Se dinheiro nunca foi problema na Record, há, no mínimo, uma séria crise em dois dos seus setores mais importantes, casos da produção e programação.

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É a única conclusão possível de chegar, se verificarmos as aberrações cometidas na sua grade diária ou mais especificamente no caso do “Todo Mundo Odeia o Chris”. Essa série, sempre exibida à exaustão, hoje ocupa quase três horas ininterruptas da faixa de todo final de tarde, começo de noite. Um absurdo.

Tem a sua entrada logo após o “Tudo a Ver”, às 16h45, e vai até o início da novela “Rebelde”, às 19h45. Em números exatos, 2h45. Um pouco demais.

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Nem o “Chaves”, em seus “melhores momentos”, chegou a tanto no SBT. Ou é falta de produto ou falta de melhor visão de quem é responsável por isso. Surpreender o telespectador, no bom e melhor sentido, é de muito tempo o grande segredo do negócio. Quem pode ser surpreendido com um seriado que, se não bastassem as suas reprises, todo dia mostra exatamente as mesmas situações? Tiro no pé.

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Flávio Ricco / Uol Televisão

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