Tebet ciente: Lei trabalhista é armada com 3 dias de folga por semana para salvar CLTs em 2025

Este ano passou a ser discutido uma possível revisão na CLT. Simone Tebet já está por dentro das mudanças.

21/02/2025 às 19:15 · Tempo de leitura: 4 minutos

Escala de trabalho CLT (Foto: Reprodução)

Pesquisa apontou que dar mais tempo de descanso ajuda no rendimento do serviço, além de garantir bem-estar dos trabalhadores

Simone Tebet, a atual ministra do Orçamento, já está por dentro das mudanças em torno do mercado de trabalho. Este ano, inclusive, passou a ser discutido uma possível revisão na CLT.

A deputada federal Erika Hilton, do PSol, colocou em pauta o fim da escala 6×1. O assunto segue em discussão no Congresso, mas ainda sem previsão de entrar em vigor, de fato, nas empresas nacionais.

Para quem não tem acompanhado, a parlamentar tem ressaltado a necessidade de bem-estar dos cidadãos que trabalham durante a semana inteira, muitas vezes, para ganhar um salário mínimo.

Em abril de 2024, algumas empresas também deram início a um experimento que garante uma carga horária reduzida aos colaboradores, mas ganhando o mesmo salário. Foram 4 dias de expediente e 3 de folga, superando as expectativas.

Segundo o G1, o projeto teve desenvolvimento pela 4 Day Week Brazil, que apontou melhorias no comportamento e na produtividade dos funcionários. O balanço constatou que 61,5% das empresas notaram avanço na execução de projetos e 58,5% viu mais criatividade na realização das tarefas.

Cerca de 58% dos trabalhadores afirmaram que passaram a conciliar melhor a vida pessoal e a profissional, após as folgas concedidas. Houve também redução nos problemas de indisposição, insônia, estresse no trabalho, entre outras coisas, constantemente denunciadas pelos colaboradores.

Pesquisa provou que ampliar tempo de folga aos trabalhadores traz mais benefícios (Foto: Divulgação)

O que é um CLT Premium?

Nas redes sociais, diversos funcionários de empresas brasileiras têm se colocado como “CLTs Premium”. De acordo com o IBGE, mais de 38 milhões de brasileiros estão trabalhando registrados no país, mas somente uma parcela desse número tem acesso aos benefícios adicionais.

Pela lei, os patrões são obrigados a pagar vale-transporte, férias, 13º salário e FGTS. Em contrapartida, parte dos contratantes se destacam pela valorização dos colaboradores, oferecendo outros benefícios não obrigatórios, como plano de saúde e odontológico, 14º e 15º salário, além de planos em academias.

Empresas nacionais têm oferecido benefícios não obrigatórios aos trabalhadores CLT (Foto: Divulgação)

Conclusão

  • Em resumo, uma pesquisa da 4 Day Week Brazil mostrou que dar mais tempo de folga aos trabalhadores garante melhor desempenho nas empresas;
  • Diversos profissionais têm se declarado como “CLTs Premium” nas redes sociais, por causa dos novos benefícios não obrigatórios concedidos pelos patrões este ano;
  • Hoje, mais de 38 milhões de cidadãos trabalham com carteira assinada, segundo o IBGE.

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