Taís Araújo comemora marco único na carreira e desabafa sobre sua história: "época bárbara, violenta"
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Tais Araujo estará no elenco de Amar de Mãe na Globo (Foto: Reprodução/Instagram/Lucas Mennezes)
A atriz global Taís Araújo (Foto: Fernando Tomaz)
Taís Araújo fala sobre marco na carreira
A grande atriz Taís Araújo vivenciou um marco da história da dramaturgia brasileira, sendo a primeira atriz negra ao interpretar uma protagonista da novela das oito da rede Globo de televisão, durante a novela de Manuel Carlos, Viver a Vida, quando a atriz deu vida à Helena, há cerca de dez anos atrás, no dia 14 de setembro do ano de 2009. A data, contudo, foi comemorada pela atriz, que em entrevista deu um desabafo sobre sua vivência e a representatividade negra no mundo artístico.
Durante a entrevista, em que Taís Araújo concedia a E+, a atriz concluiu que houve uma melhora quando se fala em representatividade negra em novelas, segundo a artista, que fez comparações com o cenário que vivenviou à dez anos atrás. “Acho que a gente teve melhorias, sim. Na verdade, é uma coisa muito simples de você observar o panorama. É o crescimento da quantidade de atores negros nas novelas 10 anos atrás e agora. O número aumentou consideravelmente”, observou a artista.
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Thaís Araújo também aproveita o espaço para falar sobre a importância de debater o assunto, muitas vezes sendo esquecido ou deixado de lado. “Uma ingenuidade de que ‘não precisa tocar nesse assunto’. E não. Precisa-se sim, tocar nesse assunto, falar nesse assunto. A gente não pode deixar os assuntos serem ignorados enquanto tem coisas a se resolver.”, comentou.
Taís Araujo usa colares e pulseiras com diamantes no PopStar (Foto: Reprodução)
Taís Araújo também ressaltou a mudança em papéis, segundo a atriz, os atores negros muitas vezes só conseguiam espaço no meio em papéis em novelas de época ou de pouco espaço e importância, ressaltando a importância, também, de refletir sobre essas questões. “Quando você fala de um motorista, empregada doméstica, na verdade, não é da profissão que está se falando, está se falando da importância dramaturgia da personagem dentro daquela obra”, comentou a atriz. “Isso realmente era um déficit gigantesco, os personagens estavam lá só para constar, não tinham história, não tinham humanidade. Então, se a gente for contabilizar isso hoje, aumentou e melhorou muito, em número e em qualidade”, completou.
Thaís Araújo também aproveita o espaço para falar sobre a importância de debater o assunto, muitas vezes sendo esquecido ou deixado de lado. “Uma ingenuidade de que ‘não precisa tocar nesse assunto’. E não. Precisa-se sim, tocar nesse assunto, falar nesse assunto. A gente não pode deixar os assuntos serem ignorados enquanto tem coisas a se resolver.”, comentou.
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Se estendendo um pouco sobre a história do país, Taís Araújo observa. “Vamos olhar para o Brasil de maneira madura, entender que sociedade é essa e como ela foi realmente construída. Não dá para você ficar glamourizando a época colonial do Brasil. Não há glamour nessa época. Foi uma época bárbara, violenta, horrorosa”, disse a atriz, que comentou que atualmente, o país está num processo de mudança.