
Tarcísio de Freitas, notas de Real e ilustração salário (Fotos: Reproduções / Globo / Canva)
O governador Tarcísio de Freitas sancionou, em 2025, o novo salário mínimo paulista no valor de R$1.804. O aumento representou reajuste de 10% em relação ao piso anterior e passou a valer a partir de 1º de julho.
De acordo com o governo estadual, o reajuste garantiu ganho real acima da inflação e buscou preservar o poder de compra dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, a gestão afirmou que manteve equilíbrio fiscal durante a definição do novo piso.
Ainda no primeiro semestre de 2025, o Palácio dos Bandeirantes encaminhou o projeto à Assembleia Legislativa de São Paulo. Após análise nas comissões e votação em plenário, os deputados aprovaram o texto sem alterações.
Com a sanção, o piso estadual continuou servindo como referência para categorias que não possuem convenção coletiva específica.
Atualmente, o salário mínimo estadual segue superior ao valor nacional e atende milhares de trabalhadores sem piso definido por negociação sindical.
Esse patamar mais elevado reflete também o custo de vida maior em São Paulo. Mesmo assim, representantes sindicais continuam defendendo novos reajustes nos próximos anos para manter o ganho real.
Com o valor vigente, as discussões agora se concentram na possibilidade de atualização ao longo de 2026. Até o momento, o governo paulista ainda não apresentou proposta oficial de mudança.
Economistas apontam que fatores como inflação, crescimento econômico e arrecadação estadual terão peso direto na decisão.
Enquanto isso, o governo federal definiu o salário mínimo nacional de R$1.621 para 2026. Esse valor estabelece o piso obrigatório no país.
Por esse motivo, São Paulo não pode fixar remuneração inferior ao mínimo nacional. Historicamente, o estado mantém diferença positiva em relação ao valor federal.
Especialistas avaliam que um novo reajuste deve ser discutido ainda no primeiro semestre de 2026, caso o governo repita o calendário adotado no ano anterior.
Mesmo assim, o anúncio oficial depende do cenário econômico e das contas públicas. Se houver espaço fiscal, a tendência é manter a política de valorização acima da inflação.
Enquanto isso, trabalhadores e sindicatos aguardam definição sobre o percentual que poderá elevar novamente o salário mínimo paulista nos próximos meses.