Falência decretada - TV Foco O TV Foco desde 2006 leva as melhores notícias da tv para milhares de brasileiros todos os dias. Tudo sobre tv e famosos, novelas, realities. Wed, 08 Oct 2025 05:19:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://statics.otvfoco.com.br/2020/01/cropped-favicon-32x32.png Falência decretada - TV Foco 32 32 Falência: Qual rede de eletrodomésticos sumiu do mapa após ser engolida pela Casas Bahia? https://tvfoco.uai.com.br/loja-eletrodomesticos-faliu-engolida-casas-bahia/ Wed, 08 Oct 2025 10:45:00 +0000 https://tvfoco.uai.com.br/?p=2495905 Pioneira no varejo de eletrodomésticos teve a falência decretada e foi absorvida pela Casas Bahia após crise devastadora Durante décadas, o setor de eletrodomésticos exerceu papel essencial no desenvolvimento econômico e social do Brasil. Afinal de contas, as grandes redes varejistas popularizaram o acesso a bens de consumo duráveis, impulsionaram o crédito e transformaram o […]

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Pioneira no varejo de eletrodomésticos teve a falência decretada e foi absorvida pela Casas Bahia após crise devastadora

Durante décadas, o setor de eletrodomésticos exerceu papel essencial no desenvolvimento econômico e social do Brasil. Afinal de contas, as grandes redes varejistas popularizaram o acesso a bens de consumo duráveis, impulsionaram o crédito e transformaram o ato de comprar em um símbolo de ascensão social.

Entre esses nomes, destacou-se a Ultralar, uma das pioneiras do varejo moderno e símbolo de uma época em que o consumo e o progresso caminhavam juntos.

Fundada em 1956 por Ernesto Igel, também criador da Ultragaz, a Ultralar nasceu com a missão de popularizar o fogão a gás, um produto (por incrível que pareça) ainda restrito à elite, para fortalecer o mercado de gás de cozinha, principal negócio do grupo.

Felizmente, o projeto deu certo e, em pouco tempo, a empresa se tornou referência nacional em eletrodomésticos e itens para o lar, construindo uma imagem sólida e inovadora no mercado.

No entanto, o que começou como uma história de sucesso exemplar terminou com falência decretada pela Justiça e absorção pela Casas Bahia, no início dos anos 2000.

O colapso da Ultralar expôs o impacto das mudanças estruturais no varejo e encerrou um dos capítulos mais emblemáticos da história comercial brasileira.

Sendo assim, baseados em informações do portal Wiki, Estadão, Diário do Grande ABC, Varejo em Dia e registros publicados da 6ª Vara de Falências e Concordatas do Rio de Janeiro, mergulhamos novamente nessa história e trazemos todos os detalhes desse adeus abaixo.

Do fogão à fama

Conforme destacamos acima, a criação da Ultralar marcou um ponto de virada no comércio brasileiro. Ernesto Igel percebeu que o crescimento da Ultragaz dependia diretamente da expansão do uso doméstico do fogão a gás.

A solução foi simples e estratégica: abrir lojas que vendessem os fogões e demais utensílios domésticos, fortalecendo o consumo do principal produto da empresa.

Com o tempo, as Lojas Ultralar se tornaram símbolo de modernidade e eficiência.

O slogan “Na Ultralar dá pé” entrou para o imaginário popular e consolidou a marca como uma das mais lembradas do país.

Nos anos 60, a rede passou a patrocinar o telejornal Ultra Notícias, exibido na TV Tupi, reforçando sua presença nacional.

Em 1970, suas ações chegaram a integrar o Índice Bovespa (Ibovespa) até 1973, o que demonstrava a força e o reconhecimento do grupo no mercado financeiro.

Um salto ousado

Em 1974, a Ultralar expandiu seu modelo de negócios e inaugurou o Ultracenter Ultralar, na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

O empreendimento seguia a tendência dos grandes magazines e misturava loja de eletrodomésticos com centro de compras, em formato de hipermercado.

O projeto, embora ambicioso, exigia capital e operação complexa.

Apenas um ano depois, em 1975, o grupo vendeu o Ultracenter ao Carrefour, que acabava de chegar ao Brasil, atraído pelo potencial de consumo e pela pouca concorrência nacional.

O episódio simbolizou o início de uma fase de reavaliação estratégica dentro do Grupo Ultra.

Reestruturações e venda da operação

A partir dos anos 80, o Grupo Ultra decidiu concentrar esforços em seus segmentos principais: gás e petroquímica.

Mas, com isso, se iniciou uma política de desinvestimento.

Dentro dessa estratégia, a rede Ultralar, com 44 lojas distribuídas entre:

  • São Paulo;
  • Rio de Janeiro;
  • Rio Grande do Sul.

Posteriormente, foi vendida ao Grupo Susa Vendex, resultado da fusão entre:

  • Victor Malzoni;
  • O grupo holandês Vendex;
  • Também controlador das lojas Sandiz e Sears.

Sob a nova gestão, a marca adotou o nome Ultralar & Lazer, incorporando lojas da Sears e buscando atrair novos perfis de consumidores.

Contudo, as mudanças não sustentaram a operação.

Com a dissolução da parceria entre Malzoni e Vendex no início da década de 1990, a administração se fragmentou, e concorrentes como Casas Bahia e Ponto Frio dominaram o mercado.

Além disso, a hiperinflação e as constantes trocas de moeda reduziram o poder de compra da população e aumentaram significativamente os custos operacionais das empresas.

Como dois mais dois é quatro, as dificuldades financeiras começaram a se acumular, e a Ultralar não conseguiu acompanhar o ritmo de transformação do varejo.

Dívidas e falência decretada

No início dos anos 2000, com apenas 17 lojas em funcionamento, a Ultralar já enfrentava grave crise financeira.

Essa situação chegou ao limite em 8 de maio de 2000, quando o juiz Marcel Laguna Duque Estrada, da 6ª Vara de Falências e Concordatas do Rio de Janeiro, decretou oficialmente a falência da Ultralar.

A Anis Razuk Indústria e Comércio Ltda., fornecedora paulista de produtos de cama e mesa, moveu em 25 de outubro de 1999 ação cobrando dívida de R$148,2 mil.

A decisão judicial encerrou uma trajetória de quase meio século e deixou evidente a dificuldade da rede em se adaptar às novas dinâmicas de crédito e de consumo.

Inclusive, o Diário do Grande ABC noticiou amplamente o colapso financeiro e destacou que a empresa não conseguiu liquidar suas dívidas nem manter suas operações.

Até o encerramento do processo, não foram encontradas declarações públicas sobre o caso de falência.

Nenhuma defesa ou posicionamento formal foi divulgado à imprensa ou anexado ao processo judicial. No entanto, embora o passar do tempo, o espaço segue em aberto para possíveis manifestações.

O que aconteceu com o que sobrou da Ultralar?

Pouco antes da falência, a Ultralar tentou vender suas operações para evitar o fechamento.

Houve negociações com o Ponto Frio e a Casas Bahia, mas apenas a segunda avançou.

Em maio de 2000, já sob intervenção judicial, a Casas Bahia adquiriu integralmente a Ultralar, incorporando todas as suas lojas e ativos.

A operação marcou a absorção total da rede, ou seja, fez com que ela fosse engolida pela varejista e, assim, sumir de vez do mapa.

A transação consolidou a Casas Bahia como maior varejista de eletrodomésticos do país e reforçou sua liderança em um setor em transformação tecnológica e financeira.

A Casas Bahia não emitiu comunicado público específico sobre a compra das unidades da Ultralar na época, e não foram localizadas manifestações oficiais sobre a incorporação.

Por fim, a falência da Ultralar não se limitou a um problema administrativo. Ela marcou o fim de uma era do varejo brasileiro, quando grandes magazines, antes sustentados pela confiança do consumidor, sucumbiram à revolução do crédito.

 Mas, para mais histórias como essa, clique aqui*.

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Fechamento e adeus a shoppings: Falência de varejista amada em SP é decretada em outubro https://tvfoco.uai.com.br/falencia-de-varejista-amada-e-decretada/ Tue, 07 Oct 2025 11:45:00 +0000 https://tvfoco.uai.com.br/?p=2495209 Pela terceira vez, Justiça decreta a falência de uma das varejistas mais amadas de São Paulo; Entenda os motivos, dívidas e o que pode acontecer agora E, pela terceira vez, uma das varejistas mais amadas da cidade de São Paulo tem a sua falência decretada em outubro de 2025. Trata-se da Livraria Cultura, que, por […]

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Pela terceira vez, Justiça decreta a falência de uma das varejistas mais amadas de São Paulo; Entenda os motivos, dívidas e o que pode acontecer agora

E, pela terceira vez, uma das varejistas mais amadas da cidade de São Paulo tem a sua falência decretada em outubro de 2025. Trata-se da Livraria Cultura, que, por décadas, foi um dos espaços mais emblemáticos e amados da cena cultural brasileira.

Fundada em 1947 por Eva Herz, a marca se consolidou como ponto de encontro entre leitores, artistas e intelectuais. O ambiente das suas lojas, especialmente o do Conjunto Nacional, shopping famoso da Avenida Paulista, abrigou lançamentos, saraus e debates.

De acordo com o portal Estadão, a Justiça de São Paulo decretou a falência dessa vez, por decisão do juiz Adler Batista Oliveira Nobre, da 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial.

Após passar por fechamentos e adeus a grandes shoppings, agora as últimas três unidades ativas na capital – em Higienópolis, Pinheiros e Vila Leopoldina – foram fechadas por ordem judicial.

No entanto, embora algumas fontes relatarem que o site saiu do ar, ao acessar na data de hoje (07), ele segue ativo.

Além disso, as suas redes sociais também, embora os comentários estejam aparentemente desativados – Conforme podem ver por aqui*.

A decisão foi motivada por um novo pedido de falência, independente da recuperação judicial iniciada em 2018, e representa mais um golpe na tentativa da empresa de se reerguer.

Um eterno “cai e levanta”

Lembrando que a trajetória recente da Livraria Cultura reflete o esgotamento de um modelo de negócios que não resistiu à transformação digital do mercado editorial.

Em outubro de 2018, a rede entrou em recuperação judicial, declarando dívidas de R$ 285 milhões. O juiz Marcelo Barbosa Sacramone aceitou o pedido, e o plano foi aprovado em abril de 2019.

Entre as medidas para aliviar o caixa, a empresa vendeu a Estante Virtual, a qual era uma de suas últimas fontes de receita, ao Magazine Luiza em 2020.

Ainda assim, o negócio não sustentou a operação. Em 2023, a Justiça decretou a primeira falência da companhia, revertida após recurso que contou com o apoio público de escritores e artistas.

Poucos meses depois, em maio do mesmo ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo voltou a determinar a falência.

Mais uma vez, a empresa conseguiu suspender a decisão por meio de uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ainda segue em tramitação.

Apesar das dificuldades, a Livraria Cultura tentou se reinventar.

Em abril de 2024, encerrou a loja histórica do Conjunto Nacional, símbolo da marca, deixando para trás uma dívida milionária em aluguéis.

Mas, em outubro daquele ano, a companhia inaugurou uma nova loja em um casarão tombado em Higienópolis, buscando resgatar a tradição e o vínculo afetivo com os leitores.

Poucos meses depois, a rede inaugurou mais duas unidades menores:

  • Pinheiros;
  • Vila Leopoldina.

Apostando assim em um modelo de operação compacta, com curadoria de títulos e cafés integrados.

A estratégia, no entanto, não foi suficiente para conter o avanço das dívidas e o enfraquecimento do fluxo de caixa.

A nova queda…

A terceira decretação de falência, em outubro de 2025, partiu da empresa Bombonieres Ribeirão Preto, locatária do imóvel ocupado pela livraria no Conjunto Nacional.

A autora afirmou que a empresa deixou de pagar os aluguéis referentes a agosto e setembro de 2023, totalizando R$ 1.065.314,43.

Além de, posteriormente, inadimplir crédito extraconcursal de R$ 27.494.378,78.

Na decisão, o juiz Adler Nobre ressaltou que o caso é autônomo em relação à recuperação judicial de 2018.

Ele destacou que o efeito suspensivo concedido pelo STJ, mas que ainda analisa o recurso da falência anterior, o que não se aplica a esta nova ação.

Com a sentença, o magistrado determinou o bloqueio de bens e contas da empresa, que segue formalmente em recuperação judicial sob a administração da Laspro Consultores.

A defesa da Livraria Cultura

De acordo com a PublishNews, a Livraria Cultura alegou que realizou pagamentos superiores a R$ 1 milhão em 2023. O juiz, no entanto, considerou que os valores não satisfazem as obrigações assumidas com a parte autora.

O CEO Sérgio Herz não se pronunciou publicamente até o momento, mas o espaço segue em aberto, se assim lhe for conveniente, pronunciar sobre o caso.

Segundo apuração do Estadão e do PublishNews, a empresa aguarda uma decisão liminar que possa suspender os efeitos da nova decretação de falência nos próximos dias.

Nos últimos dias de setembro, a direção da Cultura comunicou a autores e parceiros o cancelamento de eventos e lançamentos programados para outubro.

Em manifestação exclusiva ao Publish, a jornalista Heloísa Paiva, que lançaria um livro na loja de Higienópolis, lamentou o desfecho:

O cancelamento da minha tarde de autógrafos não é nada perto da tristeza de ver essa icônica livraria, devidamente instalada num casarão tombado, renunciar ao compromisso com parceiros e colaboradores.

Consequências do desgaste e resistência

Mesmo após sucessivas tentativas de recuperação, a Livraria Cultura enfrentou dificuldades estruturais que refletem a crise mais ampla do setor livreiro.

No entanto, alguns fatos ajudaram a minar o espaço para essas redes tradicionais como:

  • A retração do consumo de livros físicos;
  • O crescimento das plataformas digitais;
  • A concentração de mercado em torno de grandes e-commerces

Além disso, vale destacar que em seu auge, a Cultura chegou a operar lojas em diversas capitais brasileiras, mas os custos elevados e a queda na rentabilidade inviabilizaram a continuidade.

A derrocada da rede acompanha o destino de outras gigantes do setor, como a Saraiva, que também entrou em colapso financeiro – Conforme podem ver por aqui*.

O fechamento das unidades de Higienópolis, Pinheiros e Vila Leopoldina, todas em funcionamento até setembro de 2025:

  • Simboliza o esgotamento definitivo de um ciclo;
  • Coloca em dúvida a viabilidade de grandes livrarias físicas no cenário atual.

(Opinião) Ainda há saída para a Livraria Cultura?

Entretanto, a decisão judicial de outubro não representa, necessariamente, o fim jurídico da Livraria Cultura. Como se trata de um processo separado do recurso em análise no STJ, a empresa ainda pode recorrer para tentar reverter a sentença.

No entanto, especialistas em direito empresarial avaliam que, diante do histórico de inadimplências e da perda de capacidade operacional, as chances de reversão são limitadas.

Por fim, caso a liminar esperada não seja concedida, o caso poderá consolidar o encerramento definitivo de uma das marcas mais simbólicas da cultura paulistana.

Mas, para saber mais informações sobre outras falências, clique aqui.

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Falência decretada: Fábrica afunda e faz donas de casa chorarem em Florianópolis, SC, após 121 anos https://tvfoco.uai.com.br/falencia-fabrica-no1-afunda-florianopolis-sc-121-anos/ Mon, 28 Apr 2025 07:00:00 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2378571 Falência histórica: Fábrica nº 1 encerrou de vez após 121 anos, deixando milhares de donas de casa desoladas E uma tradicional fábrica centenária, vista como nº1 na região de Florianópolis, SC, acabou tendo um desfecho triste ao sucumbir à falência, deixando milhares de donas de casa chorando. Trata-se da Tecidos Carlos Renaux, cuja falência foi […]

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Falência histórica: Fábrica nº 1 encerrou de vez após 121 anos, deixando milhares de donas de casa desoladas

E uma tradicional fábrica centenária, vista como nº1 na região de Florianópolis, SC, acabou tendo um desfecho triste ao sucumbir à falência, deixando milhares de donas de casa chorando.

Trata-se da Tecidos Carlos Renaux, cuja falência foi decretada no dia 15 de julho de 2013, após 121 anos de atividades ininterruptas.

Além disso, a empresa era símbolo da história econômica catarinense que infelizmente não resistiu após as dificuldades financeiras que se arrastavam há anos.

Neste contexto, a partir de informações coletadas através do portal Wiki e TMA, a equipe especializada em economia do TV Foco traz abaixo todo o parâmetro desse colapso.

Casa Carlos Renaux (Foto Reprodução/Montagem/Blogg Angelina Wittmann)
Casa Carlos Renaux (Foto Reprodução/Montagem/Blogg Angelina Wittmann)

O começo de uma revolução têxtil

A história da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux começou em 11 de março de 1892, em Brusque, região até então parte da Grande Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis):

  • O comerciante Carlos Renaux, ao lado dos empresários Augusto Klappoth e Paul Hoepcke, fundou a empresa com apenas oito teares manuais instalados em um depósito de mercadorias.
  • Inclusive, o que determinou o seu sucesso inicial foi a chegada de tecelões experientes vindos da cidade de Lodz, na Polônia.

Isso porque, em busca de melhores condições de vida no Brasil, alguns tecelões alemães aceitaram o trabalho assalariado na indústria nascente.

Entre esses pioneiros estavam nomes como:

  • Karl Gottlieb Petermann;
  • Gottlieb Tietzmann;
  • Franz Kreibich;
  • Wilhelm Jakowsky.

Com eles, veio o conhecimento técnico que permitiria a Carlos Renaux se tornar um pilar do setor têxtil catarinense.

Teares da fábrica e a saída dos funcionários da fábrica (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Brusque Memória)
Teares da fábrica e a saída dos funcionários da fábrica (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Brusque Memória)

Expansão e consolidação:

Em 1918, a empresa se transformou em sociedade anônima, agora denominada Fábrica de Tecidos Carlos Renaux S.A.

O comando passou para Otto Renaux, filho de Carlos Renaux, cuja gestão impulsionou a expansão:

  • Em 1935, a empresa já operava com 294 teares;
  • Além disso, empregava 649 trabalhadores.

Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto a Europa enfrentava ruínas, a indústria têxtil brasileira florescia — e a Renaux se beneficiava diretamente do contexto.

Membros da família Renaux na escadaria da Villa Ida. Da esquerda para a direita, em pé, Otto Renaux, Paulo Renaux, Augusto Bauer, Guilherme Renaux, Walter Bueckmann e Luiz Renaux; sentado, está Cônsul Carlos Renaux.
Membros da família Renaux na escadaria da Villa Ida. Da esquerda para a direita, em pé, Otto Renaux, Paulo Renaux, Augusto Bauer, Guilherme Renaux, Walter Bueckmann e Luiz Renaux; sentado, está Cônsul Carlos Renaux (Foto Reprodução/Memória Brusque)

Nos anos seguintes, a empresa manteve a liderança ao investir em inovação, sendo a primeira da região a girar fio penteado e adotar tecnologias de resinas sintéticas nos anos 60.

Inclusive, a abertura de capital, que levou suas ações à Bolsa de Valores de São Paulo, representou o auge de sua expansão e prestígio no cenário econômico nacional.

O declínio:

Apesar do passado glorioso, sinais de declínio começaram a aparecer no final da década de 1990 com fatores que corroeram a saúde financeira da Renaux, como:

  • Abertura do mercado brasileiro;
  • Concorrência estrangeira;
  • Dificuldade de modernização;
  • Problemas administrativos.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Fiação e Tecelagem de Brusque (Sintrafite), a Carlos Renaux já havia dispensado 115 trabalhadores no final de 2011, em uma medida de redução do quadro, mantendo apenas cerca de 200 funcionários na produção.

O advogado responsável pelo processo de recuperação judicial da fábrica, Gilson Sgrott, informou que não havia mais condições financeiras de manter a empresa em funcionamento:

“A partir de segunda-feira, 8, a fábrica encerra as atividades. Isso será informado em juízo, e a justiça determinará o afastamento dos administradores. Eu, como administrador judicial, assumirei a gestão da empresa” – Disse ele na época.

Quando a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux faliu de vez?

Fatalmente, em 15 de julho de 2013, após anos de recuperação judicial e tentativas frustradas de reestruturação, a Justiça decretou oficialmente a falência da empresa, proferida pela juíza Ana Vera Sganzerla Truccolo da Vara Comercial de Brusque.

O impacto foi imediato: centenas de trabalhadores perderam seus empregos, enquanto a comunidade local lamentava a derrocada de uma verdadeira instituição.

De acordo com o portal Brusque Memória, em 2017, seus bens foram adquiridos pelas Lojas Havan, de Brusque.

Conclusão:

O fim da Fábrica de Tecidos Carlos Renaux simbolizou mais do que uma crise econômica: representou a perda de um capítulo essencial da história catarinense.

A memória dos tecelões de Lodz e o legado de 121 anos, no entanto, seguem vivos na identidade de Brusque. Mas, para saber mais sobre essas histórias de falências, retomadas e muito mais, clique aqui*.

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Da falência decretada a nº1 da cozinha: Fábrica de doces e biscoitos escapa do fim após se afundar em SP https://tvfoco.uai.com.br/da-falencia-no1-cozinha-fabrica-de-doces-foge-fim-sp/ Thu, 10 Apr 2025 15:54:22 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2369188 Uma história de resiliência e sabor: Fábrica tradicional, após escapar da falência, transformou-se em um dos maiores nomes do mercado de doces e biscoitos Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a indústria alimentícia cumpre um papel vital não apenas na economia, mas também na cultura e no cotidiano da população. Em São […]

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Uma história de resiliência e sabor: Fábrica tradicional, após escapar da falência, transformou-se em um dos maiores nomes do mercado de doces e biscoitos

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, a indústria alimentícia cumpre um papel vital não apenas na economia, mas também na cultura e no cotidiano da população.

Em São Paulo, o maior polo industrial da América Latina, concentra-se grande parte dessas fábricas, responsáveis por abastecer o mercado interno, gerar empregos e ditar tendências de consumo.

Entre tantas histórias protagonizadas por essas indústrias, uma em especial é a que mais chama a atenção.

Não apenas pela longevidade, mas pela impressionante capacidade de superação, após se afundar em uma crise, no interior de São Paulo.

Estamos falando da Cory, a tradicional fabricante de doces e biscoitos, como as icônicas balas Icekiss e os biscoitos da linha Hipopó.

A mesma se reinventou após enfrentar uma falência devastadora, em uma trajetória marcada por ousadia, crise, renascimento e inovação.

Sendo assim, a partir de informações coletadas do portal G1, publicadas ainda em 2016, trazemos abaixo mais detalhes sobre esse exemplo de resiliência empresarial brasileira.

Balas Icekiss e biscoitos Hipopó, os carros chefes da marca (Foto Reprodução/Montagem/Pinterest/Facebook/Tv Foco)
Balas Icekiss e biscoitos Hipopó, os carros chefes da marca (Foto Reprodução/Montagem/Pinterest/Facebook/Tv Foco)

Fundação: Um início sem forno, mas com coragem

A história da Cory começou em 1968, quando Nelson Nascimento Castro comprou uma padaria em Lins (SP).

O local não tinha sequer um forno. Sendo assim, para começar a vender, ele terceirizava a produção:

“Acontece que a padaria não tinha forno e eu não tinha dinheiro para comprar um” – Contou ele em entrevista ao G1.

Pouco a pouco, o empreendedor investiu em infraestrutura. Usou o forno ocioso para produzir bolos e biscoitos e, em 1971, a padaria virou indústria.

Em 1974, Castro comprou uma fábrica de balas em Ribeirão Preto e, em 1977, unificou as duas unidades no bairro Lagoinha, onde até hoje funciona a sede da Cory.

Uma mania nacional

No início da década de 80, a Cory lançou as balas Icekiss, as quais viraram um verdadeiro fenômeno nacional.

Ela misturava sabor, humor e até mesmo alguns elementos místicos, uma vez que as embalagens vinham com horóscopos, piadas e recados de paquera.

“De repente, a Icekiss agregou um elemento de socialização e se tornou a bala da brincadeira, da paquera, da coleção” – Resumiu ele.

Em 1988, a empresa acertou novamente ao lançar os biscoitos Hipopó, voltados ao público infantil:

A criança consome o recheio e deixa o restante para a mãe. A gente investiu no que realmente interessava: mais recheio e melhor qualidade.

E não parou por aí, em 1990, ele lançou os ovos de Páscoa com brinquedos, os quais consolidaram a Cory como uma das maiores fabricantes de doces do país.

Nelson Castro, fundador e presidente da Cory  (Foto Reprodução/G1)
Nelson Castro, fundador e presidente da Cory (Foto Reprodução/G1)

A queda: o erro fatal e a falência

Em 1991, embalado pelo sucesso, Nelson Castro comprou uma rede varejista com 16 lojas.

Mas, tal decisão foi precipitada, isso porque:

  • A economia desmoronava;
  • O presidente Fernando Collor sofria impeachment;
  • Os prejuízos se multiplicaram.

A fim de tentar conter as perdas, Castro desviou recursos da Cory para sustentar o varejo, mas não deu certo:

“Falência é uma palavra que traz consequências terríveis. Nós perdemos tudo e mais um pouco: equipe, mercado, gôndolas. Só da Icekiss surgiram sete cópias” – Relembra ele.

Em 2003, a empresa entrou com pedido de concordata, mas um acidente com o agente de recuperação nos EUA atrasou os trâmites.

Em fevereiro de 2004, a Justiça decretou a falência da Cory e 1.30 funcionários foram demitidos do dia para a noite.

Além disso, as fábricas fecharam.

De uma falência à nº1 das cozinhas:

Entretanto, como diz a música, “Ele levantou a poeira e deu a volta por cima”. Isso porque, mesmo sem um tostão no bolso, crédito ou garantias, Nelson não desistiu e, da forma que pôde, seguiu em frente, determinado a virar o jogo:

“Existem poucas pessoas no Brasil mais especialistas em crise do que eu” – Brincou ele.

Com a ajuda de 150 ex-funcionários, reabriu a fábrica. Inclusive, eles voltaram sem saber quanto ganhariam, apenas com o compromisso de levantar a empresa do chão.

“Quem estava na reunião da diretoria de manhã podia estar varrendo o chão à tarde. Era isso ou nada. E ninguém reclamava”.

Fornecedores venderam a prazo, clientes apostaram no retorno e a equipe assumiu a missão como causa própria: As pessoas não dão a vida por dinheiro, mas por uma causa. E a Cory era delas.

Em 2006, com a nova lei de falências, a Cory conseguiu a recuperação judicial. Quitou todas as dívidas em dois anos e meio.

A história virou até livro: O Voo do Hipopótamo.

Para Nelson Castro, a crise ensinou mais que o sucesso: “A gente aprende muito mais nos erros. Um eletrocardiograma tem altos e baixos. Linha reta, estável? Você morreu.”

Além de inovar em produtos, a Cory também mudou sua cultura interna:

“Inovação é processo, não só produto. Cada sugestão, cada crítica virou parte do nosso diferencial. Aprendi a valorizar isso”.

Livro - O Voo do Hipopótamo (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Amazon)
Livro – O Voo do Hipopótamo (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Amazon)

Como a Cory se encontra em 2025?

De acordo com os dados da Econodata, a Cory opera atualmente com cerca de 600 a mil funcionários em duas fábricas:

  • Ribeirão Preto (SP);
  • Arceburgo (MG).

Produz cerca de 100 toneladas de balas por dia e milhares de biscoitos e exporta para quatro continentes.

A empresa detém marcas como Icekiss, Hipopó, Lilith, Chita e Cory, com um mix que vai de balas e chicletes a pães de mel e biscoitos recheados.

Entre os mais populares de 2025 estão os biscoitos Hipopó, o pão de mel coberto Cory e os drops azedinhos Chita.

Vale destacar que muitas cozinhas com foco em confecção de bolos usam os seus produtos como insumos, fazendo com que a marca seja considerada nº 1 em preferência e referência de qualidade.

Inclusive, em janeiro de 2025, a Cory firmou parceria com a Santa Helena, fabricante da Paçoquita, para produzir novos doces mastigáveis.

Cory e Pacoquita se uniram para criar novas linhas mastigáveis (Foto Reprodução/Montagem/Instagram/Tv Foco)
Cory e Pacoquita se uniram para criar novas linhas mastigáveis (Foto Reprodução/Montagem/Instagram/Tv Foco)

Também adotou sistemas ERP da TOTVS, digitalizando processos e segurança de dados.

Em 30 de janeiro, marcou presença na ISM Cologne 2025, principal feira de doces do mundo, como símbolo da excelência brasileira.

Conclusão:

A história da Cory é um lembrete de que a crise não precisa ser o fim, e sim um “sacolejo” para conseguir um novo começo.

Com coragem, inovação e confiança nas pessoas, a empresa transformou uma falência em um renascimento.

Atualmente, de volta às cozinhas de todo o Brasil como símbolo de superação, a marca prova que até um hipopótamo pode voar, quando acredita …

Mas, para saber mais informações sobre outra volta triunfal como essa, clique aqui*.

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Adeus sinal e falência decretada: Fim de emissora de TV de Uberlândia, MG, após jogar milhões pela janela https://tvfoco.uai.com.br/falencia-tv-uberlandia-mg-jogar-milhoes-pela-janela/ Tue, 01 Apr 2025 07:00:00 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2362986 Falência e encerramento de operações marcam o destino trágico de uma emissora de TV em crise financeira no Triângulo Mineiro E uma emissora de TV por assinatura via satélite com sede em Uberlândia, Minas Gerais, teve sua falência decretada pela Justiça, ainda no dia 31 de março de 2022, após jogar milhões de dólares pela […]

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Falência e encerramento de operações marcam o destino trágico de uma emissora de TV em crise financeira no Triângulo Mineiro

E uma emissora de TV por assinatura via satélite com sede em Uberlândia, Minas Gerais, teve sua falência decretada pela Justiça, ainda no dia 31 de março de 2022, após jogar milhões de dólares pela janela.

A BluTv encerrou abruptamente suas atividades, deixando milhares de assinantes desamparados, sem acesso aos serviços contratados e sem esclarecimentos sobre a situação ou reembolsos.

Sendo assim, a partir de informações divulgadas pelo portal Na Telinha e Wiki, a equipe especializada em economia do TV Foco traz abaixo todos os desdobramentos desse adeus.

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BluTV em uma campanha publicitária com Lazaro Ramos (Foto: Reprodução/internet)

Ascensão e queda da BluTV

Lançada ainda em 9 de agosto de 2020, a BluTV entrou no mercado brasileiro com a promessa de oferecer TV por assinatura de qualidade a preços acessíveis.

Operando no satélite Eutelsat, a empresa disponibilizava planos a partir de R$ 39,90, com mais de 100 canais, incluindo sinais exclusivos.

Para acessar o serviço, os assinantes precisavam adquirir seu próprio receptor e antena, diferentemente do modelo de comodato adotado por outras operadoras. ​

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Equipamentos da Blu TV (Foto: Reprodução/G1)

Mas, apesar do investimento de US$ 30 milhões e da proposta inovadora, a BluTV enfrentou dificuldades financeiras que culminaram no pedido de recuperação judicial em setembro de 2021.

Sem conseguir reverter a situação, e com esses milhões “jogados pela janela”, a Justiça decretou sua falência em março de 2022.

De acordo com o processo judicial, a BluTV informou que não tinha condições de continuar operando por vários motivos:

  • Inviabilidade das atividades produtivas;
  • Aumento significativo do passivo;
  • Baixos indicadores de liquidez.

Veja a citação abaixo:

 “A empresa não tem condições de continuar realizando atos de comércio, seja pela inviabilidade das atividades produtivas em decorrência do aumento significativo do passivo, seja pelos baixos indicadores de liquidez e aumento do índice de endividamento, seja pelo produto desenvolvido contra o mercado atual”.

No entanto, não foram encontradas declarações extras, porém o espaço segue em aberto.

Sem sinal:

Desde a interrupção dos serviços em 22 de maio de 2022, os assinantes passaram a enfrentar dificuldades para obter esclarecimentos.

O site oficial da BluTV saiu do ar e exibe a mensagem: “Não é possível acessar esse site”, enquanto as redes sociais estavam desatualizadas há meses.

A situação gerou reclamações no Reclame Aqui, onde clientes denunciam cobranças indevidas, falta de serviço prestado e ausência de suporte ou informações sobre reembolsos.

Reclamações do Reclame Aqui contra a Blu Tv  (Foto Reprodução/Site Oficial)
Reclamações do Reclame Aqui contra a Blu Tv (Foto Reprodução/Site Oficial)

Quem ficou no lugar da BluTv?

De acordo com o portal Wiki, ainda em novembro daquele mesmo ano, quando a exclusividade da BluTV acabou, os canais foram negociados com outras operadoras de TV por assinatura, como:

  • Claro TV,
  • Vivo TV,
  • Oi TV.

MAS ATENÇÃO! Atualmente existe uma operadora com o mesmo nome pertencente ao Discovery/Warner, a qual é turca, porém não tem nenhuma relação com a BluTv daqui.

Conclusão:

Em suma, o encerramento das atividades da BluTV evidenciou os desafios enfrentados por novas empresas no competitivo mercado de TV por assinatura.

No entanto, o adeus repentino deixou milhares de clientes insatisfeitos e uma enxurrada de reclamações no site Reclame Aqui.

Mas, se você quer saber mais sobre histórias e falências envolvendo emissoras, clique aqui*

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R$ 9,6 milhões de dívidas e todas as unidades fechadas: O fim de rede de farmácias nº1 após 31 anos em MT https://tvfoco.uai.com.br/r-96-m-de-dividas-falencia-farmacias-no1-31-anos-em-mt/ Fri, 28 Mar 2025 16:37:11 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2361341 Dívidas milionárias e portas fechadas marcaram o fim de uma rede de farmácias após três décadas de atuação na região de Cuiabá, MT Após 31 anos de atuação em Cuiabá, MT, uma tradicional farmácia teve sua falência decretada e encerrou suas atividades, deixando uma lacuna no comércio local e impactando diretamente moradores e clientes fiéis. […]

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Dívidas milionárias e portas fechadas marcaram o fim de uma rede de farmácias após três décadas de atuação na região de Cuiabá, MT

Após 31 anos de atuação em Cuiabá, MT, uma tradicional farmácia teve sua falência decretada e encerrou suas atividades, deixando uma lacuna no comércio local e impactando diretamente moradores e clientes fiéis.

Fundada em 1987, a rede de farmácias Droga Chick consolidou-se como uma das principais empresas do setor farmacêutico da região.

Ao longo de três décadas, expandiu sua presença na capital mato-grossense, operando seis unidades.

No entanto, a partir de 2015, a empresa passou a enfrentar severas dificuldades financeiras, agravadas pela concorrência acirrada e pelos desafios econômicos do setor.​

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Farmácia Droga Chick (Foto Reprodução/Internet)

Sendo assim, a partir de informações obtidas pelo Olhar Jurídico, a equipe especializada em economia do TV Foco traz abaixo todos os fatos que culminaram nesse fim.

Uma tentativa de sobrevivência

Em 11 de setembro de 2015, a Droga Chick ingressou com um pedido de recuperação judicial para evitar a falência.

Na época, o grupo acumulava um passivo de R$ 9,6 milhões e alegava que concorrentes vendiam produtos abaixo do preço de custo, tornando inviável a manutenção das operações.

A recuperação judicial englobava diversas empresas vinculadas à rede, incluindo:

  • Drogaria Droga Chick Ltda;
  • Drogasarah Medicamentos Ltda. EPP;
  • Maxmed Medicamentos e Perfumaria Ltda. EPP;
  • Chick Prime Drogaria Ltda;
  • EPP;
  • C.H.K. Drogaria Ltda.-ME;
  • DJ Drogaria Ltda.-ME.

Apesar dos esforços, a empresa não conseguiu se reerguer e decidiu encerrar de vez as suas atividades.

Em 13 de abril de 2018, a empresa afixou um comunicado nas portas das lojas, anunciando o fechamento definitivo de todas as unidades.

Inclusive, a decisão surpreendeu tanto funcionários quanto clientes.

Quando a falência da Droga Chick foi decretada?

A Primeira Vara Cível Especializada em Recuperação Judicial decretou oficialmente a falência da rede em 9 de maio de 2018.

A juíza Anglizey Sollivan de Oliveira assinou a decisão e também foi responsável pelo processo de recuperação judicial do grupo.

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Farmácia deixou um comunicado na porta, surpreendendo a todos (Foto Reprodução/Internet)

De acordo com os autos, após a homologação do plano de recuperação judicial, as devedoras não conseguiram manter suas operações e, em vez de solicitarem a autofalência, optaram por encerrar as atividades de forma indireta:

“As razões que nos levaram a tal decisão foram exclusivamente de ordem econômica, e apesar dos esforços empreendidos, assim como a solidez conquistada desde a origem, não foram suficientes para afastar a crise econômico-financeira derivada do custo crescente de encargos sem que pudéssemos repassá-los aos preços praticados.”

A decisão judicial determinou o fechamento oficial das seis unidades da Droga Chick, e a administração dos bens da empresa passou a ser responsabilidade de um interventor judicial.

A Justiça determinou a comunicação ao Registro Público de Empresas (JUCEMAT) para a anotação da falência no cadastro dos devedores.

Além disso, avaliaram e venderam os bens da empresa conforme as regras previstas na Lei n.º 11.101/2005, priorizando o pagamento dos credores.

Atualmente, outros estabelecimentos comerciais ocupam os endereços das antigas farmácias, incluindo redes concorrentes e lojas de conveniência.​

Ao procurar declarações extras oficiais da rede, elas não foram encontradas.

No entanto, quando se busca pelo seu nome, a mesma já consta como permanentemente fechada, conforme podem ver na imagem abaixo:

Conclusão

Em suma, a Droga Chick, farmácia tradicional de Cuiabá, MT, encerrou suas atividades após 31 anos de operação, devido a dificuldades financeiras agravadas pela concorrência e desafios econômicos.

A empresa, fundada em 1987, e tentou se recuperar judicialmente em 2015.

Porém, não conseguiu evitar a falência, oficialmente decretada em 2018.

Por fim, as unidades da farmácia foram substituídas por outros comércios.

Mas, para saber mais casos de falências como esse, clique aqui*

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Falência e dívida de R$ 184 milhões: Supermercado nº1, tão popular quanto Assaí, tem fim histórico e abala clientes https://tvfoco.uai.com.br/falencia-supermercado-no1-assai-abala-clientes-fim/ Wed, 12 Mar 2025 09:00:00 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2350374 Crise e dívidas de R$ 184 milhões marcam a falência de supermercado nº1, rival icônico do Assaí, deixando impacto profundo nos consumidores No ano de 2014, a Justiça de Mato Grosso decretou a falência de um dos supermercados mais populares da região, visto como nº1 e tão popular quanto o Assaí. Esse feito marcou o […]

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Crise e dívidas de R$ 184 milhões marcam a falência de supermercado nº1, rival icônico do Assaí, deixando impacto profundo nos consumidores

No ano de 2014, a Justiça de Mato Grosso decretou a falência de um dos supermercados mais populares da região, visto como nº1 e tão popular quanto o Assaí.

Esse feito marcou o fim histórico da rede, a qual abalou milhares de clientes e fornecedores.

Trata-se do Grupo Modelo, um dos maiores e mais populares supermercados do estado, conhecido por sua presença marcante no mercado varejista local.

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Grupo Modelo (Foto: Reprodução / Internet)

A decisão, proferida pelo juiz Flávio Miraglia Fernandes, foi tomada após pedido do Grupo Modelo, credores e até do Banco Safra, que tentou, sem sucessos.

Sendo assim, a partir de informações do portal TMA Brasil, a equipe especializada em economia do TV Foco, relembra a falência e os desdobramentos dessa decisão.

Afundado em dívidas:

Em suma, com uma dívida total que já atingia a casa dos R$ 315 milhões, na época, entre subsídios com credores e funcionários, a falência foi considerada sucedida.

O magistrado, em sua decisão, destacou que a situação do Grupo Modelo era “caótica”, sem condições de continuar suas atividades:

“Desprovidos de qualquer capital de giro e acumulando um passivo que atinge aproximadamente R$ 315 milhões, o grupo se encontra em estado de insolvência” -Afirmou o juiz, fundamentando a decretação da falência.

No entanto, o termo legal para a falência foi retrocedido para 20 de outubro de 2010, data do primeiro protesto por falta de pagamento.

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Grupo Modelo teve sua falência decretada em 2014 (Foto: Reprodução / Internet)

Do auge à queda:

Dos anos 2000 a 2010, o Grupo Modelo se destacou no mercado mato-grossense, sendo uma das maiores redes de supermercados da região, com forte presença em Cuiabá e em outras cidades do estado.

  • Com um modelo de negócios que mesclava atacado e varejo, o Grupo Modelo se tornou uma alternativa popular, semelhante ao Assaí, oferecendo preços baixos e variedade de produtos.
  • Assim, o grupo atraiu muitos consumidores, consolidando sua estratégia no mercado regional.
  • Por fim, a rede contava com cerca de 14 unidades entre hipermercados, supermercados e atacarejos.

Além disso, o Grupo possuía sua própria empresa de distribuição, a ABS Logística, localizada no Distrito Industrial de Cuiabá.

Ele ainda mantinha farmácias e restaurantes em algumas de suas unidades, como o HiperModelo no Pantanal Shopping e Miguel Sutil.

O declínio financeiro e o fechamento das lojas

Apesar do seu sucesso inicial, nada conseguiu impedir o declínio financeiro que culminou no encerramento das lojas.

  • Em janeiro de 2013, o Grupo Modelo iniciou o fechamento de suas unidades, processo que se estendeu até 2014.
  • A rede fechou as portas de suas últimas três lojas no dia 29 de agosto de 2014, momento em que entrou com pedido de autofalência na Vara Especializada de Falência, Recuperação Judicial e Cartas Precatórias de Cuiabá.
Portas fechadas do Supermercado Modelo (Foto Reprodução/Midia News)
Portas fechadas do Supermercado Modelo (Foto Reprodução/Midia News)
  • O Grupo Modelo encerrou suas atividades após mais de 30 anos no mercado, com uma dívida acumulada ainda em R$ 184 milhões.

Tentativas de recuperação:

Após o fechamento das lojas, o Grupo Modelo iniciou um longo processo de disputas judiciais, tentando saldar as dívidas e liquidar ativos.

Embora o Banco Safra tenha insistido na recuperação judicial até 2013, em 2014, a situação do grupo já era irreversível.

A empresa pediu autofalência, acompanhada pela penhora de bens, e envolveu dificuldades contínuas para pagar seus credores.

Qual foi o último desdobramento da falência do Grupo Modelo?

Em 2024, mais de uma década após o encerramento das atividades, o Grupo Modelo ainda lidava com desdobramentos financeiros.

A juíza Anglizey Solivan de Oliveira, em uma decisão recente, autorizou a penhora de cinco caminhões Mercedes-Benz e um Volkswagen Fox 2006, com o intuito de saldar uma das dívidas pendentes no valor de R$ 2 milhões.

O Banco Master recebeu os veículos, responsáveis ​​pelo crédito não pago, e agora eles fazem parte do processo de liquidação.

MAS ATENÇÃO! Embora existam outras redes de supermercado com esse nome “Modelo”, as mesmas não tem nenhuma relação com o Grupo ou com o ocorrido.

Conclusões:

A Justiça de Mato Grosso decretou a falência do Grupo Modelo, uma das maiores redes de supermercados da região, com dívida total de R$ 315 milhões.

O grupo, popular por sua mistura de atacado e varejo, fechou suas últimas lojas em 2014 após anos de dificuldades financeiras.

Mesmo após o fechamento, as disputas judiciais e penhoras de bens refletem os efeitos da falência do grupo.

Mas, para saber mais informações sobre outras falências, clique aqui*.

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2M em dívidas e lojas fechadas: Rede de supermercado, tão popular quanto a Oxxo, tem falência decretada https://tvfoco.uai.com.br/rede-supermercado-popular-feito-oxxo-falencia-decretada/ Tue, 25 Feb 2025 11:20:00 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2342204 Fim de uma era chega com a falência decretada de uma rede de supermercados, tão popular quanto o OXXO, o qual era referência na Zona Oeste de Santa Catarina No último dia 20 de fevereiro de 2025, uma rede de supermercados, tão popular quanto o OXXO, uma vez que funcionada como mercado de bairro, teve […]

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No último dia 20 de fevereiro de 2025, uma rede de supermercados, tão popular quanto o OXXO, uma vez que funcionada como mercado de bairro, teve sua falência decretada pela Justiça.

Em síntese, os administradores da empresa solicitaram a autofalência, alegando insuficiência financeira para honrar dívidas que ultrapassam R$ 2 milhões.

A juíza Aline Mendes de Godoy, da Vara Regional de Falências e Recuperações Judiciais e Extrajudiciais da Comarca de Concórdia, em Santa Catarina, publicou a decisão.

Sendo assim, a partir de informações coletadas pelo documento oficial de decretação da falência, bem como detalhes expostos na NSC, a equipe especializada em economia do TV Foco traz todos os detalhes do ocorrido e os motivos que levaram a rede a quebrar.

Rede de Supermercado Acácia pede pela autofalência (Foto Reprodução/Internet)
Rede de Supermercado Acácia pede pela autofalência (Foto Reprodução/Internet)

Ascensão e queda

A Acácia, fundada em 2019 em São Miguel do Oeste, chegou a ter um momento de expansão quando levou suas operações para as cidades de Descanso e Iporã do Oeste, consolidando-se como uma das principais redes de supermercados da região Oeste de Santa Catarina.

No entanto, as lojas foram fechadas há mais de um ano, e as atividades da empresa já estavam paralisadas desde então:

  • Segundo documentos oficiais apresentados à Justiça, a rede acumulou dívidas significativas com bancos, principalmente para capital de giro e compra de mercadorias.
  • Além disso, a empresa atribuiu parte de suas dificuldades à pandemia de Covid-19, que afetou drasticamente o setor supermercadista.

Isso porque apesar de ser considerada uma atividade essencial, a Acácia passou por alguns processos desfavoráveis, como:

  • Imposição de restrição de horários;
  • Escassez de mão de obra;
  • Por fim, a dificuldades no abastecimento de produtos;

Acredita-se que esses fatores podem ter afastado os clientes e agravado a crise financeira.

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Com a falência da rede Acácia, alguns bens foram leiloados para pagamento de dívidas (Foto: Montagem/ TVFoco)

Leilão:

Com a decretação da falência, a juíza nomeou um leiloeiro para avaliar e vender os bens da empresa.

Os valores arrecadados serão destinados ao pagamento das dívidas, conforme previsto em processos dessa natureza.

Impactos da falência da rede Acácia na região

A rede Acácia era conhecida por sua proximidade com os moradores, funcionando como um ponto de referência para compras do dia a dia em bairros das cidades onde atuava.

Conforme mencionamos no início do texto, sua popularidade era comparável à do OXXO, rede de lojas de conveniência amplamente difundida no Brasil.

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A rede acácia é comparada com o OXXO por funcionar como mercado de bairro (Foto: Reprodução / Internet)

Assim, o fechamento das lojas deixou um vácuo no comércio local, afetando não apenas os consumidores, mas também fornecedores e funcionários.

Até o momento, não houve manifestações públicas significativas de clientes ou ex-funcionários em relação ao fechamento da rede.

No entanto, o espaço permanece aberto caso ela queira expor a sua versão dos fatos.

Quais direitos os trabalhadores têm quando uma empresa entra em falência?

Quando uma empresa declara falência, seus empregados têm direito a receber os mesmos benefícios de uma demissão sem justa causa, incluindo:

  • Salários atrasados;
  • Férias vencidas e proporcionais com acréscimo de 1/3;
  • 13º salário;
  • FGTS;
  • Aviso prévio;
  • Multa rescisória de 40%;
  • Seguro-desemprego.

Considerações finais:

Em suma, a rede de supermercados Acácia, popular no Oeste de Santa Catarina, teve sua falência decretada em 13 de fevereiro de 2024, após acumular dívidas de R$ 2 milhões e fechar lojas em três cidades.

A empresa atribuiu a crise à pandemia de Covid-19 e a dificuldades financeiras.

Por fim, a Justiça autorizou a venda de bens para quitar as dívidas, marcando o fim de uma rede que era referência para os moradores da região.

Mas, para saber mais casos de falências e situações de crise, clique aqui*.

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Falência de supermercado nº1 acaba de ser decretada em janeiro de 2025 e gigante tem todos os bens congelados https://tvfoco.uai.com.br/supermercado-no1-falencia-decretada-bens-congelados/ Fri, 24 Jan 2025 11:45:00 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2325604 Falência decretada: TJ investiga fraudes em supermercado gigante e decisão evidencia suspeitas de fraudes e desdobramentos significativos nesse cenário A 2ª Vara Cível de Primavera do Leste (236 km de Cuiabá) decretou, no dia 9 de janeiro de 2025, a falência de um dos supermercados mais populares da região. Trata-se do Supermercado São João, considerado […]

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Falência decretada: TJ investiga fraudes em supermercado gigante e decisão evidencia suspeitas de fraudes e desdobramentos significativos nesse cenário

A 2ª Vara Cível de Primavera do Leste (236 km de Cuiabá) decretou, no dia 9 de janeiro de 2025, a falência de um dos supermercados mais populares da região.

Trata-se do Supermercado São João, considerado o nº1 por milhares de clientes. A decisão foi publicada no Diário da Justiça, notificando os credores sobre o encerramento das atividades da empresa.

Diante disso, e com base nas informações oficiais, bem como nos detalhes apurados pela Folha Max, a equipe especializada em economia traz hoje o parâmetro completo dessa situação e suas consequências.

Supermercado tradicional tem falência decretada após irregularidades apontadas (Foto Reprodução/Internet)

Entenda o caso:

O Supermercado São João operava sob a razão social Supermercado Santo Antônio Ltda. e já estava em processo de recuperação judicial desde 2013:

  • Durante esse período, surgiram suspeitas de fraudes, incluindo transferências de valores não autorizadas pelos proprietários e pelo administrador judicial, responsável por auxiliar o Poder Judiciário nesses processos.
  • O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) informou que o administrador judicial informou a venda de bens do grupo para pagamento de dívidas por valores que representavam apenas metade do valor real do negócio.

Mais descobertas:

Apesar das declarações do MPMT, o Poder Judiciário manteve o administrador judicial, argumentando que não havia acusações de irregularidades em suas atividades.

Contudo, a criação da empresa Atacado Guaíra pelos proprietários do Supermercado São João foi considerada um fator decisivo …

Em outra empresa do grupo, a EPA, as despesas eram pagas via cartões de crédito e débito e não ingressavam nas caixas dessas empresas, mas sim na conta da Distribuidora Prima Quali, a qual operava sob o nome fantasia de Atacado Guaíra.

Ministério Público do Mato Grosso (Foto Reprodução/Site oficial)
Ministério Público do Mato Grosso (Foto Reprodução/Site oficial)

No entanto, essa prática teria comprometido a transparência financeira do grupo em recuperação judicial e contribuição.

Qual foi o desfecho da situação do Supermercado São João e o que a rede declarou?

Com uma decisão judicial, os bens do Supermercado São João foram congelados e não poderão ser vendidos sem autorização da Justiça.

Além disso, todos os processos individuais de cobrança contra a empresa ficam suspensos, enquanto se inicia o procedimento de formação da massa falida, priorizando o pagamento dos trabalhadores e tributos federais, conforme determina a legislação vigente.

Até o momento, a empresa não se manifestou publicamente sobre a falência e as explicações nos autos do processo, porém, o espaço permanece aberto.

No entanto, os credores foram notificados e deverão seguir as diretrizes condicionais da Justiça para habilitação de seus créditos.

Justiça determinou 30 dias para o estabelecimento resolver (Foto: Reprodução/Internet)
A Justiça ordenou o congelamento dos bens do Supermercado São João (Foto: Reprodução/Internet)

O que acontece com os funcionários quando uma empresa tem os bens congelados?

De acordo com o portal do VLV Advogados, quando uma empresa tem os bens congelados, o bloqueio judicial pode impedir o pagamento de funcionários, mas existem algumas exceções:

  • O bloqueio pode ser parcial, permitindo o pagamento de funcionários e o funcionamento da empresa.
  • O bloqueio pode atingir outros recursos da empresa.

Exceções:

  • O artigo 833 do Código de Processo Civil (CPC) impede a penhora de valores relativos a salários, pensões e outros rendimentos necessários para o sustento do devedor e sua família.
  • A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa não afetará os contratos de trabalho dos empregados.

O que fazer?

Sendo assim, caso você tenha algumas alternativas como:

  • Primeiramente, procure de imediato um advogado para obter orientação legal.
  • Negociar com o credor para evitar ou suspender o bloqueio.
  • Apresentar defesa caso haja irregularidades no processo.
  • Por fim, reorganize as finanças.

Considerações finais:

Em suma, o Supermercado São João, um dos maiores da região, teve sua falência decretada após investigações revelarem suspeitas de fraudes, como desvio de valores e manipulação de dados contábeis.

No entanto, a decisão judicial que congelou os bens da empresa impactou diretamente os funcionários e credores.

Até o momento, não houve declarações oficiais sobre o ocorrido. Mas, para saber mais informações sobre casos de falência como esse, clique aqui*.

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Calote de R$1M: Gigante n°1 do país tem falência decretada e deixa clientes sem chão ao apontar culpado https://tvfoco.uai.com.br/gigante-n1-deixa-pais-sem-chao-por-culpado-falencia/ Mon, 20 Jan 2025 13:20:00 +0000 https://www.otvfoco.com.br/?p=2323329 Gigante nº1 do setor de turismo acaba de anunciar o fim das suas atividades, após ter falência decretada e aponta verdadeiro culpado pelas dificuldades financeiras Uma gigante do setor de turismo acaba de ter a sua falência decretada após uma série de adversidades que abalaram sua estrutura financeira. A decisão foi tomada pela 4ª Vara […]

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Gigante nº1 do setor de turismo acaba de anunciar o fim das suas atividades, após ter falência decretada e aponta verdadeiro culpado pelas dificuldades financeiras

Uma gigante do setor de turismo acaba de ter a sua falência decretada após uma série de adversidades que abalaram sua estrutura financeira.

A decisão foi tomada pela 4ª Vara Cível de Rondonópolis (216 km de Cuiabá), a qual determinou o fechamento da empresa e a suspensão de processos individuais de cobrança.

Estamos falando da Planejartur Agenciamento de Viagens, fundada em 2016 e responsável por fortalecer o turismo e facilitar viagens a milhares de brasileiros e residentes da região em que atuava.

Sendo assim, a partir de informações do portal Folha Max, a equipe especializada em economia do TV Foco traz mais detalhes da situação e os impactos no segmento.

Planejartur (Foto Reprodução/Internet)

Um golpe fatal

De acordo com o portal mencionado, essa falência foi um golpe fatal para uma organização que, no auge, chegou a faturar R$ 1,6 milhão por mês.

Isso porque, apesar da sua importância, ela acabou encerrando suas atividades com um calote/dívida superior a R$ 1 milhão, por conta de contratos não honrados.

  • Vale dizer que a mesma chegou a operar sob o nome de Planejar Viagens e Turismo e obteve um crescimento específico nos primeiros anos de operação.
  • A empresa expandiu sua atuação para diversas cidades do interior de Mato Grosso, com filiais em Campo Verde (134 km de Cuiabá) e no Shopping Estação Cuiabá. Em novembro de 2019, a empresa atingiu seu pico de faturamento.
Imagens das unidades da Planejatur (Foto Reprodução/Montagem/Olhar Jurídico)

A crise e a lista de culpados

Infelizmente, a crise começou a se instalar a partir de uma sequência de eventos inesperados. Nos autos, a empresa listou uma série de culpados, o que deixou milhares de clientes sem chão.

  • O principal fator apontado foi a falência da companhia aérea Avianca, em 2020, que deixou a Planejartur com 140 voos vendidos e eventualmente cancelados; para saber mais sobre a falência da Avianca, clique aqui.*
  • Além disso, o impacto devastador da pandemia de Covid-19 no setor de turismo trouxe um cenário financeiro cada vez mais insustentável.
  • Por fim, o não cumprimento de contratos e a perda de confiança por parte de clientes e fornecedores agravaram ainda mais a situação.
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Avianca Brasil teve sua falência decretada em 2020 (Foto Reprodução/Internet)

Recuperação judicial

Ainda em agosto de 2023, diante da gravidade da situação, os donos da Planejartur solicitaram uma recuperação judicial, buscando uma reorganização financeira.

No entanto, o plano não teve sucesso, já que a empresa não conseguiu retomar as suas operações.

Como resultado, em janeiro de 2024, o juiz Renan Carlos Leão, responsável pelo caso, decretou a falência ao afirmar que “não existe atividade empresarial, não há o que se recupere, ficando clara a inviabilidade do soerguimento”.

A partir desse momento, a falência foi oficializada e a organização parou de comercializar seus serviços.

Qual é a prioridade da Planejatur após a falência decretada?

Agora, a prioridade é o pagamento das dívidas dos trabalhadores e tributos federais, em conformidade com as regras previstas para casos de falência.

O fim da Planejartur marca o encerramento de uma trajetória de crescimento que não resistiu às tempestades do mercado e aos desafios imprevistos.

Não foram encontradas manifestações extras por parte da empresa sobre a falência, porém, o espaço permanece em aberto se assim desejar.

Quais são os direitos dos trabalhadores em caso de falência de empresas?

Em caso de falência, o trabalhador tem direito de receber os mesmos benefícios que teria em uma demissão sem justa causa, como salários atrasados, férias vencidas e proporcionais com acréscimo de 1/3, décimo terceiro salário, FGTS, aviso prévio, multa de 40% e seguro-desemprego, conforme o portal Meu Tudo.

Conclusão:

A Planejartur, uma importante agência de viagens, teve sua falência decretada após uma série de crises.

A mesma listou uma série de causas, incluindo a falência da Avianca, a pandemia de Covid-19 e o não cumprimento de contratos.

A empresa, que chegou a faturar R$ 1,6 milhão por mês,  deixou dívidas superiores a R$ 1 milhão.

Mas, para saber mais sobre essas histórias de falências, retomadas e muito mais, clique aqui*.

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