de disputas, a massa falida ainda acumulava créditos a receber e dívidas a pagar, estimadas em R$ 16 bilhões em 2024, demonstrando o tamanho do impacto deixado pelo Banco Santos no sistema financeiro.

Quais são as atualizações sobre a falência do Banco Santos?

Em março de 2025, o administrador judicial do Banco Santos apresentou uma nova estratégia para leiloar os ativos da massa falida.

A iniciativa visou encerrar de vez a falência que se arrasta há quase 20 anos.

Fontes consultadas com exclusividade pelo Valor Econômico indicam que a morte de Edemar Cid Ferreira, que sempre se opôs ao leilão, facilitou a operação.

Além disso, os seus filhos demonstraram interesse em concluir o processo e “resgatar” o nome do pai.

A proposta envolve um leilão no modelo “stalking horse”, no qual um licitante inicial definiria o lance mínimo, seguido de um processo competitivo entre demais interessados.

Esse formato evita a necessidade de nova avaliação completa dos ativos, economizando anos de burocracia.

A massa falida identificou 106 processos válidos, somando R$ 716,1 milhões, desconsiderando ativos “contaminados” por empresas ligadas ao grupo de Ferreira.

Sendo assim, o leilão permite uma análise e oferta em 60 dias, com o maior lance definindo o licitante inicial. Empresas como BTG e Jive aparecem entre os interessados.

O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, aprovou o novo modelo e determinou prazo para manifestação de credores e do Ministério Público.

Ainda de acordo com o portal Valor, alguns credores e familiares de Edemar estariam dispostos a abrir mão de recursos judiciais para viabilizar a venda e encerrar a falência.

Ativos remanescentes, caso não fossem vendidos, poderiam ser baixados a prejuízo ou devolvidos à massa falida.

No entanto, as últimas atualizações confirmam que o processo ainda segue em aberto.

Não foram encontradas manifestações extras sobre o caso, mas o espaço segue em aberto.

Ademais, para saber mais sobre essas histórias de falências, retomadas e muito mais, clique aqui*.

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Comunicado do Banco Central informa falência de 2 bancos e surpreende clientes https://tvfoco.uai.com.br/banco-central-surpreende-clientes-falencia-2-bancos/ Mon, 28 Jul 2025 12:00:00 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2459255 Banco Central anunciou a falência de dois bancos importantes; Veja o que clientes tiveram que fazer para reaver seus investimentos e os respectivos comunicados oficiais Um anúncio oficial do Banco Central sobre a falência de duas instituições financeiras, BRK Financeira e Portocred, causou surpresa e até mesmo preocupação entre milhares de clientes e investidores em […]

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Banco Central anunciou a falência de dois bancos importantes; Veja o que clientes tiveram que fazer para reaver seus investimentos e os respectivos comunicados oficiais

Um anúncio oficial do Banco Central sobre a falência de duas instituições financeiras, BRK Financeira e Portocred, causou surpresa e até mesmo preocupação entre milhares de clientes e investidores em todo o país.

A medida foi comunicada publicamente em fevereiro de 2023 e teve atualizações até março de 2024. Até então, as duas instituições atuavam de forma consolidada no ramo de crédito pessoal e financiamento.

Com passivos bilionários, ausência de liquidez e indícios de má gestão, ambas foram liquidadas extrajudicialmente.

Em seguida, tiveram a falência decretada judicialmente, agravando a situação dos credores.

Com base em portais como Valor Econômico, InfoMoney, Nord Investimentos e documentos oficiais do Banco Central, separamos abaixo:

  • Como começou a falência desses dois bancos?
  • Comunicados das financeiras;
  • Quais foram os impactos gerados pela falência?
  • O que os clientes tiveram que fazer após a falência?

Como começou a falência dos dois bancos?

  • 15 de fevereiro de 2023 — Liquidação extrajudicial da BRK Financeira: O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial da BRK Financeira alegando:

“Comprometimento patrimonial da instituição, graves violações às normas legais que regulamentam o funcionamento da instituição e o risco anormal a que estão sujeitos os credores quirografários.”

A decisão ocorreu de forma sumária, sem divulgação pública detalhada sobre a real extensão do rombo financeiro.

No entanto, a gravidade da medida já indicava que a instituição havia perdido sua capacidade de operação de forma irreversível.

  • 7 de março de 2024 – Justiça decreta falência da BRK: Em menos de um ano depois, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo declarou a falência oficial da BRK Financeira. O juiz Ralpho Monteiro Filho destacou:

“Existência de atos e omissões danosos à instituição praticados pelos ex-administradores” e “situação econômico-financeira de insolvência irreversível.”

O magistrado também apontou que os bens da empresa não cobriam nem metade das dívidas acumuladas.

Comunicados e desfechos:

Comunicado da BRK aos clientes: Em nota oficial publicada após a decretação da falência, a empresa declarou:

“Foi decretada a autofalência da BRK S.A. CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO, inscrita no CNPJ sob o nº 12.865.507/0001-97, no dia 07/03/2024, sendo nomeado como administrador judicial BRAJAL VEIGA ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL LTDA., CNPJ 46.277.677/0001-72, representada por Daniel Brajal Veiga, OAB/SP nº 258.449. Para mais informações, entre em contato diretamente com o administrador judicial.”

Além disso, a orientação da BRK foi clara: interessados em recuperar valores ou obter informações deveriam procurar diretamente a administradora judicial.

  • Portocred: Em paralelo, no mesmo dia 15 de fevereiro de 2023, o Banco Central também decretou a liquidação extrajudicial da Portocred no mesmo mês. A instituição possuía cerca de 12 mil credores e uma dívida estimada em R$ 521 milhões.

O modelo seguido foi semelhante ao da BRK:

  • Intervenção do BC;
  • Suspensão de operações;
  • Nomeação de liquidante.

Comunicado da Portocred: A empresa publicou nota institucional logo após o início da liquidação, afirmando:

“Desde a decretação desta Liquidação Extrajudicial em 15 de fevereiro de 2023, esporadicamente têm surgido notícias, notadamente na internet, sobre supostas medidas… desinformação induzida por notícias publicadas com dados irreais e considerações imprecisas, o que pode causar consternação aos leitores, principalmente aos credores desta Liquidação. Todas as providências adotadas seguem estritamente os preceitos legais. Nenhuma informação é passada a qualquer veículo de notícias. Assim, os interessados devem buscar informações pelos contatos oficiais.”

A Portocred também reforçou que suas ações respeitavam os termos da Lei nº 6.024/74, sob responsabilidade do liquidante nomeado, Cornélio Farias Pimentel.

15 de abril de 2024 – Leilão dos ativos da Portocred: Como parte do processo, a empresa promoveu um leilão de ativos em tentativa de levantar fundos e amortizar parte dos débitos com seus credores.

Impacto nos clientes e garantia do FGC:

Em suma, a falência das duas instituições deixou milhares de pessoas em estado de alerta.

Muitos investidores tinham aplicações em CDBs e RDBs, modalidades de renda fixa que dependem diretamente da saúde financeira da instituição emissora.

A fim de amenizar as perdas, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) entrou em ação.

Inclusive, esse mecanismo assegura a devolução de valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição, desde que dentro das regras de cobertura.

Ou seja, quem mantinha aplicações dentro desse limite pôde/pode solicitar o reembolso diretamente ao FGC.

Já os que tinham quantias superiores precisaram, ou ainda precisam, recorrer à Justiça para tentar recuperar os valores restantes.

O que os clientes da BRK e Portocred devem fazer?

A recomendação para correntistas, investidores e credores das instituições falidas é clara:

  • Entre em contato com os canais oficiais das empresas, enquanto houver estruturas operacionais em funcionamento;
  • Acesse o site do FGC para conferir a cobertura do seu investimento e iniciar a solicitação de reembolso, se aplicável;
  • Monitore os comunicados do Banco Central e do próprio FGC sobre o andamento da falência e os próximos passos;
  • Busque assessoria jurídica, especialmente para valores acima do limite de cobertura do FGC ou em casos com documentação incompleta.

Mas, para saber mais informações sobre falências de grandes empresas e bancos, clique aqui*

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