Ônibus, metrô e CPTM: Tarcísio e Nunes se unem e preparam aumento no transporte público de SP

Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes analisam aumento do metrô, CPTM e ônibus em São Paulo pela inflação no próximo ano

19/12/2025 às 09:00 · Tempo de leitura: 4 minutos

Tarcísio de Freitas, metrô e Ricardo Nunes (Fotos: Reproduções / Globo / Canva)

Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes analisam aumento do transporte público pela inflação

Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes já articulam, em conjunto, um reajuste nas tarifas do transporte público a partir de 2026. Nesta quinta-feira, 18, o governador informou que pretende corrigir os preços das passagens de metrô e trens da CPTM pela inflação.

Em evento no Palácio das Bandeirantes, Tarcísio de Freitas revelou que a decisão ainda está em estudo, mas deixou claro que a tendência é elevar a tarifa atual.

De acordo com o governador, a polícia adotada pelo governo nos últimos anos tem sido usar a inflação como referência para os reajustes.

“É uma coisa que a gente vai estudar e discutir. A linha que a gente vai adotar e adotamos nos anos passados foi a de considerar a inflação do período como o grande indexador da tarifa para manter a sustentabilidade financeira do sistema”, disse Tarcísio.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 4,46%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE.

Apenas em 2025, o índice já soma 3,99%. Caso esse percentual seja repassado integralmente, o valor das passagens deve subir no início de 2026.

Mesmo reajuste

Em seguida, Tarcísio de Freitas ressaltou que, ainda que o aumento siga apelas a inflação, o Estado continuará bancando parte expressiva do custo do transporte público.

De acordo com Tarcísio, o governo paulista precisa destinar cerca de R$ 5 bilhões por ano em subsídios para manter o sistema metropolitano funcionando.

“Para manter um nível de aporte. E mesmo fazendo isso, você manter um aporte alto. Vamos supor que a gente repassasse a inflação do período este ano para a tarifa. Ainda assim você teria que trabalhar com R$ 5 bilhões se subsídio para manter o transporte”, afirmou o governador.

Esse dinheiro é repassado às empresas que operam metrô, trem e demais modalidades em São Paulo para compensar os custos operacionais que não são cobertos pela arrecadação de passagem, segundo o G1.

Decisão conjunta

Tarcísio de Freitas reforçou que realizará o reajuste ao lado de Ricardo Nunes, pois Estado e Município devem alinhar a definição sobre metrô, CPTM e ônibus.

“Essa é uma discussão que a gente está tendo. Não tem nada definido ainda, mas nós vamos sentar com a Prefeitura [de SP] para discutir”, declarou o governador.

Por fim, Ricardo Nunes já sinalizou que aguarda a posição do governo estadual para definir se haverá aumento no valor das passagens dos ônibus municipais.

“Acho que a gente vai trabalhar bastante é para que não tenha aumento real. O ideal é manter congelado a tarifa. Se a gente não conseguir, que a gente não passe da inflação. Mas isso vai depender dos estudos que eles [SPTrans] vão estar me trazendo para a gente poder decidir [sobre o aumento]”, disse Ricardo Nunes.

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