Adeus CC, manchas e mais: Como usar tônicos com ácidos além do rosto
Tônicos com ácidos ajudam a combater manchas, controlar a oleosidade e renovar a pele muito além do rosto; Veja
Tônicos com ácidos ajudam a combater manchas, controlar a oleosidade e renovar a pele muito além do rosto
Tônicos com ácidos deixaram de ocupar apenas espaço nas rotinas faciais e ganharam novas aplicações no cuidado corporal. Produtos com ácido glicólico, lático e salicílico podem ajudar em manchas, aspereza, pelos encravados e alterações na textura.
Além disso, algumas formulações são direcionadas para regiões como costas, peito, braços, joelhos, cotovelos, axilas e parte interna das coxas. A escolha, porém, depende do objetivo e da composição do produto, já que cada ácido atua de maneira diferente.
Onde os tônicos podem ajudar
O ácido glicólico pertence aos alfa-hidroxiácidos e promove esfoliação química da superfície da pele. Dessa forma, ajuda a remover células mortas, melhorar a textura e uniformizar a aparência do tom.
Por isso, o ativo aparece em rotinas destinadas à queratose pilar, conhecida pelas pequenas bolinhas nos braços, além de áreas ásperas e marcas deixadas por inflamações. Também pode contribuir para amenizar algumas formas de hiperpigmentação.
Já o ácido salicílico pertence aos beta-hidroxiácidos e tem maior afinidade com a oleosidade. Assim, consegue penetrar nos poros e ajudar a desobstruí-los, sendo especialmente útil para acne e pelos encravados.
No corpo, portanto, um tônico formulado com esse ativo pode ser interessante para costas, peito e outras regiões sujeitas a poros obstruídos. Ainda assim, especialistas ressaltam que áreas corporais extensas exigem cuidado com a quantidade e a frequência de aplicação.
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Manchas exigem atenção
Quando o objetivo é reduzir manchas, os ácidos podem integrar a rotina, mas não funcionam igualmente para todas as causas. O ácido glicólico aparece entre os ingredientes que podem ajudar a suavizar manchas escuras.
Além disso, a hiperpigmentação pós-inflamatória pode surgir depois de acne, irritações ou outros processos que lesionam a pele. Nesses casos, controlar a inflamação também é importante para evitar novas alterações de pigmentação.
Nas axilas e virilhas, entretanto, a atenção precisa ser maior. Atrito, depilação e irritação podem contribuir para o escurecimento, enquanto uma esfoliação excessiva pode piorar a inflamação e favorecer novas manchas.
Como incluir na rotina
O primeiro passo é conferir se o produto foi formulado para uso corporal. Em seguida, vale começar com menor frequência, especialmente quando a pele nunca recebeu ácidos. Um teste em pequena área também ajuda a observar possíveis reações.
A aplicação deve ocorrer sobre pele limpa e seca, conforme as instruções da embalagem. Depois, a hidratação ajuda a preservar a barreira cutânea. Durante o dia, áreas expostas precisam de proteção solar, porque a radiação pode favorecer alterações de pigmentação.
Também não é recomendável combinar vários esfoliantes de uma vez. O excesso pode provocar ressecamento e irritação, enquanto a inflamação pode intensificar problemas de pigmentação.
Assim, tônicos com ácidos podem ampliar os cuidados para além do rosto, principalmente quando o objetivo envolve textura, poros, pelos encravados e determinadas manchas. O resultado depende, porém, do ácido escolhido, da concentração, da região tratada e da tolerância individual.