Tarcísio aciona Alesp e propõe reajuste de 10% no salário a esses trabalhadores de SP

Tarcísio de Freitas e ilustração salário mínimo (Foto: Montagem TV Foco / Globo / Canva)
Tarcísio de Freitas propõe reajuste de 10% no salário mínimo para policiais militares e civis em 2026
Nesta quinta-feira (18), o governador Tarcísio de Freitas enviou à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) dois projetos que podem mexer diretamente com o salário mínimo de alguns trabalhadores.
Um dos projetos prevê o reajuste de 10% no salário mínimo para policiais militares e civis em 2026 e o outro propõe uma ampla reformulação no plano de carreira da Polícia Civil.
De acordo com informações do G1, a iniciativa surge em meio a um cenário de pressão crescente por parte das categorias.
As categorias cobram o estado por valorização profissional, mais diálogo e transparência nas decisões do governo.
Projetos de lei
Os projetos fazem parte de uma atualização da chamada lei orgânica das políticas, que vão desde a estrutura de cargos e atribuições até regras de promoção, ingresso e disciplina.
De acordo com estimativas oficiais, se aprovado, o reajuste terá impacto de cerca de R$ 1.02 bilhão no orçamento estadual, podendo ultrapassar R$ 1,75 bilhão nos dois anos seguintes.
Mesmo assim, o governo afirma que o aumento é sustentável e não compromete as contas públicas.
Desse modo, se aprovado, o benefício deve alcançar aproximadamente 198 mil servidores, incluindo ativos e aposentados.
Projeto envolvendo Polícia Civil
No caso da Polícia Civil, a proposta de reestruturação estabelece critérios mais rigorosos para progressão na carreira.
De acordo com a proposta, para subir de classe, o polícias precisará cumprir exigências como:
- Tempo mínimo de seis anos na função
- Bom desempenho em avaliações
- Participação em cursos de aperfeiçoamento
- Histórico disciplinar sem punições recentes
Discussão não é recente
No entanto, a discussão sobra a modernização da Polícia Civil não é recente. O tema ganhou força após a criação de diretrizes nacionais para as corporações.
A norma evidenciou a defasagem da legislação paulista, em vigor desde a década de 1970. Desse modo, o governo criou um grupo de trabalho para atualizar as normas.
Porém, o processo está longe de ser consensual. Representantes da categoria apontam falhas na condução das negociações e criticam a falta de acesso ao conteúdo completo da proposta.
Além disso, existem divergências internas, especialmente entre delegados, sobre o modelo ideal da carreira.
Carta aberta de policiais civis
A proximidade das eleições também impõe desafios. De acordo com a legislação, medidas que geram impacto financeiro para servidores públicos não podem produzir efeitos nos 180 dias anteriores ao pleito.
Desse modo, policiais civis e delegados intensificaram a mobilização. Uma carta aberta cobre protagonismo das lideranças da instituição e reforça demandas como recomposição salarial.
Por fim, o desfecho depende da tramitação na Alesp.