Tragédia: naufrágio em plena virada do ano matou atriz da Globo e mais dezenas de pessoas no RJ
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Bateau Mouche IV sendo retirado do fundo do mar. (Foto: Reprodução)
Estrela da Globo morreu afogada na noite do Réveillon
Um naufrágio em plena virada do ano tirou a vida de uma das atrizes mais conhecidas da Globo. A tragédia aconteceu na noite do dia 31 de dezembro de 1988 no mar do Rio de Janeiro e matou dezenas de pessoas, entre elas, a atriz Yara Amaral.
Com 52 anos na época, Yara Amaral, tinha 25 de carreira no teatro e duas décadas na televisão, e vivia grande fase, principalmente na telinha, na pele de Joana, a grande vilã de “Fera Radical”, novela das 18h da Globo, que já tinha terminado em novembro. A morte de forma trágica da artista deixou todos em choque.
A atriz estava de férias e se preparava para curtir as comemorações de fim de ano. Yara, então, foi convidada pelo casal de amigos, Silvio e Dirce Grotkowski, proprietários da marca de cosméticos Payot, para curtir a virada de ano de uma forma diferente: em um barco, que chegaria próximo à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde ocorre o Réveillon mais famoso do mundo, e que naquele ano receberia mais de dois milhões de pessoas para a tradicional queima de fogos.
Yara Amaral chegou a convidar os filhos, Bernardo e João Mário, de 16 e 14 anos, para acompanhá-la, mas acabou acompanhada apenas pela mãe, Elisa, de 73 anos. Na noite de Réveillon, a artista embarcou no Bateau Mouche IV, mesmo com chuva e mar agitado.
Yara Amaral em cena da novela Fera Radical, da Globo. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Às 22h15, o barco foi interceptado por uma lancha da Marinha que fazia vistoria. Oficiais verificaram a documentação do barco e a habilitação do mestre-arrais, Camilo Faro. Há quem afirme que o Bateau Mouche IV poderia ter sido liberado ali mesmo, mas Camilo teria admitido a um oficial que suspeitava de superlotação, mesmo sem haver lista de passageiros ou checagem de nomes, o que fez com que o número exato de pessoas a bordo continue incerto até hoje. Após a abordagem, o barco foi liberado minutos depois pela Marinha.
Quando o barco retomou a viagem, Yara decidiu ir ao banheiro, que ficava no pavimento inferior. Lá, se deparou com uma inundação. Preocupada, a atriz da Globo chegou a relatar o fato à colega Dirce, mas nenhuma atitude foi tomada.
AFOGAMENTO
Por volta das 23h50, poucos minutos antes da virada de ano, e na altura da Ilha de Cotunduba, próximo ao Morro do Leme, uma onda forte atingiu o barco. A falta de estabilidade fez a embarcação adernar, arremessando várias pessoas ao mar e dando início a uma tragédia.
Muitos passageiros foram atingidos por móveis do barco e ficaram desacordados, enquanto outros estiveram aprisionados no salão principal e não e não conseguiram chegar à superfície.
Ao todo, 55 pessoas morreram, entre elas, Yara e a mãe, Elisa. “Entrei em choque. Custei a acreditar que havia perdido, de uma só minha mãe e minha avó”, declarou Bernardo Amaral, filho da atriz da Globo, e que, três anos depois , criou a associação Bateau Mouche – Nunca Mais, para auxiliar as vítimas da tragédia.
O caso estampou capas de jornais, e a própria Globo fez uma intensa cobertura do caso na TV, principalmente através do Fantástico e do Jornal Nacional.
Mais lidas
ver todas- Câncer fatal: A morte devastadora de atriz mais amada da Globo e Ana Maria aos prantos com anúncio de luto
- Globo em luto: Com câncer espalhado no cérebro, âncora do Jornal Hoje morreu logo após diagnóstico fatal
- Caiu da janela: Qual atriz morreu 2 dias após finalizar gravações na Globo?
- Os milhões acabaram? Descubra o valor e destino da herança dos Richthofen
- Henry Borel retorna em carta psicografada com mensagem chocante para mãe: “Ao invés de me proteger”