'Todos sabem que é errado, mas mesmo assim amam', declara Jonathan Azevedo sobre o Sabiá

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

19/10/2017 às 11:38 · Tempo de leitura: 3 minutos

Sabiá em "A Força do Querer". (Foto: Fábio Rocha)

Sabiá em “A Força do Querer”. (Foto: Fábio Rocha)

Destaque em “A Força do Querer”, Jonathan Azevedo fala sobre como gostaria que terminasse o Sabiá, seu personagem.

“Acho que, se o Sabiá tomasse um rumo diferente, seria bom para as pessoas refletirem. Só tenho a agradecer à Gloria (Perez, autora) e à toda a equipe por esse presente. O personagem ganhou uma proporção enorme no Brasil”, declarou em entrevista para a jornalista Patrícia Kogut.

Além disso, ele conta que, ao longo da trama, percebeu nas ruas a repercussão do seu trabalho. “Outro dia uma pessoa me perguntou se eu era o Sabiá da novela. Eu respondi que sim e ela disse: ‘Não é, não. Você não falou ‘passa a visão’ (bordão dele na novela)’”, diverte-se. “Todos sabem que é errado, mas mesmo assim amam o Sabiá. Eu trabalhei não só em cima da questão negativa do personagem, mas procurei humanizá-lo”, analisa.

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Além disso, ele revela que o assédio das mulheres aumentou: “As mulheres dizem: ‘Sabiá, canta lá em casa’. Elas são apaixonadas pelo personagem. Rola esse fetiche do amor bandido”, diz ele, que antes da trama tinha 70 mil seguidores em rede social e agora acumula 860 mil.

Jonathan também afirma que está “solteríssimo”. “Escreve isso em negrito”, brinca. “Vivi amores maravilhosos e tive grandes aprendizados. Agora, estou trabalhando muito. Preciso de alguém que me compreenda. Quero uma pessoa que me ajude a realizar os meus sonhos. O assédio está ótimo e estou aberto a propostas”, conta.

No entanto, nem tudo são flores, e com a trama aumentaram também os ataques racistas. “O preconceito acontece e é constante, mas estou tentando mudar dentro de mim a forma como lido com o assunto. Acho que a pessoa que fez isso tem um vazio grande que não foi preenchido. Pedi a papai do céu para dar sabedoria a ela”, declara.

Azevedo também fala sobre o estereótipo de ator negro fazer ou criminoso ou escravo. “Começaram a comentar na internet que eu só faço papel de bandido e que eu ficaria rotulado. Mas, quando surgiu o convite, eu pensei: ‘Preciso conhecer pessoas novas e abrir portas’. Com o Sabiá, eu comecei nesse lugar do estereótipo e transitei para outro, em que ele aparece como um cara que o Brasil inteiro ama. Se fizer de coração, tudo dá certo. Não posso me limitar”, explica.

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