A aparência de calmo, de fala mansa e voz baixa, contrasta com a real personalidade de Thiago Fragoso, que em entrevista à Revista da Tevê, do jornal O Globo, revelou que nem de longe parece a pessoa ansiosa que conta ser. “Sou muito pilhado. Sempre quero fazer tudo, resolver tudo. Com o tempo, estou melhorando”.
O ator reclama da patrulha do “politicamente correto” em cima da história da novela “Babilônia”, na qual interpreta o advogado Vinícius. Com audiência abaixo da esperada e após críticas ao excesso de maldade dos personagens e ao casal formado por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, a novela está sendo reeditada.
“Isso é muito chato. Shakespeare, por exemplo, escreve coisas pesadíssimas. Se fosse hoje, ele seria chamado de fascista. A arte tem que falar de lugares do ser humano que são reais e que podem existir, não necessariamente corretos ou justos. O Brasil está num momento de ebulição mesmo, de polarização, dividido, aquele momento Fla X Flu. As pessoas estão tomando partido, o que, de certa forma, é positivo. Isso é o primeiro passo pra uma mobilização e para a melhoria. O segundo é fazer as escolhas certas para também não virarmos um país retrógrado, tradicionalista. Eu tive sorte de fazer parte do evento que foi Niko e Félix (Mateus Solano) em Amor àVida, e achei que tínhamos conquistado alguma coisa. Talvez não tenhamos”.
Thiago tem se dedicado mais aos cuidados com o corpo, por conta do personagem. Disciplinado, acorda cerdo para nadar, correr e fazer musculação.
“O Vinícius é um cara que gosta de praia, atlético, e eu tenho que sustentar isso até o fim. É muita pressão, desgaste, você tem que se doar com afinco. Se eu não mantiver a rotina de exercícios, dá três meses e o personagem está gordinho. Tem essa coisa do sacerdócio, no sentindo que você tem que viver em função do personagem durante os meses, manter. Nadar até me dá prazer, mas não tenho muita paciência para ficar horas na piscina. Fui federado, era obrigado a nadar e fiquei traumatizado. Hoje, se eu nadar 25, 30 minutos fico feliz. Não sou estilo preguiçoso, sou mais para o ativo. Se não tivesse que fazer a novela, eu estaria mais disposto, porque tenho dormido quatro, cinco horas por dia”.
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