O ator Tony Ramos falou sobre as dificuldades na hora das gravações das cenas de “A Regra do Jogo”, onde ele contracena com Alexandre Nero. Segundo ele, em entrevista ao jornal Extra, foi preciso socar de verdade o colega em uma cena.
“As cenas mais complicadas foram as da tortura do Romero (Alexandre Nero). Eu precisei bater de verdade, socá-lo e, para isso, nós dois precisamos de um treinamento especial, de luta, para que tudo ficasse verídico”, confessou o ator.
“Era tudo muito marcado, muito preciso, para que eu não machucasse ele ou a mim mesmo. Foram as cenas que mais exigiram de mim fisicamente, em termos de técnica”, disse ele. Na história, ele atua como um vilão detestável, um psicopata.
“A única coisa que temos em comum é a barba”, comenta o veterano, que segundo ele, o autor promete muitas surpresas: “A única coisa que não sabemos são as últimas três semanas de novela, porque o João Emanuel quis manter segredo sobre isso”.
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“Esse desfecho só vamos descobrir na hora”, adianta ele, afirmando que o personagem é conquistador de mulheres “pelos atributos da sedução”. “Ele consegue convencer todas essas mulheres porque ele tem isso dentro dele, é um psicopata”, diz.
Sobre a morte de Djanira, ele tira o corpo fora: “Acho isso impossível. Ela morreu no meio de uma troca de tiros, um fogo cruzado, mas não acho que teve o dedo do Zé Maria nisso. Quem eu acho que pode ter matado ela foi o Tio, personagem de Jackson Antunes”.
Na pele de um vilão, ele afirma que isso é “estimulante”. “Tem gente que chama esse tipo de personagem de desafio, eu chamo de estímulo. E gosto dos mais estimulantes”, comenta. E sobre o melhor papel da sua carreira, ele não consegue escolher um apenas.
“Ah, é injusto escolher apenas um. São 52 anos de carreira, imagina quantas coisas eu já fiz? Mesmo quando não é um sucesso de audiência, eu não uso a palavra fracasso. Todos os trabalhos são igualmente importantes para mim”, finaliza.


