Tarcísio anuncia a liberação de R$15B e confirma a construção de uma nova linha do metrô com 15,3km no coração de São Paulo
A liberação de R$ 15 bilhões para a Linha 6 Laranja do Metrô marcou um dos anúncios mais relevantes da mobilidade urbana paulista nos últimos anos. O governador Tarcísio de Freitas confirmou o investimento e reforçou o papel estratégico da nova linha no coração de São Paulo.
A obra vai ligar a Brasilândia à estação São Joaquim, no centro, com 15,3 km de extensão. O projeto pretende encurtar trajetos históricos e reduzir a pressão sobre ônibus e vias congestionadas.

Atualmente, moradores da zona norte enfrentam deslocamentos que ultrapassam 1 hora e 30 minutos até a região central. Com a nova linha, o tempo de viagem deve cair para cerca de 23 minutos. Além disso, o governo projetou atendimento diário superior a 630 mil passageiros.
Por isso, a gestão estadual apresentou o investimento como essencial para devolver tempo e qualidade de vida à população.
Com isso, a Linha 6 Laranja nasce como uma das maiores obras de infraestrutura em execução no país.
Qual é o investimento na nova linha de metrô?
O projeto funciona por meio de uma Parceria Público Privada, que reúne o Governo de São Paulo e a concessionária Linha Universidade. A empresa espanhola Acciona executa as obras civis e os sistemas. Segundo o governo, os recursos envolvem capital público e privado, somando mais de R$ 15 bilhões ao longo do contrato. Dessa forma, o estado ampliou a capacidade de investimento sem comprometer o equilíbrio fiscal.
Em julho de 2025, o governo entregou o primeiro trem que vai operar na linha. A cerimônia ocorreu no pátio Morro Grande, na zona norte da capital.
Na ocasião, Tarcísio afirmou que “a Linha 6 vai mudar a lógica de deslocamento de quem sempre gastou horas para atravessar a cidade”. O trem possui seis carros, estrutura em aço inox e capacidade para 2.044 passageiros.
As obras avançaram de forma consistente nos últimos meses. As equipes concluíram escavações de túneis e promoveram encontros subterrâneos entre estações.
A primeira etapa, entre Brasilândia e Perdizes, deve iniciar operação em 2026. Já o trecho completo até São Joaquim tem previsão de entrega em 2027, segundo o cronograma oficial.
Detalhes da Linha 6
A Linha 6 contará com 15 estações, todas subterrâneas. Algumas vão ultrapassar 60 metros de profundidade, o que exige soluções complexas de engenharia. Estações como Itaberaba Hospital Vila Penteado figuram entre as mais profundas do sistema metroviário paulista.
Mesmo assim, o governo garantiu que os prazos seguem sob controle.
O impacto urbano vai além da mobilidade. A linha vai atender polos educacionais, hospitais e centros comerciais importantes. A integração com as linhas 1 Azul e 4 Amarela deve redistribuir fluxos e aliviar corredores sobrecarregados.
Além disso, a obra já gerou mais de 10 mil empregos diretos e indiretos, aquecendo a economia local.
Por fim, a gestão estadual avalia a Linha 6 como um divisor de águas no transporte público da capital. O projeto amplia a malha metroviária e reduz desigualdades históricas de acesso.
Assim, o governo aposta que o investimento vai transformar a rotina de milhares de paulistanos e reposicionar São Paulo em mobilidade urbana.
